Título: A Prenda
Autor: Cecelia Ahern
P.V.P.: 15,90 €
Data 1ª Edição: 17/11/2009
Nº de Edição: 3ª
Nº de Páginas: 268
Colecção: Champanhe e Morangos
Nº na Colecção: 40
Sinopse:
Todos os dias Lou Suffern, um arquitecto bem-sucedido de Dublin, travava uma batalha inglória com o relógio, na tentativa vã de responder às múltiplas solicitações profissionais, familiares e sociais. Vivia a um ritmo vertiginoso. O seu desejo de sucesso afastou-o do que era realmente importante na sua vida. E assim foram correndo os dias até àquela gelada manhã de terça-feira em que resolveu oferecer um café a Gabe, o sem-abrigo que costumava sentar-se perto da entrada do seu escritório. À medida que o Natal se aproxima e que Lou vai privando mais de perto com Gabe, a sua perspectiva do tempo vai-se alterando... Emocionante e divertida, esta narrativa onde está sempre presente o espírito de Natal, faz-nos reflectir sobre a importância do tempo e rever as prioridades na nossa própria vida.
A minha opinião:
Todas as vezes que leio um livro de Cecelia Ahern o meu gosto pelos seus livros aumenta cada vez mais. Depois de ter lido “P.S. I Love You” e “Para Sempre, Talvez” “A Prenda” deixou-me completamente vidrada na história de Gabe e Lou Suffern. A narrativa é contada pelo sargento Raphael O’Reilly a um jovem que atira um peru de Natal congelado à janela do seu pai e da nova família. O sargento conta a narrativa servindo como uma espécie de lição de vida, fazendo-o pensar nas escolhas que devemos tomar com o tempo que temos disponível. Cecelia Ahern faz-nos pensar verdadeiramente nas coisas que deveriam ser prioritárias no nosso dia-a-dia através da personagem de Lou, um arquitecto bem sucedido que, a favor da subida da carreira, deixa de lado a sua família e os dois filhos pequenos. Até que um dia conhece Gabe, um sem-abrigo que costuma estar perto do edifício onde trabalha e lhe oferece emprego. A partir daí a sua vida muda radicalmente e Gabe permiti-lhe ganhar um pouco mais de tempo para Lou se redimir da sua indiferença no seio familiar.
Excertos:
“Os caminhos tornam-se muito mais claros quando as pessoas deixam de olhar para o que os outros estão a fazer e, em vez disso, se concentram em si próprias.”
“Oh, eu sei que tu tens catorze anos e que pensas que tens todo o tempo do mundo, mas não tens. Nenhum de nós tem. Estamos a gastá-lo com toda a velocidade e indiferença dos compradores dos saldos de Janeiro.”
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Prenda - Cecelia Ahern
Publicada por Maria Manuel Magalhães à(s) 24.2.10 1 leituras
Etiquetas: Cecelia Ahern
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Se me pudesses ver agora - Cecelia Ahern
Sinopse:
Elizabeth tem trinta e quatro anos e vive numa casa que ela adora e paga com o dinheiro que ganha no seu bem-sucedido negócio de designer de interiores. A vida não lhe foi fácil. Desde que a mãe os abandonara, Elizabeth acabou de se criar a si própria, enquanto criava também a irmã, Saoirse, e cuidava do pai. Aos dezasseis anos Saoirse engravida. E agora Elizabeth tem o pequeno Luke para criar, uma criança que ela teme que também venha a ser problemática, uma vez que tem um amigo imaginário. Mesmo assim Elizabeth controla tudo na perfeição. Mas agora que Ivan apareceu na sua vida, vai mudá-la de forma que ela nunca podia ter imaginado…
Um conto de fadas moderno da mesma autora de “PS: Eu Amo-te”.
Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 296
P.V.P.: € 15,75
Comentário:
A decoradora de interiores Elizabeth Egan vive em permanente aflição com a sua família. A mãe abandonou-a muito cedo e foi ela quem ajudou a criar a irmã mais nova, Saoirse, que se viria a revelar uma rebelde. Por sua vez, o pai nunca deu grande carinho e apoio às filhas, vivendo os seus dias a aguardar pelo regresso da mulher.
Saoirse engravidou aos 16 anos. A sua vida é um constante rebuliço e é a irmã mais velha que constantemente lhe vai atenuando os golpes. Sem condições quer psicológicas quer financeiras para criar o filho, é Elizabeth que assume a educação do filho de Saoirse. Certo dia o pequeno Luke começa a ter atitudes que preocupam a tia. É aqui que surge Ivan, o amigo imaginário. Quando Elizabeth julga que o facto de Luke falar e rir sozinho, exigir que coloquem mais um prato com comida à mesa (comida essa que não desaparece), são situações temporárias, a tia também é “apanhada”. Elizabeth teve o prazer de conhecer Ivan. Mas, a decoradora nunca o viu como um amigo imaginário e, no final, continua a acreditar que ele realmente existiu. Pois, além de Ivan se ter tornado o seu melhor amigo, confidente e companheiro, mudou por completo o rumo da sua vida, a relação dela com o pai e a sua postura no trabalho.
Mais uma excelente história de Cecelia Ahern que nos prende desde a primeira à última página.
É fascinante como a autora consegue transpor uma situação que habitualmente sucede no mundo dos mais novos, para o campo dos adultos. Isto só vem demonstrar o quão longe pode ir a nossa imaginação…
Excerto:
«Amigos imaginários, amigos invisíveis; chamem-nos o que quiserem. Acreditem em nós ou não. A questão é que isso não é importante. Como a maior parte das pessoas que fazem um trabalho excelente, nós não existimos para que falem em nós e nos elogiem; existimos apenas para servir as necessidades daqueles que precisam de nós. É possível que nem sequer existamos; talvez sejamos apenas uma invenção da imaginação das pessoas; talvez seja pira coincidência crianças de dois anos, que mal conseguem falar, decidirem desatar todas a inventar amigos que só os adultos é que não conseguem ver. Talvez todos aqueles médicos e psicoterapeutas tenham razão ao sugerirem que ajudamos a desenvolver a imaginação deles.
Ou então, talvez haja outra possibilidade que ainda não vos tenha ocorrido e que corrobora a veracidade da minha história. A possibilidade de realmente existirmos. Que estamos aqui para ajudar e auxiliar aqueles que precisam de nós, que acreditam em acreditar e que, por isso, conseguem ver-nos.»
[Ivan]
Classificação: 4/5
Publicada por Maria Manuela à(s) 4.5.09 2 leituras
Etiquetas: Cecelia Ahern
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Para sempre, talvez – Cecelia Ahern

Sinopse: Cecelia Ahern conta-nos a história envolvente de um amor contrariado por um destino que teima em brincar com os seus dois protagonistas. Alex e Rosie atravessaram a infância e a adolescência juntos, sempre presentes na vida um do outro como melhores amigos. No entanto, quando chega o momento de começarem a descobrir as alegrias das noites na cidade e das primeiras aventuras amorosas, o destino resolve pregar-lhes uma partida ao colocar entre os dois a vastidão do oceano Atlântico. Mas poderão o tempo, a distância e o próprio destino ser mais fortes que um grande amor?
Quando li pela primeira vez Cecelia Ahern pensei, à partida, que não iria gostar do livro. A primeira impressão foi que deveria ser daquelas histórias lamechas em que tudo acaba bem e viveram felizes para sempre.
Mas enganei-me redondamente.
Quando me ofereceram PS I Love You comecei-o a ler por simpatia, mas o certo é que depois da primeira página nunca mais parei. A forma como a autora conta histórias é incrível.
Assim, quando a Presença resolveu fazer a reedição dos outros livros da autora (e tenho que dizer que as capas actuais estão muito mais atractivas do que as anteriores), achei que deveriam ser histórias a não perder.
Atrevo-me a dizer que ainda gostei mais do Para Sempre, Talvez, do que propriamente do PS I Love You. A forma como autora decidiu escrever a história de Alex e Rosie é simplesmente surpreendente e muito original. Tendo por base apenas bilhetes (cartas, emails, salas de conversação) a história vai-se desenrolando desde a infância dos protagonistas até à idade adulta. Através da troca de correspondência vai-se sabendo dos amores, desamores, preocupações, alegrias da família de ambos. O livro mostra ainda que a amizade é o mais importante na vida de uma pessoa: «As ex-namoradas são esquecidas facilmente. Os melhores amigos ficam connosco para sempre».
Após uma infância feliz, Alex e Rosie vão passar por várias vicissitudes que vão testar a sua capacidade de resposta. Rosie fica grávida ainda na adolescência e Alex tem de mudar para os EUA com os pais. Mas nunca deixam de conversar um com o outro, sendo sempre confidentes. Mostram ainda que não devemos ter medo de enfrentar os nossos maiores medos e que devemos avançar para aquilo que realmente queremos: «O Josh corre riscos; ele é mais forte do que eu. Ele dá sempre um mais um passo, apesar de saber que não devia. Mas mesmo assim, dá esse passo e aprende. Acho que nós, os adultos, temos muito para aprender com essa atitude. Talvez não devêssemos ter tanto medo e ser tão hipersensíveis quando pretendemos alcançar os nossos objectivos».
O meu agradecimento à editorial Presença por me ter proporcionado tão interessante leitura.
Classificação: 5/5
Publicada por Maria Manuel Magalhães à(s) 9.2.09 1 leituras
Etiquetas: Cecelia Ahern



