terça-feira, 14 de julho de 2009

Novidades da Editorial Presença para a 2.ª quinzena de Julho

Título: O labirinto da rosa
Autor: Titania Hardie
P.V.P.: 20,00 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 436
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 438

Sinopse: O Labirinto da Rosa é um romance de estreia de uma riqueza surpreendente que tem no centro da sua trama uma herança enigmática que remonta à época Tudor. John Dee, matemático, astrónomo e conselheiro da rainha Isabel I, deixou escondida uma série de documentos seus por considerar que a humanidade não se encontrava preparada para compreender o que neles estava escrito. As sucessivas gerações de descendentes souberam guardar o segredo da sua localização à espera do momento certo para revelar tais conhecimentos ao mundo. Agora esse momento parece ter finalmente chegado! Um romance soberbo, um verdadeiro labirinto literário, com traços do romance histórico, do romance de aventura e do thriller, e referências vastíssimas que vão dos conhecimentos esotéricos egípcios, templários e renascentistas à história do Islão, ao Cristianismo, ao paganismo ou à astrologia.

Título: Dormir nu é ecológico
Autor: Vanessa Farquharson
P.V.P.: 16,50 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 280
Colecção: Sociedade Global
N.º na Colecção: 35

Sinopse: Até onde estamos verdadeiramente dispostos a ir para tornarmos o nosso mundo mais verde? Foi este o desafio que Vanessa Farquharson, uma jornalista canadense, colocou a si mesma, propondo-se alterar radicalmente o seu estilo de vida ao longo de um ano, estipulando a cada novo dia um novo objectivo ecológico a cumprir. Desde escolhas simples como passar a dormir nua a decisões extremas como abdicar do uso do carro ou desligar o frigorífico, a autora tenta descobrir o que é exequível e o que não é, suscitando reflexões sobre o que realmente significa ter uma atitude ecológica. Uma obra que nos dá uma perspectiva franca e muito bem-humorada do que acontece quando o cidadão comum se entrega de alma e coração ao movimento ecológico.

Título: Sede de Viver
Autor: J.R. Moehringer
P.V.P.: 19,50 €
Data 1ª. Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 488
Colecção: Vidas d´Escritas
N.º na Colecção: 2

Sinopse: Um belíssimo livro de memórias, que é também um retrato vivo de uma América no rescaldo da guerra do Vietname. A figura nuclear deste romance autobiográfico é um bar em Long Island, onde o jovem J. R. encontrou um sucedâneo da figura do pai ausente. Durante a sua infância e adolescência, o autor testemunha a interacção diária de todo o tipo de homens - soldados, jogadores, polícias, advogados, vagabundos - que falam de tudo, desde basquetebol, história ou livros, até sexo e relacionamentos. E embora as conversas se inflamem com o álcool, é lá que Moehringer aprende sobre a vida e encontra modelos para formar a sua própria masculinidade, assim como um extraordinário sentido de amor e comunidade. É lá que voltará depois, já adulto, para se retemperar das duras batalhas da vida.

Título: Paralelo 42
Autor: John dos Passos
P.V.P.: 20,00 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas:
416
Colecção: Obras Literárias Escolhidas
N.º na Colecção: 7

Sinopse: Paralelo 42 é o primeiro volume da trilogia U.S.A., que celebrizou John Dos Passos como um dos maiores escritores norte-americanos do século XX ao fazer um esboço grandioso e caleidoscópico de uma nação em vias de se tornar uma superpotência. Tal como o paralelo que lhe dá título, este livro atravessa o coração dos Estados Unidos, ao seguir as vidas de cinco personagens nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial.

Título: A sombra do medo
Autor: R. Ellory
P.V.P.: 19,50 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 408
Colecção: Minutos Contados
N.º na Colecção: 24

Sinopse: Em Augusta Falls, uma pequena comunidade rural no Sul dos Estados Unidos, a vida nunca mais será a mesma. Um assassino em série anda a semear o terror enquanto deixa atrás de si os corpos mutilados de raparigas pré-adolescentes. Joseph Vaughan, de apenas doze anos, não consegue evitar sentir-se profundamente impressionado com os acontecimentos. Por isso decide criar um grupo com o objectivo de descobrir o responsável pelos crimes. Mas o tempo vai passando, e um dia as mortes param subitamente. Só Joseph continuará a ser perseguido ao longo dos anos pela sombra do que se passou, até ser obrigado a confrontar-se com o pesadelo que lhe roubou a vida.

Título: Até que ele nos separe
Autor: Emily Giffin
P.V.P.: 18,00 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 344
Colecção: Champanhe e Morangos
N.º na Colecção: 38

Sinopse: Rachel White sempre foi o protótipo da «menina certinha», que fazia o que se esperava dela e se sacrificava em prol dos outros. Só que, na manhã após a festa do seu aniversário, Rachel acorda ao lado do noivo da sua melhor amiga. O mais correcto seria esquecer o que aconteceu e seguir em frente, mas, à medida que a data do casamento se aproxima, Rachel descobre que as coisas não são assim tão simples, e em breve terá de escolher entre abrir mão da felicidade ou da sua amizade mais antiga. Um romance que lança um olhar pleno de lucidez e de sensibilidade sobre as nuances que existem no amor, na amizade e na traição.

Título: O pequeno livro das boas maneiras
Autor: Christine Coirault
P.V.P.: 7,00 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição:
N.º de Páginas: 40
Colecção: Diversos
N.º na Colecção: 75

Sinopse: Queres falar? Precisas de bocejar num sítio público? Estragaste o brinquedo de alguém? O que fazer? Por muito complicada que seja a situação, estas personagens bem-comportadas mostrar-te-ão o que fazer!

Título: A rapariga que sabia ler
Autor:
Frances Hardinge
P.V.P.: 12,50 €
Data 1.ª Edição: 14/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 336
Colecção: Estrela do Mar
N.º na Colecção: 124

Sinopse: Depois de Mosca Mye «acidentalmente» pegar fogo ao moinho onde o tio a acolheu após a morte do pai, esta rapariga de doze anos não tem outra alternativa senão fugir da aldeia onde vive e ir em busca de outras oportunidades. Mas as coisas não vão correr exactamente como ela pensava. É que Mosca tem um dom bastante invulgar na sua comunidade, sabe ler, e esse facto mudará o seu rumo a caminho de Mandelion, onde uma série de circunstâncias a conduzirão ao centro de uma intriga política sem precedentes… Uma história mágica sobre o poder inspirador dos livros para construir um mundo melhor.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Swing - Diário de bordo / SW Team

Título: Swing - Diário de Bordo
Autor: SW-Team
Editora: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: 2009
Colecção: Histórias de Vida

Sinopse:
Tudo o que sempre quis saber sobre o desconhecido mundo do "swing", contado por um casal sem tabus que optou pela bigamia sexual associada à monogamia social e emocional. Qual o papel do ciúme? Quais os sentimentos do "swinger"? Quem toma a iniciativa? Como é que os "swingers" se conhecem e se encontram? Como é que são os clubes de "swing"? Para satisfazer a sua curiosidade, siga a evolução deste casal nos meandros de um mundo cheio de prazeres, onde o liberalismo sexual impera, derrotando os preconceitos comuns. Esta obra é fundamental para todas as pessoas, por mais comuns que se sintam, casais "swingers", solteiros aventureiros, indivíduos curiosos, tipos preconceituosos e leitores duvidosos. Ninguém vai ficar indiferente a este relato surpreendente.

A minha opinião:
Um casal português, arrojado e despido de preconceitos, decidiu aventurar-se no mundo do swing. Após longas horas de conversação, troca de impressões e opiniões, pesquisas na internet sobre o assunto, ambos decidiram que queriam experimentar. Mas, as questões e dúvidas sucediam-se: Será que o marido estaria realmente preparado para ver a sua parceira com outra pessoa? Será que a mulher não iria sentir ciúmes por ver o seu marido com outra mulher? Após isso, será que os sentimentos do casal não se alterariam?
O casal, conhecido por SW Team, defende que a estabilidade e a confiança que vivem e sentem na sua relação é que os levou a querer experimentar e a aventurar-se em algo novo (novo para eles, tendo em conta que o swing é uma prática bem antiga) e diferente. Para este casal, o swing além de não constituir traição ao parceiro, não é solução para salvar um casamento que se encontre em risco de ruptura. O par SW Team defende que quando um par decide experimentar e entrar neste meio, os sentimentos de ambos têm que estar bem definidos e alicerçados e, acima de tudo, é necessário existir muita confiança e uma grande cumplicidade entre os dois.
Em “Swing – Diário de bordo”, o casal português indica os primeiros passos a dar para se entrar no mundo dos swingers; dão dicas e conselhos para descobrir os meios e estratagemas utilizados pelos falsos swingers; como tudo se processa e os preparativos que realizam para os encontros; relatam algumas das experiências sexuais que já viveram; e descrevem pormenorizadamente os locais onde decorrem alguns dos encontros.
No livro confessam ainda que a sua relação ficou ainda mais reforçada com esta experiência.
Hoje em dia o swing ainda é considerado um assunto tabu, porque a nossa sociedade continua a condenar este género de opções, práticas ou comportamentos. Por isso mesmo é que, embora seja uma prática antiga, ainda hoje o swing é visto como um meio restrito e recôndito a que só alguns têm acesso. Aliás, nos locais frequentados apenas por swingers, os novos swingers apenas lá entram acompanhados pelo seu casal de “padrinhos” e mediante um código.

Excerto:
“Uma coisa é certa, o swing é óptimo, traz experiências maravilhosas e faz-nos viver o sexo com uma intensidade excelente, mas não há ninguém como o nosso parceiro habitual para nos fazer sentir certas emoções, para nos tocar nos pontos certos, para nos dar aquilo que realmente precisamos num determinado momento. E cada dia que passa, descobrimos que estamos mais unidos, mais atraídos um pelo outro, mais cúmplices, quer na cama, quer fora dela. Esta sensação fantástica só a consegue sentir quem experimenta este mundo ainda oculto à maioria dos mortais, o mundo liberal do swing.”

Classificação: 3/4

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Guia Prático para cuidar de Demónios de Christopher Moore lançado pela Gailivro

Título: Guia Prático para cuidar de Demónios
Autor: Christopher Moore
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 328
Editor: Edições Gailivro
Colecção: Christopher Moore

Sinopse:
APERTEM OS CINTOS, SENHORAS E SENHORES. É TEMPO DE CHRISTOPHER MOORE!Nesta engenhosa narrativa de Moore encontramos um dos pares mais dissonantes de que há memória nos anais da Literatura. O bem parecido é um exseminarista e académico «de estrada», de cem anos de idade, Travis OHearn. O verde é Catch, um demónio com o péssimo hábito de comer praticamente todas as pessoas que conhece. Por detrás da falsa fachada Tudor de Pine Cove, Catch vê um bufete de quatro estrelas. E Travis julga ter descoberto a forma de se livrar do seu companheiro de viagem, de dentes aguçados. Mas, entretanto, os bêbados, as neo-pagãs e os sedutores caloteiros de Pine Cove têm outros planos. E ninguém está minimamente preparado, quando o inferno estoira!

Sobre o autor:
Christopher Moore começou a escrever aos seis anos. E assim se converteu no menino-prodígio mais velho de sempre, ao publicar a sua primeira obra com trinta e poucos anos.

"Christopher Moore é um homem muito doente, no melhor sentido da palavra" - Carl Hiaasen "Christopher Moore está, rapidamente, a converter-se no autor de culto dos dias de hoje, ocupando o lugar em tempos preenchido por Kurt Vonnegut". Denver Post.

Bertrand lança campanha Verão com mais imaginação com livros até 50% de desconto


Um Verão com mais imaginação é o nome da campanha da Bertrand que terá livros com descontos entre os 10 e os 50%. A promoção será válida até 16 de Agosto.
De destacar os títulos O Meu Nome é Legião de António Lobo Antunes; Tudo Debaixo do Céu de Matilde Asensi; Maria, A Maior Educadora da História de Augusto Cury; e 1808 de Laurentino Gomes que estão a 30%. Com 20% de desconto estão títulos como A Demanda do Cavaleiro Morgennes de David Camus; Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson; Anjos e Demónios de Dan Brown; e A Dança da Morte de Douglas Preston.
Dois livros de Alice Vieira (Se Perguntarem por Mim Digam que Voei e A Vida nas Palavras de Inês Tavares) estão ainda com 50% de desconto.
Em Busca do Verdadeiro Amor de William Nicholson é o Livro da Semana, tendo um desconto de 40%.

Para os fãs ou curiosos da Série Millenium de Stieg Larson a Bertrand tem ainda uma promoção: na compra do primeiro e terceiro volumes terão a oferta do segundo.
Se, por outro lado, vêm acompanhando o sucesso de Dan Brown e são apreciadores da sua obra, poderão fazer já uma pré-reserva do seu novo livro The Lost Symbol, que já tem data oficial de lançamento: 15 de Setembro.

Podem ver mais informações aqui

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rebeldes - Anna Godbersen

Título: Rebeldes
Autor:
Anna Godbersen
Editora: Editorial Presença
Colecção: Princesas de Nova Iorque
N.º na Colecção: 1
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição:
N.º de Páginas: 312
P.V.P.: € 15,00
Site: http://www.theluxebooks.com

Sinopse: Rebeldes é o primeiro da série Princesas de Nova Iorque destinada a um público juvenil e eminentemente feminino. Esta história acompanha um grupo de jovens pertencentes à nata da sociedade nova-iorquina dos finais do século XIX. Elizabeth e Diana são filhas de uma das mais prestigiadas famílias. Num ambiente sumptuoso, caracterizado através da moda, dos ambientes ricamente decorados e da esplendorosa arquitectura da Gilded Age, vivem como verdadeiras princesas. Mas a verdade é que o estatuto social lhes impõe pesados sacrifícios, como acontece à primogénita, Elizabeth, cuja vida é alvo de mexeriquices e invejas que inspiram as colunas sociais da imprensa da época, mas que se vê compelida a aceitar um casamento por conveniência. Um romance escrito sob a inspiração de Edith Wharton, em que a idade da inocência é tudo menos inocente.

A minha opinião:
Nova Iorque… finais do século XIX
Após o falecimento do patriarca, a família Holland, que goza de boa reputação no seio da sociedade nova-iorquina, tem que tomar medidas urgentes para solucionar a sua situação financeira. A mãe, Louisa Holland, que julgava que o seu marido tinha uma grande fortuna, foi surpreendida com o caos financeiro em que ele a deixou e às suas duas filhas, Elizabeth e Diana. Ambas as jovens eram frequentadoras das festas mais badaladas, conhecedoras das famílias mais tradicionais e mais abastadas daquele meio.
Uma sociedade caracterizada por algum desregramento e podridão, tendo em conta que muitas vezes os meios utilizados não eram os mais correctos para atingir os fins desejados.
E, foi isso mesmo que Louisa Holland propôs à sua filha mais velha, que se casasse com Henry Schoonmaker, mesmo não gostando dele. Por outro lado, o pai de Henry impôs-lhe que se casasse com Elizabeth, pois pertencia a uma família prestigiada e isso, seria uma mais-valia na sua candidatura a mayor. Mas, será que este casamento em que não existe qualquer pinga de amor se vai realmente concretizar?
Elizabeth está apaixonada pelo seu amigo de infância e actual criado da família, Will. Mas, o verdadeiro amor de Elizabeth (Will) também era disputado por Lina.
Henry é um verdadeiro “bon-vivant” e que está sempre rodeado de várias mulheres. Mas, há duas que atraem a sua atenção e que estão intimamente ligadas a Elizabeth: Penélope, uma das suas melhores amigas e, Diana, a sua irmã mais nova.
Uma história apaixonante, marcada por vários condicionalismos inerentes à época e ao meio social em que esta história se insere. Uma sociedade em que, muitas vezes, o poder monetário e título familiar era mais importante que tomar uma decisão de acordo com os seus reais princípios ou valores. Uma sociedade marcada pela vida boémia e o luxo, em que cada um tenta sempre parecer e ser melhor que o outro; em que as jovens fazem de tudo para chamar a atenção dos homens mais cobiçados; em que as regras sociais proliferam mas há sempre quem as ouse contornar ou ignorar; em que os pais controlam o destino dos seus filhos mediante os seus próprios interesses.
Esta história inicia-se com o anúncio do funeral de Elizabeth Holland. Depois de todo o enredo girar em torno da sua vida e daqueles que lhe são mais próximos, só no final do livro, é que o leitor descobre o que realmente sucedeu para que Elizabeth tivesse “partido” tão cedo…
“Rebeldes” revelou-se uma leitura muito agradável com um enredo bastante rico e interessante.

Citações:
“Os leitores vão render-se a este drama inteligente e mordaz de amigos, amantes, mentiras e traições.”
Kirkus Reviews
“Nesta telenovela deliciosa, jovens abastadas de Manhattan têm romances proibidos, traem amigos e comportam-se da pior maneira possível.”
Library Journal

Classificação:
4/5

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A História de Edgar Sawtelle em 3.o lugar no top de vendas

O livro que a Publishers Weekly disse estar «condenado a ser um sucesso» alcançou esta semana o 3.º lugar no Top de Vendas das Livrarias Bertrand. Chama-se A História de Edgar Sawtelle.
Escrito durante mais de 10 anos, a propósito de uma ideia que surgiu em apenas 5 minutos - confessou o autor, A História de Edgar Sawtelle é mais do que um conto sobre um menino mudo e a sua inusitada e invulgar relação com os cães da família Sawtelle. É um Hamlet recontado com um brilho extradordinário e onde também não faltam elementos ao jeito de Stephen King ou de Kipling.

"Cozinha de Escritores" nos restaurantes de Coimbra

“Cozinha de Escritores" é como se chama a ideia que vai ocupar a Semana Gastronómica de Coimbra que começa hoje, 3 de Julho, e decorre até ao próximo dia 12, em mais de 20 restaurantes da cidade. Partindo da descoberta de referências gastronómicas em obras dos escritores Eça de Queirós, Miguel Torga e Cristóvão de Aguiar – com percursos de vida relacionados com Coimbra – foi realizada uma selecção de pratos tradicionais portugueses que serão reinventados com a mestria dos chefes de cozinha dos restaurantes aderentes.

Assim, a população residente e visitante de Coimbra poderá degustar preciosas iguarias gastronómicas que já deliciaram Eça, Torga e Aguiar, em contacto directo com as respectivas passagens literárias onde surgem mencionadas. Os restaurantes aderentes estão dispersos pela cidade de Coimbra e serão identificados com sinalética exterior alusiva ao evento.



Menus referenciados nas obras dos escritores
Eça de Queirós
Os Petiscos Croquetes

Consolava-se então com regalos de gulodice. Durante todo o dia debicava sopinhas, croquetes, pudinzinhos de batata. Tinha no quarto gelatina e vinho do Porto. Em certos dias mesmo queria caldos de galinha à noite. In “O Primo Basílio”

Queijo com mostarda, salada, vinagre, sal e rábanos D. Nicazio, esse, comia impassivelmente o seu queijo adornado de mostarda, de salada, de vinagre, de sal, de rábanos e dum leve pó apimentado de Ceilão. In “O Mistério da Estada de Sintra”

As Entradas Empadinhas de marisco
Estavam parados ao pé da confeitaria. Na vidraça, por trás deles, emprateleirava-se uma exposição de garrafas de malvasia com os seus letreiros muito coloridos, transparências avermelhadas de gelatinas, amarelidões enjoativas de doces de ovos, e queques de um castanho-escuro tendoespetados cravos tristes de papel branco ou cor-de-rosa. Velhas natas lívidas amolentavam-se no oco dos folhados; ladrilhos grossos de marmelada esbeiçavam-se ao calor; as empadinhas de marisco aglomeravam as suas crostas ressequidas. In “O Primo Basílio”

Ovos com chouriço

Ele encolheu jovialmente os ombros realargados. E só me soube contar, trilhando soberanamente com os sapatos brancos e cobertos de pó o soalho remendado, que, ao acordar em Tormes, depois de se lavar numa dorna, e de enfiar a minha roupa branca, se sentira de repente como desanuviado, desenvencilhado! Almoçara uma pratada de ovos com chouriço, sublime. Passeara por toda aquela magnificência da serra com pensamentos ligeiros de liberdade e de paz. Mandara ao Porto comprar uma cama, uns cabides… E ali estava… In “A Cidade e as Serras”

As Sopas Caldo de galinha com ovo batido

Então Carvalhosa, erguendo-se, enterrando as mãos nos bolsos, declarou que, como orador, interessavam-lhe muito as doenças de garganta; e voltando-se para Sarrotini, com curiosidade condescendente:
― O que bebem ordinariamente os senhores, para clarear a voz?
Sarrotini explicou na sua linguagem, eriçada de francês e diluída de espanhol, que ele tomava um caldo de galinha, com um ovo batido. A Patti, por exemplo, essa era um cálice de Xerez, num copo de soda… In “A Tragédia da Rua das Flores” Sopa de congro

Tal era a cultura, o fino engenho, a influência social dos cozinheiros, que a Grécia, resumindo em símbolos compreensíveis e populares as glórias da sua civilização, celebrou ao lado dos seus sete sábios os seus sete cozinheiros. O maior deles era Aegis, de Rodes, o único mortal que tem sabido assar sublimemente um peixe. Outro era Nereu, de Quio, cuja sopa de congro foi cantada por poetas, e recompensada em toda a Ática com coroas cívicas. “Cozinha Arqueológica”, in Notas Contemporâneas

Os Peixes

Bacalhau à biscainha
Ultimamente, Melchior tomara o hábito de vir jantar com eles: ia então abaixo combinar com o Manuel petiscos espanhóis, arroz à valenciana, bacalhau à biscainha. In “A Capital!"

Salmão frio com molho de salsa e cravo

Mas, justamente, Harbrico espalhava diante dos cavaleiros uma deliciosa e irresistível merenda! Eram gordas perdizes aloiradas, um vasto salmão frio e cor-de-rosa, com um molho de salsa e cravo que perfumava o ar, cestos de pêssegos e uvas, como só há nos pomares de el-Rei… “S. Frei Gil”. In Últimas Páginas

As Carnes Bifes de cebolada
E como o Bento entrava com bifes de cebolada, abancaram. A ceia foi longa. In “A Capital!"

Cabrito assado no forno

À noite, depois de um cabrito assado no forno, a que mestre Horácio teria dedicado uma ode… In "Contos"

Galinha `afogada em arroz húmido´ (rodeada de nacos de bom paio)

No meio da sala de jantar, forrada de papel escuro, a claridade da mesa alegrava, com a sua toalha muito branca, a louça, os copos reluzindo à luz forte dum candeeiro de abat-jour verde. Da terrina subia o vapor cheiroso do caldo, e na larga travessa a galinha gorda, afogada num arroz húmido e branco, rodeada de nacos de bom paio, tinha uma aparência suculenta de prato morgado. In “O Crime do Padre Amaro”

Os Acompanhamentos Arroz com favas

Foi ele que rapou avaramente a sopeira. E já espreitava a porta, esperando a portadora dos pitéus, a rija moça de peitos trementes, que enfim surgiu, mais esbraseada, abalando o sobrado ― e pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominara favas!... Tentou todavia uma garfada tímida ― e de novo aqueles seus olhos, que o pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado:
― Óptimo!... Ah, destas favas, sim! Oh que fava! Que delícia! In “A Cidade e as Serras”

Salada de alface e agriões
Era uma travessa repleta de alface, agriões, chicória, macela, com vinagre e grossas pedras de sal. Gamaliel mastigavas-as solenemente, como cumprindo um rito. Elas representavam as amarguras de Israel no cativeiro no Egipto. E Eliezer, chupando os dedos, declarou-as deliciosas, fortificadoras e repassadas de alta lição espiritual. In “A Relíquia”

Tomates farcies à la Cohen
Decididos os convidados, fixado o jantar para uma segunda-feira, Ega teve uma conferência com o maître d´hôtel do Central, em que lhe recomendou muita flor, dois ananases para enfeitar a mesa, e exigiu que um dos pratos do menu, qualquer deles, fosse à la Cohen; e ele mesmo sugeriu uma ideia: tomates farcies à la Cohen…In “Os Maias”

Os Doces (sobremesas) Maçã assada

A S. Joaneira então pôs na mesa um prato covo com maçãs assadas.
― Viva! Não, lá nisso também eu entro! exclamou logo o cónego. A bela maçã assada! Nunca me escapa! Grande dona de casa, meu amigo, rica dona de casa, cá a nossa S. Joaneira. Grande dona de casa!
Ela ria; viam-se os seus dois dentes de diante, grandes e chumbados. Foi buscar uma garrafa de vinho do Porto; pôs no prato do cónego, com requintes devotos, uma maçã desfeita polvilhada de açúcar; e batendo-lhe nas costas com a mão papuda e mole:
― Isto é um santo, senhor pároco, isto é um santo! Ai, devo-lhe muitos favores! In “O Crime do Padre Amaro”

Sopa dourada

Depois num pós-escrito ele acrescentava: «O tempo aqui está lindo, o que se pode chamar de rosas, e tua santa tia muito se recomenda, que anda lá pela cozinha, porque vai hoje em trinta e seis anos que casámos, temos cá o abade e o Quintais a jantar, e ela quis fazer uma sopa dourada.»
Deitando uma acha ao lume, pensei como devia estar boa a sopa dourada da tia Vicência. Há quantos anos não a provava, nem o leitão assado, nem o arroz de forno da nossa casa! In “A Cidade e as Serras”

Creme crestado

Mas o Alves Coutinho extasiou-se sobre a abundância das travessas de doce; havia creme crestado a ferro de engomar, um prato de ovos queimados, aletria com as iniciais do conselheiro desenhadas a canela. In “O Primo Basílio”

Pêssegos aboborados em vinho

«Ontem ao jantar contei quanto o primo Gonçalo gosta de pêssegos, sobretudo aboborados em vinho, e a Anica toma por isso a liberdade de lhe mandar esse cestinho de pêssegos da Feitosa, que como se sabe são falados em todo o Portugal… Mil saudades.» In “A Ilustre Casa dos Ramires”

Para depois da sobremesa Café `remexido´ com um pau de canela

Depois, à pressa, sem gosto, com a ponta incerta do garfo, picava aqui e além uma lasca de fiambre, uma febra de lagosta; ― e reclamava impacientemente o café, um café de Moka, mandado cada mês por um feitor do Dedjah, fervido à turca, muito espesso, que ele remexia com um pau de canela!
― E tu, Zé Fernandes, que vais tu fazer?
― Eu?
Recostado na cadeira, com delícias, os dedos metidos nas cavas do colete:
― Vou vadiar, regaladamente, como um cão natural!
O meu solícito amigo, remexendo o café com o pau de canela, rebuscava através da numerosa Civilização da Cidade uma ocupação que me encantasse. In “A Cidade e as Serras”

Chá de erva cidreira

Pude averiguar que o nosso fino Alípio lhe dera uma receita para fazer chá de erva cidreira, que aliviava o Desembargador nas suas digestões monstruosas. In “O Conde d´Abranhos”

Miguel Torga
À Mesa Bom pão, bom vinho
― Não há que ver: onde encontras tu terras como esta? Bom pão, bom vinho, bons ares, e em nossa casa, ao pé da mulher e dos filhos! “Homens de Vilarinho”, in Contos da Montanha

Pão de trigo com queijo

O seu homem estava praticamente em jejum. Queria saber se lhe poderia chegar qualquer coisa. Um migalho de trigo com queijo, ao menos…“A Resurreição”, in Contos da Montanha

Os Petiscos Um pedaço de broa e uma fatia de febra
Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra, e sentou-se. “Natal”, in Novos Contos da Montanha

As Entradas Sardinha salgada
Foi no Doiro, numa cava. Ao meio-dia, a Margarida veio trazer o jantar, e embora a sardinha salgada e o caldo de gravanços tirassem a coragem ao mais pintado, a cara da rapariga desanuviava os horizontes. “O leproso”, in Novos Contos da Montanha

Os Peixes Raia
― Tenho raia ― informou a estalajadeira, a limpar as mãos gordurosas ao avental.
― Fumega?
― Isso é cá comigo… ― respondeu a velha, num sorriso que fazia crescer água na boca.
― Pois venha ela!
“O Lopo”, in Novos Contos da Montanha
| A Sobremesa Arroz doce
Com os pretextos mais estapafúrdios, demorava a partida. Conversava, varria, compunha e descompunha a travesseira da cama, comia pires seguidos de arroz doce, e assim encurtava a noite que os dois desejavam do tamanho da estrada de Santiago. Por fim, lá saiu.
“Um coração desassossegado”. In Contos da Montanha

Cerejas

Tinha já no chapéu algumas cerejas colhidas, reluzentes, a dizer comei-me. […]
Era outra vez Junho, as searas aloiravam já, e nas cerdeiras, polpudas, rijas, as cerejas tomavam uma cor avermelhada e levemente escarninha. “Destinos”, in Novos Contos da Montanha

Peras

Na tal noite da zanga, andavam juntas no adro, felizes da vida, a comer pêras e a beber limonada, quando o rapaz se aproximou, se eram servidas de qualquer coisa. Que muito obrigadas, mas que não tinham fome nem sede. “Inimigas”, in Contos da Montanha

Cristóvão de Aguiar

Os Petiscos
Petinga frita em banha (em base de pão ázimo) Esperava a Severiana de Jesus, neste instante, tantos anos volvi¬dos, o panelão de água já em chiadeira de fervedura. Havia-o posto ao lume, mentes cernia a farinha de milho. Retirou-lhe o carolo e guar¬dou-o de sua mão. Talvez com ele vi¬es¬se a fazer umas papas para matar um des¬consolo. Ou um bolo assado na sertã de barro. Sem fer¬mento. Ázimo como a hóstia da tran¬su¬bs¬tanciação. Para comer quen¬tinho com charri¬nhos ¬miú¬dos, ou mesmo com pe¬tin¬ga frita em banha. Melhor conduto está ainda por inventar para o bolo da sertã. In " Marilha"

A Entrada Charrinhos assados na sertã
escusado seria eu andar no meu laricá, cesto ao ombro, futurando tantas lindezas, porque o que me esperava, entra dia, sai dia, era trabalho em riba do lombo e charrinhos assados na sertã, servindo de conduto ao pão de milho enqueijado, ou, se era estação, uma mancheia de araçás ou uma laranja redolha para atestar; In “Raiz Comovida”

A Sobremesa

Ananás
(…) era aí, naquele palacete, que ainda lá está, com ermidinha à ilharga, que a fidalguia estava acostumada a assistir de Maio a Novembro; andava este que aqui está acartando leiva para as estufas de anana¬ses (cada carreto de se ficar derreado), mais quebrado que nem sei, só me apetecia amassar-me debaixo de uma som¬bra e ficar de papo para o ar vendo as nu¬vens a correr no firmamento (caía um marmaço de infernizar corpo e alma, tempo de agonia), mas ainda tinha de penar para despegar do trabalho, o Sol andava a passo de boi, e eu bem que mirava as alturas, mas perdia o meu aço e a minha paciência, […] In "Raiz Comovida"

O Café

Biscoito com manteiga (para servir ao café ou ao chá)
“Empurra, meu rico Gualter, empurra para baixo, olha que o Cidério já vai na segunda talhada de melancia; vê se fazes diligência para acabar o resto do biscoito com manteiga”…In “Raiz Comovida”

Informações retiradas do site http://www.turismodecoimbra.pt

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Novidades da Bertrand para Julho

Título: As Suspeitas do Sr. Whicher
Autor: Kate Summerscale
Chancela: Bertrand Editora
N.º Páginas: 364
P.V.P.: 16,50 €
Disponível a partir de 3 de Julho

Sinopse: Na madrugada do dia 29 de Junho de 1860, alguém entrou no quarto das crianças da Road Hill House, mansão de Samuel e Mary Kent, situada no vilarejo inglês de Road, e sequestrou Saville, o filho de três anos do casal. Horas depois, quando o alarme foi dado pela ama, o corpo da criança acabou por ser encontrado na latrina dos empregados, na área externa da casa. Saville tinha a garganta dilacerada. Não havendo provas de entrada forçada na propriedade, todas as atenções se voltam para a família e empregados da casa.
O assassinato de uma criança de 3 anos numa mansão em Road Hill, Inglaterra, em 1860, chocou aquele país e o mundo porque o assassino era alguém muito próximo do filho mais novo da família Kent. Este crime, que de resto mudou a história da investigação, da literatura e de uma época, foi reconstituído pela jornalista Kate Summerscale e a história valeu-lhe entretanto o British Book Award, o Prémio Galaxy e o conceituado Prémio Samuel Johnson.
O caso, que acabou por inspirar escritores como Charles Dickens e Arthur Conan Doyle, foi conduzido na época pelo inspector Jonathan Whicher, da Scotland Yard. E é pois sobre esta história verídica que abalou a sociedade da época e cujos ecos se fazem ouvir ainda hoje, na sociedade, na literatura e na investigação criminal que trata este As Suspeitas do Sr. Whicher.

Sobre As Suspeitas do Sr. Whicher
- Número 1 do Sunday Times
- Publicado em 16 países
- Vencedor do 2009 British Non-Fiction Book of the Year Award
- Vencedor do 2009 British Book of the Year Award
- Vencedor do Samuel Johnson Prize 2008
- Finalista do Crime Writer’s Association Gold Dagger 2008
- Finalista do Mystery Writers of America Edgar Allan Poe Award 2009
- Eleito pelo Daily Telegraph como uma das 50 melhores leituras de sempre para o Verão

Título: A Última Viagem do Valentina
Autor: Santa Montefiore
Chancela: Bertrand Editora
N.º Páginas: 384
P.V.P.: 17,95 €
Disponível a partir de 3 de Julho
Sinopse: Após o final da Segunda Guerra Mundial, um aristocrata excêntrico é assassinado no seu palazzo italiano. Vinte anos mais tarde, este crime por resolver toca a vida de Alba, uma rapariga que vive num barco em Chelsea, na década de 1960.
Entre estas duas épocas estende-se uma narrativa de amor, decadência e traição que conduz Alba até à costa de Amalfi, ao drama da guerra e à decadência da tragédia. O passado ressurge, revelando uma teia secreta de resistentes e nazis, de camponeses e condes e, no centro de tudo, uma fascinante e misteriosa mulher - a sua mãe.
Alba não irá investigar apenas um homicídio: investiga igualmente uma verdade proibida, e o que descobre no passado é doloroso, mas é a porta para o seu próprio futuro.
De escrita sensual e emotiva, Santa Montefiore apresenta assim um intemporal épico recheado de suspense e mistério que conduz o leitor até à aristocrática Londres e à Itália dos anos 40, quando a ascensão nazi singrava pela Europa.
Sobre Santa Montefiore
Santa Montefiore nasceu em Inglaterra em 1970, de mãe anglo-argentina. A sua formação na Universidade de Exeter dá-lhe a conhecer as línguas espanhola e italiana. Mora em Londres com o marido, o historiador Simon Sebag Montefiore, e com os filhos, Lily e Sasha. Depois de A Virgem Cigana e A Árvore dos Segredos, este é o seu terceiro romance publicado pela Bertrand.
Sobre A Última Viagem do Valentina
"Montefiore é uma grande contadora de histórias"
Emily Melton, Booklist
"Pleno de mistério, romance e suspense"
The Bookseller
"Uma deliciosa evasão."
The Sunday Times
"Santa Montefiore escreve com estilo e paixão, as suas personagens transbordam de emoção, o enredo é condimentado a intriga e traição."
Scottish Daily Record

Novidades da Editorial Presença para a primeira quinzena de Julho

Título: Antes Que Seja Tarde
Autor: Jacqueline Mitchard
P.V.P.: 18,50 €
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 376
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 436

Sinopse: Todos os domingos, Julieanne ajuda a orientar as vidas de pessoas que não conhece, através da sua coluna de aconselhamento no jornal local. Mas, um dia, é Julieanne que necessita desesperadamente de uma orientação, quando vê o seu mundo desabar não obstante todo o amor, energia e criatividade que sempre investiu nele. Com o talento, a elegância e a profundidade a que desde sempre nos habituou, Jacqueline Mitchard coloca-nos diante de personagens extraordinariamente humanas, com vidas comuns, agitadas pelo mar revolto das emoções, da esperança, do amor, do desespero e de uma imensa vontade de vencer. Uma obra de grande sensibilidade e optimismo que é um belíssimo hino à vida.



Título: O Vale dos Segredos
Autor: Charmian Hussey
P.V.P.: 18,00 €
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 352
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 437

Sinopse: Stephen Lansbury crescera numa família de acolhimento, sabendo apenas que tinha sido abandonado em tenra idade. Já adolescente, é apanhado de surpresa quando um advogado o informa que o seu tio-avô lhe deixara em testamento uma propriedade na Cornualha. Quando chega à antiquada mansão, à parte uma selva exuberante e exótica, não encontra ninguém para o receber. Mas de onde virá então aquela sensação de por vezes estar num palco e a ser observado por uma plateia invisível? Para escapar a essa arrepiante impressão, Stephen começa a ler o diário do seu antepassado, onde este registara as suas aventuras na selva amazónica, e descobre uma realidade que superará todos os limites da imaginação, a dele... e a do leitor. Um romance intrigante e inspirador, que celebra a beleza e a magia do mundo natural e constitui um apelo à sua preservação.


Título: Putin e o Despertar da Rússia
Autor: Michael Stuermer
P.V.P.: 17,00 €
Data 1.ª Edição:
02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 296
Colecção: Novo Milénio
N.º na Colecção: 16

Sinopse: Numa altura em que a ordem internacional descreve uma clara viragem a Leste, o conceituado autor Michael Stuermer traz-nos um ensaio político brilhante que nos revela a sua visão pessoal, oportuna e assertiva, do que a Rússia representa para o futuro das relações internacionais. O rumo a seguir dependerá em grande parte do Ocidente, da sua capacidade para compreender quais os interesses nacionais russos e quem é o homem com a capacidade para os definir e implementar. Nesse sentido, esta obra reveste-se de extraordinário interesse ao traçar o perfil de Vladimir Putin e contextualizar o seu percurso identificando as implicações que poderá ter a nível global.


Título: O Nosso Corpo - O Peixe Que Evoluiu
Autor:
Keith Harrison
P.V.P.: 13,00 €
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 188
Colecção: Aventura da Ciência
N.º na Colecção: 3

Sinopse: Todos os dias a ciência faz novas descobertas sobre os seres humanos e o mundo que nos rodeia, mas a verdade é que muitas perguntas acerca do nosso corpo e respectivo funcionamento permanecem sem resposta. Este livro vem reflectir sobre as nossas origens recuando até aos antepassados mais longínquos, os peixes, e identificando de que forma cada um dos vários estágios de evolução deixou a sua marca. Ficamos assim a saber curiosidades como porque temos cinco dedos em cada mão e em cada pé ou o porquê da existência de órgãos totalmente ou quase inúteis. Uma abordagem informativa e actual que cativará leitores de todas as idades.


Título: Fantasmas do Passado
Autor:
Minette Walters
P.V.P.: 19,50 €
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 380
Colecção: O Fio da Navalha
N.º na Colecção: 104

Sinopse: Em 1970, um jovem deficiente é condenado pelo assassínio da sua avó. Em 1973, Harold suicida-se na prisão. Trinta anos mais tarde, um antropólogo publica um ensaio com o nome Mentes Perturbadas, um estudo sobre os erros da máquina judicial britânica com base no caso de Harold Stamp, que Hughes acredita ter sido condenado injustamente. Na sequência dessa publicação, recebe uma diversidade de cartas de pessoas que de alguma forma tinham estado próximas daquele julgamento trágico e entre elas encontra-se George Gardener, que tem os seus próprios motivos para acreditar na inocência de Harold. A cooperação entre ambos revelar-se-á extremamente proveitosa, mas o mistério adensa-se pelo facto de muitos dos intervenientes já terem morrido, ou não estarem interessados em revelar certas verdades... Um dos romances mais interessantes de uma grande senhora do policial britânico contemporâneo.

Título: Rebeldes
Autor: Anna Godbersen
P.V.P.: 15,00 €
Data 1.ª Edição: 02/07/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 312
Colecção: Princesas de Nova Iorque
N.º na Colecção: 1

Sinopse: Rebeldes é o primeiro da série Princesas de Nova Iorque destinada a um público juvenil e eminentemente feminino. Esta história acompanha um grupo de jovens pertencentes à nata da sociedade nova-iorquina dos finais do século XIX. Elizabeth e Diana são filhas de uma das mais prestigiadas famílias. Num ambiente sumptuoso, caracterizado através da moda, dos ambientes ricamente decorados e da esplendorosa arquitectura da Gilded Age, vivem como verdadeiras princesas. Mas a verdade é que o estatuto social lhes impõe pesados sacrifícios, como acontece à primogénita, Elizabeth, cuja vida é alvo de mexeriquices e invejas que inspiram as colunas sociais da imprensa da época, mas que se vê compelida a aceitar um casamento por conveniência. Um romance escrito sob a inspiração de Edith Wharton, em que a idade da inocência é tudo menos inocente.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Novidades da Gailivro para Julho

Título: Guia Prático para cuidar de demónios
Autor:
Christopher Moore
N.º Págs.: 328
P.V.P.: € 17,90

Sinopse:
Nesta engenhosa narrativa de Moore encontramos um dos pares mais dissonantes de que há memória nos anais da Literatura. O bem parecido é um ex-seminarista e académico “de estrada”, de cem anos de idade, Travis O’Hearn. O verde é Catch, um demónio com o péssimo hábito de comer praticamente todas as pessoas que conhece. Por detrás da falsa fachada Tudor de Pine Cove, Catch vê um bufete de quatro estrelas. E Travis julga ter descoberto a forma de se livrar do seu companheiro de viagem, de dentes aguçados. Mas, entretanto, os bêbados, as neo-pagãs e os sedutores caloteiros de Pine Cove têm outros planos. E ninguém está minimamente preparado, quando o inferno estoira!



Título: O Espelho Quebrado
Autor: Brian Keaney
N.º Págs.: 176
P.V.P.: € 14,90

Sinopse:
Governada pelo tirano Dr. Sigmundus, Gehenna é um país onde as leis devem ser obedecidas sem questionar e onde ninguém pensa por si. Até sonhar é proibido.
A partir do momento em que Dante Cazabon, um órfão sem amigos, descobre o Odílio, uma força com o poder de parar o tempo e de modificar o tecido do universo, ele passa a liderar uma rebelião que o irá conduzir às fronteiras da vida e da morte, assim como ao coração do Mal.
Nas profundezas do Odílio, uma nova espécie de Mal está prestes a nascer: o Espelho Quebrado. E apenas Dante o poderá deter. Mas, para o conseguir, ele irá confrontar-se com uma escolha terrível.
… Dante está a monte, Bea é prisioneira e Ezekiel encontra-se ferido. As coisas não parecem correr nada bem para os Púca…
… E o cenário irá piorar.

Volto para te Levar - Guillaume Musso

Título: Volto para te Levar
Autor:
Guillaume Musso
Editora: Bertrand Editora
PVP: € 16,16

Sinopse
Vivam intensamente, amem intensamente. Nós pensamos sempre que temos tempo, mas não é verdade. Um dia tomamos consciência de que transpusemos o ponto de não retorno e que já não podemos voltar atrás. O momento em que nos apercebemos que deixámos passar a nossa oportunidade... Ethan, Céline, Jessie. Um homem, uma mulher, uma criança. Três personagens à beira do abismo. Que se vão encontrar, destruir-se e amar-se. Terão também eles ultrapassado o ponto de não retorno? Resta-lhes 24 horas para mudar as suas vidas. Mas será que o amor pode vencer a morte?

Excerto
"Vivam intensamente , amem intensamente Nós pensamos sempre que temos tempo, mas não é verdade. Um dia tomamos consciência de que transpusemos o ponto de não retorno e que já não podemos voltar atrás. O momento em que nos apercebemos que deixámos passar a nossa oportunidade…"

A opinião de Maria Manuela
Apesar de ser psicólogo, Ethan era quem realmente necessitava de acompanhamento e tratamento psicológico.
Depois de terminar duas relações amorosas sem especificar concretamente as razões para tal, Ethan torna-se um psicólogo sobejamente conhecido e famoso. Mas, a fama e o dinheiro não lhe trazem a felicidade e o bem-estar. O psicólogo vive uma felicidade fictícia, pois não cumpre à risca os pareceres que dá aos seus pacientes, nem segue os conselhos que transmite nos seus livros.
No dia em que o psicólogo é morto, sucede-se uma catadupa de acontecimentos inesperados. É neste dia que uma mulher desconhecida se encontra na sua cama, é neste dia que participa num programa televisivo famoso, é neste dia que conhece Jessie, é neste dia que se casa Céline, é neste dia que é procurado por uma dívida de jogo e é neste dia que se julga que tudo terminou.
Um dos grandes impulsores de ritmo desta história é que após a sua morte, Ethan tem a oportunidade para reviver o seu último dia de vida. Então, em menos de 24 horas, o psicólogo tenta alterar o rumo das coisas, tenta mudar o seu destino e o das pessoas com quem ele conviveu no seu último dia de vida. Mas, o grande objectivo de Ethan é mesmo descobrir quem é afinal o seu assassino.
Confesso que fiquei bastante surpreendida quando descobri quem era o seu assassino… o meu palpite ia para o noivo de Céline.
Enigmático, curioso, intrigante, misterioso e um final completamente imprevisível. É assim que defino este novo livro de Guillaume Musso.
No fundo, a mensagem que Musso nos tenta transmitir é que devemos viver o dia de hoje como se fosse o último da nossa vida. Infelizmente, sabemos que nem sempre isso é possível fazer, dado as condições e circunstâncias que muitas vezes nos rodeiam.

Excertos:
“A sabedoria nunca é servida numa bandeja. Senão, não seria sabedoria.”

“Devíamos ver-nos sempre como gente que vai morrer amanhã. É o tempo que pensamos ter ainda à nossa frente que nos mata” [Elsa Triolet]

“Mas será que num único dia, nos podemos redimir dos erros de toda a nossa vida?”

“E num último sopro, percebo tudo:
que o tempo não existe,
que a vida é o nosso único bem,
que não a devemos desprezar,
que todos nós estamos ligados,
e que o essencial escapar-nos-á sempre.”

A opinião de Maria Manuel
E se por alguma razão tivesse a oportunidade de poder alterar os acontecimentos de um dia? Será que mudávamos alguma coisa do que fizemos antes? E será que isso seria determinante para mudar completamente as nossas vidas?
Guillaume Musso surpreendeu-me, mais uma vez, com este livro e arrisco-me a dizer que até agora foi o livro que mais gostei de ler do autor. Um livro que se lê num ápice, e que revela sempre qualquer coisa em cada capítulo. Etha, Céline e Jessie são três personagens que se cruzam no dia 31 de Outubro de 2007 e vão descobrir realidades surpreendentes sobre as suas vidas.
A procura da fama e do sucesso profissional levam a que Ethan deixe um passado tranquilo, ao lado da sua noiva e do seu melhor amigo Jimmy e parte para uma nova vida longe da construção civil. Anos mais tarde, Ethan acaba também por abandonar aquela que será a mulher da sua vida, e abandona-a pelo mesmo motivo: fama.
15 anos mais tarde vemos Ethan com uma próspera carreira, mas a nível pessoal é um homem vazio, sem vida. E mal sabe que em apenas um dia a sua vida vai mudar radicalmente. Conhece Jessie, reencontra Céline, mas esse conhecimento e reencontro não são como o esperado e tudo corre mal. Sem que se aperceba, o destino vai possibilitar-lhe viver essa vida um outra vez para consiga limar algumas arestas e tentar mudar o rumo dos acontecimentos.

Excertos
“…Ethan não se dava a ninguém. A partilha, o amor, a ternura eram sentimentos que se lhe tinham tornado estranhos. De repente, apercebeu-se de que não tinha um único amigo, desde a hora em que abandonara cobardemente Jimmy nas ruas de Nova Iorque, há 15 anos”.
“A raiva é a ignorância, e a ignorância é o sofrimento”.
“O destino não existe. O destino é a desculpa dos que não querem responder pelas suas vidas”.
“Na vida, nunca nada está decidido e há sempre uma solução para qualquer problema”.
“Lê porque é inteligente e é inteligente porque lê… todo o saber que encontra nos livros serve-lhe de uma maneira concreta”.

Classificação: 4/5

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jogos de sedução - Madeline Hunter

Título: Jogos de sedução
Autor: Madeline Hunter
Colecção: Romance
Preço: 15 €
Páginas: 304

Sinopse:
Ele conhece todos os segredos dela. Excepto um…
Numa sala repleta de convivas, os seus olhares cruzam-se com uma intensidade invulgar… mas os seus mundos vão colidir violentamente. Ela é Roselyn Longworth e, antes de a noite terminar, vai ser leiloada. Ele é Kyle Bradwell, o homem que lhe dará a conhecer o Inferno. Todavia, quando vence o leilão, Kyle trata Roselyn com uma delicadeza a que ela não está habituada desde que um escândalo familiar arruinou a sua reputação. E quando finalmente descobre o que o motivou a salvá-la do seu terrível passado, é já demasiado tarde: Roselyn está perdidamente apaixonada pelo homem que sabe os seus mais íntimos segredos. Agora, ele surpreende-a com um pedido de casamento – o primeiro passo num jogo de sedução que exigirá nada menos que a sua completa rendição…

A minha opinião
"Porque hás-de casar com uma mulher assim, sobre a qual o país inteiro fala?"
Devido a um erro do seu irmão Timothy, Roselyn vê-se na mais completa pobreza e desprezo por parte da sua classe. Devido ao seu orgulho, e sem querer recorrer ao marido da sua prima Alexia, Roselyn decide, por sua conta e risco, entregar-se ao pérfido Norbury, que após se ter aproveitado dela, a coloca em leilão numa das festas em que organiza. Kyle Bradwell acaba por fazer a licitação maior e, logo após a festa, coloca-a em liberdade, e entrega-a à sua família. No entanto, vão mantendo-se em contacto até que Kyle a pede em casamento. Sem muitas alternativas, Roselyn decide aceitar a proposta e põe definitivamente de lado a proposta do seu irmão Tim, que se encontra foragido, para se juntar a ele em Itália. Com Kyle, Roselyn vive uma intensa história de amor e desejo, em que a descoberta do sexo a faz cada vez mais feliz. No entanto, as trafulhices do irmão continuam a assombrar-lhe o casamento. Roselyn descobre que o seu marido é o principal credor de Tim, e que também ele perdeu muito dinheiro ao investir no banco do seu irmão. Mas Kyle não é único homem a quem Tim fez mal. Muitos outros homens, sobretudo Norbury, procuram justiça e desejam ver Tim na forca pelos erros que cometeu no passado… Jogos de sedução seduziu-me até ao último capítulo e fez-me colocar na minha lista de livros a adquirir o livro anterior de Madeline Hunter, As Regras da Sedução, que também já foi editado em Portugal. Pela sinopse, As Regras de Sedução está interligado com este segundo livro e conta mais pormenorizadamente os erros cometidos por Timothy.

Classificação: 4/5

sábado, 27 de junho de 2009

Fotobiografias do Século XX - Fernando Pessoa - Richard Zenith e Joaquim Vieira

Título: Fotobiografias do Século XX - Fernando Pessoa Autor: Joaquim Vieira e Richard Zenith
Editora: Círculo de Leitores
P.V.P.€ 35,00

A minha opinião
“Diz-se, por vezes que os quatro maiores poetas portugueses do século XX são Fernando Pessoa” assim começa a fotobiografia do, tal como Richard Zenith diz, o melhor poeta português.
Eu até ia mais longe e, tal como disse num post anterior, não apenas do século XX, mas de todos os tempos. Conheci Pessoa não muito cedo, apenas comecei a ler alguns poemas dele na adolescência, com mais ou menos 14 anos. Mas cada vez que leio o poeta e seus heterónimos surpreendo-me sempre e descubro coisas que não tinha visto anteriormente.
Antes de começar a ler esta fotobiografia já tinha começado a ler uma biografia do autor, “Fernando Pessoa - Vida , Personalidade e Génio de António Quadros. Ainda não terminei o livro anterior, mas a leitura da fotobiografia foi deveras aliciante. Muito bem documentada e ilustrada, é um excelente trabalho que recomendo para os fãs do poeta ou até para aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais sobre Pessoa.
Não podia deixar de postar algumas das passagens da sua vida que mais me agradaram ler neste livro, apesar de já serem do conhecimento geral.

Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, em Lisboa. O dia do seu nascimento ocorreu numa quarta-feira, pelas 15h30.
“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, eu era feliz e ninguém estava morto.”
Do poema Aniversário, escrito em 13 de Junho de 1930. Filho de um casal que se dava bastante bem, cedo perdeu o pai (com cinco anos), o que fez com que o pequeno Pessoa e a sua família tivessem que abandonar a casa onde até ali viveu, situada no Largo de S. Carlos. Fernando Pessoa sempre recordaria o local com uma certa nostalgia e eternizá-lo-ia com o poema “Ó sino da minha aldeia”. O sino seria o da Igreja dos Mártires, no Chiado, a “aldeia”, o largo onde nascera, designado assim pela sua pacatez na altura.
Um ano após a morte do seu marido, a mãe de Pessoa casa-se novamente e parte para Durban com o pequeno Fernando. Em Durban, Pessoa não fez grandes amigos e tinha nos irmãos mais novos, Henriqueta e Luís, os seus cúmplices de brincadeiras. A irmã relembra: “éramos as personagens de uma história continuamente inventada por ele”. Segundo Zenith esta era “uma espécie de heteronímia às avessas, portanto, com pessoas reais transfiguradas em personagens fictícias”. Apesar de ter sido um aluno bem sucedido em Durban, Pessoa sonhava em regressar ao seu país e é aí que ingressa no Curso de Letras. No entanto, pouco mais de um ano, fica desiludido com a mentalidade demasiado convencional dos seus colegas e começa a demonstrar o desejo de ir para Inglaterra, caso conseguisse arranjar dinheiro. “Apesar de ler e escrever bem em português, Pessoa continuou a fazer poemas e contos em inglês, por causa da falta de modelos, por falta de leitura da sua língua materna. É preciso compreender que pessoa aprendia a fazer literatura por imitação. Imitara Dickens, Carlyle, Pope, Shakespeare e Shelley na adolescência, e mais tarde imitaria Cesário Verde”, continua Zenith.

Heterónimos
“Reduzido a um par de óculos, um chapéu, um bigode e uma gabardina, o corpo praticamente desapareceu. É como se Pessoa fosse, não um homem sem qualidade, mas um conjunto de qualidades sem homem”, diz Zenith.
O termo heterónimo aplica-se apenas aos três poetas que surgiram em 1914: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A eles, Pessoa fez biografias, atitudes e estilos completamente diferentes. C. R. Anon e Alexander Search, segundo Zenith, podem ser denominados de pré-heterónimos. “Enquanto que os heterónimos representavam o que Pessoa não era, os dois alter-egos anglófonos representavam o que o jovem poeta assumidamente era quando surgiram. Para que finalidade? Para permitir que o autor falasse de sim sem falar de si”, diz.
Em 1915, Fernando Pessoa e demais companheiros de tertúlia, decidem criar a revista Orpheu, que saiu em fins de Março de 1915. Ao contrário do esperado, e apesar de largamente noticiada na imprensa, Orpheu foi alvo de troça de muitos: “Maluqueira literária”, “Os poetas do Orpheu e os alienistas” e “Orpheu nos infernos”, foram alguns dos títulos de artigos que saíram em vários jornais. “Os poetas eram apontados na rua e toda a gente falava do Orpheu. Deste modo, a revista comprada para ler ou para escarnecer, esgotou a sua tiragem de 450 exemplares. O segundo número saiu 3 meses depois, com uma tiragem de 600 exemplares e também esgotou”, relata Zenith. No número dois do Orpheu, mais de um terço da revista era preenchido por obras de Pessoa, muitas delas assinadas por Álvaro de Campos, o primeiro dos três heterónimos a ser revelado publicamente. As pequenas tensões existentes no grupo e o escândalo que alguns textos de Campos suscitaram na opinião pública, além das dificuldades económicas, fizeram com que o terceiro número nunca chegasse a ser publicado. O suicídio de Mário de Sá-Carneiro, em 1916, viria a unir novamente os companheiros, que começaram a publicar várias revistas sobre literatura: Exílio, Centauro e Portugal Futurista foram alguns dos títulos que apareceram.
Mas era nos cafés lisboetas que os amigos se juntavam para falar sobretudo sobre arte e literatura. Dos muitos cafés frequentados por Pessoa, apenas dois sobreviveram até aos nossos dias: A Brasileira do Chiado, fundado em 1905, e o Martinho da Arcada, em 1782.
Apesar de ter «nascido» a 16 de Abril de 1889, Alberto Caeiro apenas «apareceu» a Pessoa a 8 de Março de 1914, surgindo a história do «dia triunfal» dado que Caeiro, escreveu, de um jacto e «numa espécie de êxtase», mais de 30 poemas de “O Guardador de Rebanhos”. Richard Zenith refere que o nome Caeiro poderá ter surgido como uma homenagem ao melhor amigo de Pessoa, Mário de Sá-Carneiro. “O nome Caeiro é Carneiro sem carne, dado a um pasto cujas ovelhas foram espiritualizadas em pensamentos. Sá-Carneiro suicidou-se poucas semanas antes de completar 26 anos e Alberto Caeiro, segundo a sua «biografia» também morreu jovem, com 26 anos, de tuberculose”.
Álvaro de Campos nasceu em Tavira em 1890, estudou engenharia naval em Glasgow, viajou pelo oriente, viveu alguns anos em Inglaterra até que se fixou em Lisboa. “Enquanto os seus colegas heteronímicos viveram uma existência secreta durante mais de uma década, só sendo publicamente revelados em 1924 (Reis) e 1925 (Caeiro), Álvaro de Campos teve uma projecção mediática quase imediata”, diz Zenith.
Ricardo Reis, médico e neoclassicista, nasceu em 1887 no Porto e era monárquico. Por isso mesmo teve de se exilar no Brasil, onde terá vivido o resto dos seus dias. Sobre a sua mudança Pessoa disse: “é uma morte parcial; morre qualquer coisa em nós” e “e assim mudar para melhor, porque mudar é mau, é sempre mudar para pior”.
Definido por Pessoa como um semi-heterónimo surge Bernardo Soares, guarda-livros, cujo lugar de trabalho correspondia ao mesmo local para onde o poeta redigia cartas nos anos 20 e 30. Sobre a sua personalidade disse: «não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela». Sobre as críticas feitas aos seus heterónimos Pessoa desabafou: «E contudo – penso-o com tristeza – pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida. Pensar, meu querido Casais Monteiro, que todos estes têm de ser, na prática da publicação, preteridos pelo Fernando Pessoa, impuro e simples!»

Família e Ofélia Queirós
Pessoa não era um homem muito chegado à família. Quando as tias mais chegadas faleceram, o poeta passou a viver sozinho mudando constantemente de residência, sempre localizada entre os bairros da Estefânia e dos Anjos. Contudo, Pessoa chegou a queixar-se de dificuldades económicas e de não ter ninguém a quem recorrer, embora a miséria nunca lhe tivesse batido à porta. A culpa de nunca ter dinheiro era o tempo que Pessoa queria dedicar à escrita, o que fazia com que recusa-se trabalhos a tempo inteiro. Foi num desses trabalhos que Pessoa conheceu Ofélia Queirós. Em Novembro de 1919, quando Ofélia respondia a um anúncio (e seria admitida) na empresa para a qual trabalhava o poeta trabalhava, começou uma troca de olhares entre os dois, que resultaria em namoro. Pessoa declarou o seu amor citando Hamlet, mas mudava constantemente de humores: tanto era afectivo, como indiferente, pelo que Ofélia lhe pediu uma declaração por escrito sobre as suas intenções. É nessa altura que começa a troca de correspondência entre os dois. Foi nas palavras de Ofélia “um namoro simples”, porque Pessoa nunca quis conhecer a família dela nem nunca a apresentou à sua. Mas guardou todas as suas cartas e mesmo os bilhetinhos mais insignificantes.

Morte
No início de 1933, com 44 anos, Pessoa parecia mais velho que a sua real idade. Para o seu envelhecimento precoce poderá ter contribuído os grandes momentos de solidão. Bebia e fumava muito. Por isso mesmo, era acometido por crises hepáticas ou pancreáticas. Em Setembro de 1935 uma crise mais forte abateu-o e a 19 de Novembro escreveu o seu último poema em português. Oito dias depois, 27 de Novembro, sofreu mais uma crise, precisamente no dia em que se comemorava o aniversário da sua irmã. Estranhando o facto de Pessoa não comparecer ao evento, o cunhado foi procurá-lo no dia seguinte. Pessoa parecia ter melhorado um pouco, mas a 29 de Novembro ficou internado no Hospital de São Luís dos Franceses, no Bairro Alto. Nesse dia escreve as suas últimas palavras “I know not what tomorrow will bring” (não sei o que trará o amanhã) com mão segura e letra firme, dotando a frase e sublinhando a data duas vezes. “O amanhã trouxe-lhe a morte, talvez devido a uma pancreatite aguda, entre as 20 e as 21 horas”. A 2 de Dezembro foi enterrado no Cemitério dos Prazeres. “Como legado à humanidade de
ixara na Rua Coelho da Rocha, n.º 16, uma despretensiosa arca de madeira que continha milhares de originais dactilografados ou manuscritos em cadernos, agendas, papel de escritório onde trabalhara, papel de cafés que frequentava, folhas volantes, facturas ou impressos, envelopes e pedaços de papel rasgado –na sua grande maioria inéditos”, diz Zenith. A notícia da sua morte, porém, apenas sairia nos jornais três dias depois. Tendo morrido no fim de sábado, 30 de Novembro e não se publicando jornais no domingo à tarde nem na manhã de segunda-feira, por ter sido feriado na véspera, a ocorrência da morte de pessoa só foi anunciada após o funeral que reuniu 50 pessoas. O Diário de Notícias publicaria, na 1.ª página, uma notícia intitulada: “Morreu Fernando Pessoa, grande poeta de Portugal”, e outros jornais deram também notícias da sua morte em páginas interiores. Após analisados todos os documentos da arca que Pessoa deixara é que o poeta viria a ser conhecido totalmente, corria o ano de 1990. “Viemos a saber que, ao longo da vida e desde a infância, Pessoa inventara não 3, nem 10, nem 30 personagens-escritores, mas mais de 70”, diz Zenith. “É uma drama em gente, em vez de em actos”, explicou Pessoa num texto publicado em 1928. “No jazigo da sua avó Dionísia, no cemitério ocidental de Lisboa, o Grande Poeta esperava por nascer. Aguardava não só que as suas obras fossem devidamente publicadas, mas também que o tempo passasse, trazendo a próxima geração de leitores, mais susceptível de apreender o seu génio – que nunca poderia ser plenamente apreciado pelos seus coetâneos, segundo as teorias sobre a imortalidade”, continua o autor da fotobiografia. O centenário de Pessoa foi celebrado por uma profusão de iniciativas em Portugal e além-fronteiras, mas a coroa da glória do rei-poeta foi a trasladação dos seus restos mortais para o Mosteiro dos Jerónimos. «Cada vez mais perto do mito, cada vez menos perto de mim» - Álvaro de Campos vaticinava o futuro. Hoje a poesia e prosa de Pessoa é publicada em todos os continentes e em cerca de 40 línguas.

Classificação: 5/5

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wook oferece portes do livro "No teu deserto" de Miguel Sousa Tavares

O novo livro de Miguel Sousa Tavares, "No Teu Deserto", já está disponível para venda na WOOK.
Durante o período de pré-lançamento, a Wook está a oferecer os portes de envio.
As primeiras encomendas recebem ainda o livro autografado pelo autor.

O livro estará disponível para envio a partir do próximo dia 7 de Julho.

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro



Excertos
"Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar."
"Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma."
"Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio."
"Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto."

Novidades da ASA para Julho

Título: Meio Sol Amarelo
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Págs.: 544
Preço: 17,00 €

Com uma elegância apenas ao alcance dos grandes escritores, Chimamanda Ngozi Adichie entrelaça as vidas de cinco personagens inesquecíveis: Ugwu, um humilde criado de treze anos a quem o mundo se desvendará pela mão do seu senhor, Odenigbo, que, na intimidade da sua casa, planeia uma revolução. Este jovem professor universitário mantém uma relação apaixonada e sensual com a bela e mágica Olanna, cuja irmã gémea, Kainene, é alvo do amor desesperado de Richard, um jovem inglês a braços com o seu papel de homem branco em África.
Todos eles vão ser forçados a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição. Todos eles vão assistir ao desmoronar da realidade tal como a conheciam devido a uma guerra que tudo transformará irremediavelmente. Vencedor do Orange Prize 2007

Título: A Arte de Amar
Autora: Elisabeth Edmondson
Págs.: 400
Preço: 15,00 €

Escândalo, romance e intrigas familiares pela mão da autora do bestseller Uma Villa em Itália.
Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.
A sua “fuga” para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo…

Título: Confissões ao Luar
Autora: Alice Hoffman
Págs.: 208
Preço: 13,50 €

Arlyn Singer acredita no destino e no poder dos sentimentos. Naquele que será um dos momentos mais determinantes da sua vida, Arlyn pressente a chegada do seu grande amor. Mas o destino parece pregar-lhe uma partida ao colocar o frio e calculista John Moody no seu caminho. John é o oposto da sonhadora Arlyn. Contudo, a paixão entre ambos é arrebatadora e o casamento inevitável. A vida encarregar-se-á de os levar, a eles e aos seus filhos, a uma casa de vidro no campo, no Connecticut, mas também aos arranha-céus de Manhattan e às águas azuis do estreito de Long Island, sempre em busca de unidade familiar e identidade.
Um caminho de perda e redenção que inclui Sam, o filho de ambos, um artista brilhante e explosivo; Blanca, a bela solitária que tenta desesperadamente proteger o irmão do seu destino e que vive a sua própria vida num mundo habitado por livros; e Will, o neto, a braços com uma família fragmentada, emocional e misteriosa que, afinal, nada sabe sobre o amor.

“Dilacerante e belo… Um dos melhores romances de Alice Hoffman.”
Kirkus Reviews

Título: O Cavalheiro do Gibão Amarelo
Autor: Arturo Pérez-Reverte
Págs.: 256
Preço: 10,00 €

A nova aventura do capitão Alatriste tem lugar nos vibrantes pátios de comédias da Madrid do século XVII. Cruzando-se com velhos amigos e velhos inimigos, e com as famosas personagens da época, como Lope de Vega, Calderón de la Barca e o capitão Alonso de Contreras, Diego Alatriste e Íñigo Balboa enfrentam uma perigosa conspiração na Corte de Filipe IV.

“O Caderno” de Saramago: o livro do blog

A 23 de Abril último, data em que se assinalou o Dia Mundial do Livro, José Saramago editava novo livro, “O Caderno”. Uma obra que reúne textos escritos entre Setembro de 2008 a Março de 2009 e que o escritor publicou no blog O Caderno de Saramago.
Agora, a Editorial Caminho, a Fundação José Saramago e o Sapo.pt estão a convidar para o lançamento dessa mesma obra, numa sessão em que o escritor vai conversar com Isabel Coutinho e José Mário Silva sobre meio ano de actividade do http://caderno.josesaramago.org/.
Será no próximo dia 25 de Junho às 18h30 no Tiara Park Hotel – sala Coimbra B, Rua Castilho, 149, em Lisboa.
A apresentação de “O Caderno” poderá ainda ser vista através do site sapo.pt, através do portal de acesso http//:vídeos.sapo.pt/saramago.
Para quem não conseguir estar presente, podem colocar questões ao escritor através do email pergunteasaramago@sapo.pt.
Outra alternativa é comparecer ao evento, levar o seu portátil e a partir de lá participar e interagir com os muitos leitores que José Saramago tem espalhados pelo mundo.

Sinopse:
Esta obra reúne o conjunto de textos diários balizados temporalmente entre Setembro de 2008 e Março de 2009. Representa as reflexões, as opiniões, as sugestões, críticas aos mais diversos assuntos e sobre as mais diversas questões. Será uma obra em construção que conta com os artigos diários de Saramago publicados na página infinita da Internet.

Excerto:
“Disseram-me que reservaram para mim um espaço no blog e que devo escrever para ele, o que for, comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice.”

domingo, 21 de junho de 2009

Memória de Tubarão - Steven Hall

Título: Memória de Tubarão
Autor: Steven Hall
Colecção: Lado B
P.V.P.: 22,00 €
N.º de edição: 1.ª
Data 1.ª edição: 19/05/2009

N.º de páginas: 436

Sinopse:
Um homem acorda num quarto desconhecido sem saber quem é. Depois encontra um documento, onde está um nome, uma fotografia. Uma carta ali deixada sugere-lhe que contacte uma psicóloga, que o ajudará a perceber a situação. A Dr.ª Randle informa-o então de que ele sofre de um choque traumático na sequência da morte da namorada ocorrida três anos antes, que se traduz por uma amnésia dissociativa, com surtos recorrentes em que perde cada vez mais memórias. Eric vai recebendo cartas do seu «eu» anterior até que um dia, diante do ecrã de televisão, é atacado por uma criatura poderosíssima que o arrasta para um tempestuoso mar negro... Memória de Tubarão é um livro cheio de surpresas, uma aventura delirantemente imaginativa, divertida e inteligente. Um thriller psicológico que tem sido considerado um grande feito literário, ao nível de Paul Auster ou Murakami, e comparável a filmes como Memento e The Matrix.

A minha opinião
E se um dia acordasse e não se lembrasse de nada, nem sequer do seu nome? Foi o que aconteceu com Eric Sanderson, que numa certa manhã quando acordou não sabia nada sobre si, onde estava, nada do seu passado. Até que encontra um papel com um nome e uma fotografia que identificou com a imagem de si próprio quando se viu ao espelho. Assume a identidade de Eric e sai em procura de uma psicóloga alimentando a esperança de que esta o possa ajudar a descobrir quem realmente é. E o livro resume-se às aventuras de Eric, que mais tarde assume a identidade de outra pessoa, Mark Richardson, em procura de respostas. Respostas sobre si, sobre o aconteceu consigo e com a sua namorada. Pelo caminho defronta ‘animais’ conceptuais que tentam sempre tornar-lhe esta caminhada mais difícil. Um deles é Ludovício, um tubarão que se alimenta da memória, sendo o mais agressivo dos tubarões conceptuais. Um livro arrepiante, cheio de aventuras e sem qualquer tipo de monotonia, mas que não me conquistou. O facto de não gostar deste género literário não ajudou a que mudasse de opinião. No entanto, dentro do género, para os amantes de Matrix entre outros, o livro poderá aliciar bem mais do que o fez comigo.

Classificação: 2/5