segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Mapa do Tempo - Félix J. Palma


Título: O Mapa do Tempo
Autor: Félix J. Palma
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 552
Editor: Planeta

Sinopse
Londres, 1896. Inúmeros inventos convencem o homem de que a ciência é capaz de conseguir o impossível, como o demonstra o aparecimento da empresa Viagens Temporais Murray, que abre as suas portas disposta a tornar realidade o sonho mais cobiçado da humanidade: viajar no tempo, um anseio que o escritor H. G. Wells tinha despertado um anos antes com o seu romance A Máquina do Tempo. De repente, o homem do século XIX tem a possibilidade de viajar até ao ano 2000, e é o que faz Claire Haggerty, que vive uma história de amor através do tempo com um homem do futuro. Mas nem todos querem ver o amanhã. Andrew Harrington pretende viajar até ao passado, a 1888, para salvar a sua amada das garras de Jack, o estripador. E o próprio H. G. Wells enfrentará os riscos das viagens temporais quando um misterioso viajante chegar à sua época com a intenção de assassiná-lo e roubar-lha a autoria de um romance, obrigando-o a empreender uma desesperada fuga através dos séculos. Mas que acontece se alterarmos o passado? É possível reescrever a história?

A minha opinião
Confesso que parti para a leitura deste livro com algumas reticências. Não sou particularmente amante deste género de literatura, que alia o romance à ficção científica. No entanto, posso dizer que fui surpreendida pela positiva. O autor, dividindo o livro em três partes, conseguiu cativar-me tanto pela história de cada um dos protagonistas, como pela temática em si.
Se lhe dessem oportunidade de viajar no tempo que época escolheria? Basicamente é essa viagem no tempo que está no centro de toda a trama e das diversas personagens de “O Mapa do Tempo”.
Por um lado deparamo-nos com Andrew Harrington, jovem aristocrata tremendamente apaixonado por uma prostituta que vai ser vítima de Jack, o Estripador. O sonho de Andrew é viajar ao passado para evitar que tal tragédia aconteça à sua amada e possam viver felizes para sempre.
A segunda parte apresenta-nos a jovem Claire Haggerty, que vive completamente fora da sua época, ansiando viajar no tempo e por lá permanecer.
Por último, a terceira parte trata da história do escritor H. G. Wells, autor de “A Máquina do Tempo”, que serviu de inspiração para a empresa Viagens Temporais Murray realizar viagens no tempo a quem assim o desejasse.
Pelo meio aparecem as vítimas do estripador londrino; de quando Wells conhece o homem elefante, estudo de Frederick Treves, um anatomista que o descobriu num circo e o internou num hospital; Bram Stoker e Henry James, que se vêem na eminência de lhes serem roubados os seus sucessos literários, antes ainda destes serem publicados.
Um livro onde o autor mistura a realidade com a ficção.

Classificação: 3/5

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL

As Marias desejam a todos os seus amigos, seguidores e visitantes do seu blogue um FELIZ NATAL.

Esperamos que o Pai Natal vos deixe muitos livrinhos no sapatinho... e para nós também, claro!! ;)

Beijos e abraços para todos.
BOAS FESTAS
(Imagem retirada daqui)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Resultados do passatempo "A Villa"

Obrigado a todos os que participaram no passatempo “A Villa”.
Depois de muito analisar e ponderar, as Marias conseguiram chegar a um consenso e escolher a foto vencedora do passatempo.

A foto vencedora, cujo autor receberá o livro "A Villa" de Nora Robers foi enviada por Paulo Carmo da Figueira da Foz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Virgem - Luís Miguel Rocha

Título: A Virgem
Autor: Luís Miguel Rocha
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 250
Editor: Mill Books

Sinopse:
A Virgem dá-nos conta do Portugal moribundo no tempo do Estado Novo, mais precisamente na década de trinta. Um país suspenso no tempo, deslumbrado com o estrangeiro, pobre em recursos e ideias. Centrado numa família privilegiada, outras famílias se lhe juntam. Assistimos aos seus ódios, amores, perdas e cumplicidades num enredo em que o trágico e o absurdo se cruzam. Numa intriga cheia de humor, através do olhar lúcido do narrador, são desmascaradas situações gritantes de injustiça e de exploração em que o abuso de poder de alguns grupos privilegiados se passeia livremente por um país sonâmbulo e decadente com a cumplicidade silenciosa da Igreja.

A minha opinião
Completamente diferente das obras a que nos habituou, (O último Papa e Bala Santa), Luís Miguel Rocha apresenta-nos o livro “A Virgem” que, segundo o próprio, foi escrito aos 16 anos, influenciado pela leitura de Memorial do Convento de José Saramago. Gostei deste livro A Virgem, embora deva confessar que fiquei à espera de mais. No fim da obra pareceu-me que ficou algo por dizer, que ficou algo incompleto da estória dos Silveira, sobretudo da sua filha mais nova, Mariana, ainda bebé e por quem começou toda a trama, nos idos anos de 1933. As “guerras” entre republicanos e monárquicos é aqui relatada, assim como a adulação que os portugueses sentiam pelo jovem Oliveira Salazar e pelo Cardeal Cerejeira, personalidades importantes naquele época e que viriam a sê-lo por muitos anos. A diferença acentuada das classes sociais também é relevante para percebermos a estória, que me deixou com vontade de ler mais. Espero que Luís Miguel Rocha se decida, brevemente, por dar continuidade à mesma.

Classificação: 3/5

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Carlota Joaquina - O Pecado Espanhol - Marsilio Cassotti

Título: Carlota Joaquina - O Pecado Espanhol
Autor: Marsilio Cassotti
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 320
Editor: A Esfera dos Livros
Colecção: História Divulgativa

Sinopse
Nunca na História de Portugal uma rainha provocou paixões tão contraditórias como Carlota Joaquina de Borbón (1775-1830). Requintada «divindade tutelar» para os seus seguidores, foi considerada vulgar, luxuriosa e assassina pelos seus inimigos. Talvez com o objectivo de alcançar a «União Ibérica», o seu avô, Carlos III de Espanha, casou-a com o futuro rei D. João VI. Em pouco tempo, a «engraçadíssima» infanta espanhola, filha de uma bela e intriguista princesa italiana, conquistou com a sua «desenvoltura» o coração da sogra, a rainha D. Maria I. Contudo, posteriormente os seus caprichos incomodariam uma corte receosa das suas origens. Fracassado o plano de completar a sua educação com a marquesa de Alorna, e diante das ameaças da Revolução Francesa, D. Carlota tentou obter o protagonismo nos assuntos públicos. Foi travada pelos que não aceitavam que «as mulheres se metam nos negócios». O ressentimento contra um marido que considerava fraco e menos inteligente do que ela, levou-a a recorrer à conspiração. A sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira «Guerra das Laranjas», declarada pelo seu pai. A irregular educação dos filhos. Os rumores sobre os seus amantes. As excentricidades no Brasil. As intenções de ser coroada «rainha» em Buenos Aires. As intrigas para casar as infantas. A sua recusa em jurar a Constituição liberal. A «farsa de reconciliação» com o marido. A violência utilizada para entronizar D. Miguel como «rei absoluto». O astuto uso da doença e da religião ao serviço dos seus objectivos. Tudo isto numa das épocas mais dramáticas de Portugal. Este pecado levou a que depois dela, nunca mais uma espanhola voltaria a ser rainha de Portugal ou uma portuguesa rainha de Espanha. Rompendo-se uma tradição nascida na época de D. Afonso Henriques.

A minha opinião
Confesso que não conhecia muito sobre Carlota Joaquina, rainha amada, mas odiada ainda mais pelos portugueses, assim como pelo seu marido, assim que soube dos seus reais intentos. A menina espanhola desde cedo se evidenciou pela sua inteligência, isto porque numa idade na qual a generalidade das crianças, mesmo as de meios privilegiados, eram ainda bastante ignorantes, ela começou a ser educada por uma das pessoas mais cultas que naquela altura se podia encontrar na corte, o padre Filipe Scio de San Miguel. Rapidamente surgiu a necessidade de casar esta infanta com o futuro rei de Portugal, D. João, que assim que a viu disse à irmã Maria Ana que gostava dela. Vinda bastante nova para Portugal, com a tenra idade de 10 anos, Carlota Joaquina fazia as delícias da família real portuguesa, sobretudo da rainha D. Maria. Desde muito nova que Carlota viria a mostrar bastante interesse na política do reino e nem o facto de ter já cinco filhos a impediriam de começar a ter uma actividade nesse campo de não menor empenho. É aqui que começam a surgir os conflitos com o seu marido, que os viriam a separar para sempre. De realçar que quando D. João VI morreu, Carlota Joaquina, alegando estar bastante doente, nem sequer se deslocou para o ver. Antes disso, e à medida que o tempo ia avançando, Carlota ficava ainda mais desconte pelo modo como o marido conduzia os “negócios”. Já no Brasil, quando a família real teve de sair de Portugal, para fugir às tropas de Napoleão, Carlota tenta as mais mirabolantes intrigas para ganhar cada vez mais poder na corte, no entanto, sempre sem grande eficácia. O nascimento do 7.º filho, D. Miguel de Bragança, o seu predilecto e a quem queria colocar como rei de Portugal, viria a levantar suspeitas de que este poderia não ser de D. João. No entanto, este boato pode ter surgido por razões políticas, já que não há quaisquer provas de que a rainha tenha sido infiel (no campo amoroso) ao seu marido. Quando voltou para Portugal, (Carlota mostrou-se sempre contrariada em fugir para o Brasil, chegando a pedir ajuda aos pais, reis de Espanha, para que a acolhessem), e com o avançar da idade, a fé religiosa passou a ser cada vez mais integralista, talvez devido à doença crónica de que padecia e de que viria a morrer aos 55 anos. Carlota seria a última rainha de Portugal nascida infanta em Espanha. Para quem gosta de livros históricos, este vale mesmo a pena ler.

Classificação: 3/5

Alice Vieira comemora 30 anos de carreira


Alice Vieira comemora, hoje, 16 de Dezembro, 30 anos de carreira. Ao longo deste tempo a escritora povoou o meu imaginário de leitura das suas palavras, sobretudo do livro "Chocolate à Chuva".
Podem ver aqui a entrevista dada ao Jornal de Notícias.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Passatempo “A Villa”… válido para todo o mundo

As Marias decidiram oferecer um presente de Natal aos seguidores e visitantes do seu blogue. Assim, até ao próximo dia 19 de Dezembro, podem habilitar-se a ganhar um exemplar do livro “A Villa” da escritora Nora Roberts para vocês mesmos ou para oferecerem a alguém este Natal.
Para se habilitarem a ganhar o livro terão que enviar uma fotografia (máximo de três fotos por participante) que contenha uma árvore de Natal. Poderá ser a vossa árvore de Natal.
As Marias voltam assim a apelar à criatividade e imaginação de todos mas, avisam desde já, que será dada preferência a fotos que não tenham sofrido transformações em termos de tratamento informático (ex.: utilização de aplicações, fundos e filtros do Photoshop ou outro programa do género).


Regras do passatempo:
- Cada participante pode enviar até ao máximo de três fotografias (que podem ser enviadas no mesmo email ou separadamente e em diferentes dias).
- As fotografias devem ser remetidas para o email leiturasmarias@gmail.com, indicando o nome (no mínimo, primeiro e último) e morada completa do participante.
- O passatempo decorre até às 23h59m do dia 19 de Dezembro, sendo que as participações posteriores a este prazo não serão consideradas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e, os mesmos, serão ainda avisados por email.
- O passatempo é válido para todo o mundo.
- O envio do livro ao vencedor está a cargo das Marias.

Participem!
BOA SORTE!

A Avó Dan - Danielle Steel

Título: A avó Dan
Autor: Danielle Steel
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 148
PVP: 16,90 €

Sinopse:
A história d’ A Avó Dan, mais do que a narrativa de um amor impossível, é também a história da Rússia do início do século passado, revolução, perdas e infortúnios incluídos. No livro, tudo gira em torno de uma caixa. Danina, ou a avó Dan, deixa à neta três objectos: um medalhão com o retrato do homem que amou, umas quantas cartas enlaçadas em fita azul e as suas sapatilhas de bailarina na Rússia czarista. Objectos a contarem a juventude, os sonhos e a fuga da mulher que ela conhecia apenas como a … sua avó. Neste livro extraordinário, da consagrada escritora Danielle Steel, uma simples caixa, cheia de recordações de uma avó, oferece ao leitor uma incrível história de amor, juventude, sonhos e beleza. A Avó Dan tem tudo o que é necessário para ser aquilo que é: um romance clássico.

A minha opinião:
Um livro que me surpreendeu. Primeiro porque já tinha lido um livro da autora há alguns anos e não tinha gostado. Depois porque a história da Rússia no tempo dos czares fascina-me sempre. Tudo começa quando, após a morte de Danina, de 90 anos, a sua neta descobre, no meio dos seus pertences, uma caixa com os segredos mais bem guardados da sua avó. Nela, Danina tinha guardado as coisas mais preciosas para ela: as sapatilhas de ponta que usara enquanto bailarina de uma escola famosa russa, um medalhão com a fotografia do homem que sempre amara e, além de outras coisas, um conjunto de cartas que viriam a revelar a sua vida na Rússia. A protagonista fica então a saber um pouco mais da sua avó, que tinha desconhecido sempre. Danina ficara órfã de mãe muito cedo, com cinco anos, o que fez com que o seu pai tomasse a decisão de a levar para uma escola de bailado, garantindo-lhe uma educação melhor do que um pai e mais quatro irmãos lhe poderia dar. Apesar de ter ficado triste com a atitude do pai, cedo Danina se adaptou, transformando-se na melhor bailarina da escola. Era tão boa bailarina que chegou a dançar para os czares da Rússia, actuação que lhe granjeou uma amizade com os soberanos, sobretudo com o seu filho Alexei, que lhe viria a proporcionar ter férias juntamente com eles. Dessas férias Danina viria a conhecer o homem que viria a amar para o resto da sua vida. O problema é que esse homem era casado e tinha dois filhos, o que tornaria o amor entre ambos proibido. Perante a tentativa falhada de divórcio, Nikolai propôs que saíssem da Rússia e partissem para os Estados Unidos onde tinha um familiar pronto a acolhê-los, mas nem tudo correu como o esperado…
Um livro pequeno, que se lê de uma assentada e bastante interessante.Danielle Steel conseguiu fazer deste romance, um livro não muito lamechas e transportou-nos para a Rússia do início do século passado.

Classificação: 3/5

Novidades Bertrand para Dezembro

Título: Rosebud
Autor: Pierre Assouline
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 174
PVP: 14,90 €
Tradução: Manuel José Trindade Loureiro e Maria Helena Simões Loureiro
Disponível a partir de 18 de Dezembro

Depois do lugar cimeiro conquistado em França, muito por causa do seu blogue La République des Livres, vinculado ao jornal diário Le Monde e um dos mais lidos pelos internautas franceses, Pierre Assouline estreia-se entre nós com Rosebud.

“Citizen Kane também me fez biógrafo”, escreve o autor nas primeiras páginas do primeiro capítulo de Rosebud, obra que reúne fragmentos de biografias de várias personalidades históricas, de Kipling a Picasso, passando por Diana Spencer.
“Todos estes destaques de biografias são sombras de verdades. Isolá-los para os colocar um a um na lâmina fosca do microscópio é como inventá-los. Eles não têm existência histórica senão pela importância que se lhes concede. Extravagante talvez, resolutamente arbitrário e de tal modo subjectivo. No fundo que importa que o essencial de uma vida consista no inefável”, acrescenta.
Rosebud é sobre isso mesmo, sobre esse pormenor indescritível que se eleva e abre horizontes insuspeitos.
“(…) pode ser uma vestimenta, um objecto, um gesto. Uma obra de arte eventualmente. Ou uma madalena. Talvez um traço ou um sinal. Às vezes mesmo uma simples página de um livro. Ou uma palavra.”
, defende Pierre Assouline.
“Há mais de trinta anos que procuro esse rosebud (botão de rosa) em cada um”
, escreve ele logo no início do primeiro capítulo. E embora indizível, a força que o leva a isolar a parte de um todo é algo que se sente a desabrochar em cada página deste livro. Nascido em Casablanca em 1953, autor de 4 romances, dez biografias (entre elas a do editor Gallimard, do fotógrafo Cartier-Bresson, de Hergé - criador do famoso Tintin -, e do escritor Simenon), trabalhou vinte anos na revista Lire (dez como director), Pierre Assouline é actualmente um dos bloguistas mais lidos em França.
Assouline, que também escreve para o Le Nouvel Observateur e para a Magazine Littéraire, acredita que “o blog é o meio mais rigoroso porque quando cometo um erro ou omissão, de seguida há algum leitor que mo faz saber e faço a correcção na hora, enquanto que na imprensa os equívocos se perpetuam”.
Homem de referência do jornalismo cultural europeu, Pierre Assouline venceu em 2005 o Prix des Maisons de la Presse (com o romance Lutetia) e em 2007 o Prix de la Langue Française.



Título: As Aventuras de Sherlock Holmes
Autor: Sir. Arthur Conan Doyle
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 272
PVP: 14,95 €
Tradução: Hamílcar de Garcia
Disponível a partir de 18 de Dezembro

Sherlock Holmes, o famoso detective da obra de Sir. Arthur Conan Doyle, reconhecido mundialmente pelo seu cachimbo (e lupa) bem como pelos seus invejáveis poderes de observação e dedução está de volta ao grande ecrã (o filme de Guy Ritchie protagonizado por Hugh Jackman e Jude Law acaba de chegar às salas de cinema) e às livrarias nacionais.

As Aventuras de Sherlock Holmes, publicado pela primeira vez em 1892, reúne doze contos publicados inicialmente entre 1891 e 1892 na revista The Strand. Nesta colectânea podemos encontrar, entre outros, Um Escândalo na Boémia, que gira à volta da astuta Irene Adler, Um Caso de Identidade, A Faixa Malhada ou O Mistério do Vale Boscombe. Sempre coadjuvado pelo inestimável Doutor Watson, Sherlock Holmes nunca deixa por resolver os casos que lhe são apresentados. Graças ao seu método lógico-dedutivo, Holmes consegue sempre surpreender os leitores com as suas deduções, recorrendo às coisas mais triviais para solucionar mistérios aparentemente insolvíveis, com a inteligência e a acutilância que o transformaram numa das mais brilhantes e fascinantes personagens da literatura policial.

Sobre Arthur Conan Doyle
Sir. Arthur Conan Doyle (1859-1930) tornou-se mundialmente conhecido por ter criado o detective Sherlock Holmes, que se tornou uma referência para toda a literatura policial, ao introduzir a lógica na investigação. Foi um escritor prolífico, cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesia e obras de não-ficção. Alguns dos seus trabalhos fazem menção ao espiritismo e ao sobrenatural, nomeadamente às fadas, tendo inclusive dedicado a obra The Comming of Fairies às supostas fadas de Cottingley, que posteriormente vieram a revelar-se uma fraude.



Título: Alfredo da Silva e Salazar
Autor: Miguel Figueira de Faria
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 332 + Extra-Textos
PVP: 20,50 €
Disponível a partir de 18 de Dezembro

Das primeiras medidas da Ditadura, passando pela questão dos Tabacos e até ao auge da crise Totta, Alfredo da Silva e Salazar mais do que juntar as biografias do fundador da CUF e de Oliveira Salazar, revela o retrato detalhado de uma relação conturbada entre Alfredo da Silva e Salazar.
Numa obra de profunda pesquisa e rigor, Miguel Figueira de Faria, doutor em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, professor do Departamento de História, Artes e Património do Instituto de Investigação Pluridisciplinar da Universidade Autónoma de Lisboa, apresenta e analisa a relação entre Alfredo da Silva, personalidade chave da economia portuguesa, destacado industrial e financeiro, e António de Oliveira Salazar.
Segundo o autor, “a narrativa procurou deste modo estabelecer, numa primeira fase, um quadro de partida do exilado (prólogo) e do seu combate (I Capítulo), até à regeneração política (II). Segue-se uma segunda parte com a aproximação de Alfredo da Silva ao regime, em plena crise mundial (III-IV), onde descrevemos os primeiros encontros entre o industrial e o político, na luta pela sobrevivência da CUF, no contexto da Grande Depressão (V). Finalmente, reconhecemos o momento de maior atrito com a situação, ditado pelos interesses contraditórios no sector da Marinha Mercante (VI), para concluirmos numa derradeira etapa de conciliação da convergência de Salazar, no quadro dos grandes conflitos internacionais que eclodiram na segunda metade da década de Trinta.”
“Uma relação sinuosa, repetimos, construída por cumplicidades e confrontos, mas sem rupturas irreversíveis”
, acrescenta.


Sessão de Autógrafos Filipe Faria e Sandra Carvalho

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os Impostores - Harold Robbins

Título: Os Impostores
Autores: Harold Robbins e Junius Podrug
Colecção: Obras de Harold Robbins
Preço: 20.89€
Pp.: 308

Sinopse:
Os Impostores prossegue com o legado dos thrillers eróticos de Harold Robbins, tendo por cenário locais exóticos e cenas de sexo escaldantes, enquanto acompanhamos uma especialista em Arte que se envolve com uma série de mortes terríveis, pilhagem de templos e o roubo de antiguidades preciosas.
Ao abrir a porta ao empregado de entregas de um restaurante tailandês, Madison Dupre recebe não um suculento prato de massas mas uma peça de arte rara, originária do magnífico templo de Ankor Wat, nas selvas do Camboja. Madison sabe que é impossível que este artefacto tenha sido adquirido legalmente. Ao baterem à sua porta, estavam a enviá-la para um dos locais
mais perigosos do planeta: Phnom Penh, a capital asiática do sexo, do pecado e das drogas.
Ao envolver-se com assassinos e saqueadores, Madison viaja de Nova Iorque para o Camboja, passando por Hong Kong e pela Tailândia, numa tentativa constante para estar sempre um passo à frente dos salteadores, que matam tão facilmente como roubam. Encontra consolo nos braços de um mercenário; envolve-se com uma modelo russa e o seu «guarda-costas», que a apresentam a uma nova forma de erotismo; e cai nos braços de um príncipe cambojano, cujos
jogos sexuais são desconhecidos até pela já vivida Madison. Mas até que ponto estará disposta a ir em nome de antiguidades insubstituíveis e de valor incalculável?

A Minha Opinião
Madison Dudge era uma curadora de um pequeno, embora riquíssimo, museu até que entrou num negócio fraudulento de uma antiga peça da Babilónia que se veio mais tarde a descobrir ter sido roubada do Museu de Bagdade, aquando da invasão da cidade pelos americanos. Refira-se que Madison nada sabia sobre tal fraude, mas isso não impediu que a sua imagem fosse completamente denegrida pela opinião pública, o que originou a ter perdido o emprego e toda a sua fortuna. Uma mulher de sucesso transformou-s, de um dia para o outro, numa mulher pobre, sem qualquer fonte de rendimento.
Até que Sammy, um rapaz empregado num restaurante tailandês, lhe bate à porta com uma peça de arte: um baixo relevo representando três deusas dançantes, chamadas Apsaras, musas sedutoras da mitologia hindu.
A polícia e um princípe cambojeano suspeitam de que essa peça seja falsificada e fazem uma proposta a Madison: partir para o Camboja e infiltrar-se na rede de tráfico de arte, por forma a descobrir os seus cabecilhas. No entanto, o príncipe cambojeano não se mostra muito interessado na sua partida, tentando dissuadi-la da sua missão. O que terá a esconder?
Madison parte assim em busca de traficantes, ficando a conhecer a realidade do Camboja, da miséria humana, mas também na beleza da arquitectura. Um livro muito interessante que me lvou a conhecer melhor a cultura oriental, sobretudo a cultura do Camboja, que desconhecia ser assim tão rica.
Recomendo.

Classificação: 4/5

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Beijo do Ladrão – Alan Parker

Título: O Beijo do Ladrão
Autor: Alan Parker
Tradução: Maria do Carmo Figueira
N.º de Páginas: 252
Colecção: Grandes Narrativas N.º 454
P.V.P: € 16
Disponível a partir de hoje

Sinopse
Thomas Moran descobre a sua vocação de uma forma, no mínimo, turbulenta. Quando em 1906 São Francisco é abalada por um violento terramoto, Thomas, então com sete anos, comete o seu primeiro acto de delinquência e a partir daí a sua vida toma um rumo que em muito reflectirá a própria história dos Estados Unidos. Gangsters de todas as nacionalidades, vigaristas, autoridades corruptas e as provações de viver à margem da sociedade constituirão o seu dia-a-dia, mas a força de um grande amor poderá estar prestes a mudar o seu destino. Quando Thomas conhece Effie, filha de um vinicultor de Napa Valley, conhece também talvez a única grande oportunidade de ir ao encontro de uma vida nova. Mas será ainda possível salvá-lo de si próprio?

A minha opinião:
“O Beijo do Ladrão” é o primeiro romance do realizador e produtor Alan Parker. Do seu vasto currículo cinematográfico fazem parte os filmes “O Expresso da Meia-Noite”, “Fame”, “Evita” e “As Cinzas de Ângela”.
Neste seu primeiro romance, Alan Parker dá-nos a conhecer um pouco da sociedade americana no início do século XX. A questão da Lei Seca e de como esta afectou a população (nomeadamente aquela que sobrevivia à custa da produção vinícola), as alterações sofridas e os esquemas mafiosos montados na altura são alguns dos assuntos abordados pelo autor.
Thomas Moran é a personagem principal da história. Proveniente de uma família humilde, vivia com a mãe e duas irmãs e com apenas 7 anos fez o seu primeiro roubo. Achou tão fácil que desde então passou a ser prática corrente e que foi aperfeiçoando de dia para dia. O assalto aos bolsos dos casacos de quem por ele passava foi aumentando e depressa se tornou conhecido, provocando na sua família uma grande vergonha e humilhação. Não querendo que tal sucedesse Thomas decidiu desaparecer sem avisar ninguém. Foi então que, ainda em tenra idade, começou a saltitar de cidade em cidade pilhando para sobreviver. Tommy considerava que ser “carteirista” era a sua profissão. Nunca enriqueceu, porque apenas roubava para assegurar a sua sobrevivência.
Um dia, numa barbearia, decidiu assaltar o homem que se encontrava sentado na cadeira ao lado. Azar dos azares foi apanhado, porque também ele era carteirista. Hoagie era o seu nome e, no pouco tempo em que conviveram, tentou transmitir alguns conselhos a Tommy e apelou a que este se instruísse. Infelizmente, e para salvar Tommy, Hoagie acabaria por morrer.
Thomas conviveu com muita gente, mas nunca se deixou afeiçoar por ninguém. Ele próprio se considerava uma pessoa solitária, embora, esta solidão nem sempre fosse o que ele desejava.
Passados vários anos, decidiu procurar a sua mãe e imãs para tentar um reatamento, mas já não chegou a tempo. A mãe tinha acabado de falecer e não teve tempo para dialogar com as irmãs porque, mais uma vez, teve que fugir à polícia. A sua vida sempre foi marcada por várias peripécias e encrencas. Os problemas pareciam persegui-lo. E, na maior parte das vezes, ele não era parte interveniente do sucedido, tinha ali passado apenas para “assaltar” mais uns bolsitos.
Numa das suas muitas viagens, conhece a única mulher que lhe iria “tocar” no seu coração. Effie acabaria por marcar a vida de Tommy. Estiveram afastados alguns anos, mas quando o reencontro se deu, a paixão ainda existia e Thomas Moran parecia disposto a mudar pelo grande amor da sua vida…
Mas, será que Tommy conseguiu? Será que ele se conseguiu libertar da vida de carteirista e assumiu uma vida diferente e estável? Será que ele estava mesmo disposto a mudar?
À medida que a história da vida de Thomas Moran vai avançando, por muitos delitos que este cometa, o leitor não consegue deixar de sentir alguma pena e afeição por ele… mesmo sabendo que a “profissão” que ele escolheu não é moral e legalmente correcta.
A leitura de “O Beijo do Ladrão” revelou-se bastante interessante e com um final inesperado, principalmente, no que diz respeito a Thomas Moran. Quanto às restantes personagens da narrativa, também a elas lhes foi atribuído um desfecho.

Excertos:
“Não te esqueças, nada pertence a ninguém, nem um livro, nem um relógio de ouro, nem uma plantação de amendoins. Durante a nossa breve passagem por este mundo, só pedimos coisas emprestadas por algum tempo.” [Hoagie]

“Não fazia mais nada… porque não sabia fazer mais nada, e todas as pessoas andavam a roubar as carteiras umas às outras das mais variadas maneiras… é uma maneira de olhar para o mundo de trás para a frente, eu sei… mas ajudou-me a sobreviver. Às vezes ficava deitado, acordado pela noite fora, em qualquer cidade manhosa, a pensar porque é que continuava com aquela vida. A solidão entorpece-nos, deixamos de olhar o mundo como uma pessoa normal… eu era um cego a espreitar por uma cerca.” [Tommy]

Classificação: 4/5

Novidades da Editorial Presença para a 1.ª quinzena de Dezembro

Título: Memória dos Dias sem Fim
Autor: Luís Rosa
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 453
P.V.P.: € 15,80
Data 1ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 268

Sinopse
Com a publicação de Memória dos Dias sem Fim, o novo livro de Luis Rosa, o romance histórico português rasga novos horizontes, simultaneamente mais vastos e profundos, reveladores da própria dimensão humana. É a realidade da guerra em toda a sua desconformidade e falta de sentido, capaz de denunciar as muitas faces ocultas do homem, desnudando-o e mostrando-o como realmente é - sofredor, idealista, solidário, cruel. Mas, patentes nestas páginas de grande intensidade psicológica e sociológica, estão também outras realidades - as culturas, comportamentos e mentalidades da sociedade guineense que permeiam o quotidiano da guerra, a solidariedade que a crueza das circunstâncias comuns faz surgir entre negros e brancos, ou ainda a amizade incondicional que nasce espontaneamente entre irmãos de armas. O sentimento intenso do absurdo da guerra narrado por quem o viveu na primeira pessoa, a manifestação de um homem oculto que se expressa na luta pela sobrevivência no horizonte intenso dos dias sem fim.

Título: A Guerra e a Paz
Autor: José-Augusto França
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 452
P.V.P.: € 19,50
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 464

Sinopse
Depois de Ricardo Coração de Leão e de João sem Terra, que são «Duas Vidas Portuguesas» (2007 e 2008), José-Augusto França apresenta um romance histórico que o não é, mas sim na realidade um romance dos tempos que atravessa - os anos 40 portugueses e franceses da ocupação alemã, os anos 60 lisboetas das revoltas estudantis e 70, da revolução. Trazido aos anos 90 vividos numa velha casa do Anjou, A Guerra e a Paz é um romance de memórias e dúvidas, amores e desamores do nosso tempo. Como outrora se dizia, trata-se de «destinos individuais inscritos no contexto histórico».

Título: O Beijo do Ladrão
Autor: Alan Parker
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 454
P.V.P.: € 16,00
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 248

Sinopse
Thomas Moran descobre a sua vocação de uma forma, no mínimo, turbulenta. Quando em 1906 São Francisco é abalada por um violento terramoto, Thomas, então com sete anos, comete o seu primeiro acto de delinquência e a partir daí a sua vida toma um rumo que em muito reflectirá a própria história dos Estados Unidos. Gangsters de todas as nacionalidades, vigaristas, autoridades corruptas e as provações de viver à margem da sociedade constituirão o seu dia-a-dia, mas a força de um grande amor poderá estar prestes a mudar o seu destino. Quando Thomas conhece Effie, filha de um vinicultor de Napa Valley, conhece também talvez a única grande oportunidade de ir ao encontro de uma vida nova. Mas será ainda possível salvá-lo de si próprio?

Título: A Sacerdotisa dos Penhascos
Autor: Sandra Carvalho
P.V.P.: € 17,50
Colecção: Via Láctea
N.º na Colecção: 80
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 416

Sinopse
Os Guardiães das Lágrimas do Sol e da Lua vivem finalmente em plena união. Dos seus amores nasceram Halvard e Kelda, os gémeos sobre quem pairam profecias grandiosas e temíveis. Halvard está nas mãos de Sigarr, o Mestre da Arte Obscura, que espera treiná-lo para ser o Guardião do Conhecimento Absoluto, e usar o imenso poder deste em seu proveito. Kelda, luta por cumprir os desígnios da Pedra do Tempo e salvar a sua própria alma, resgatar Halvard e levar a cabo a missão que herdou da sua avó Catelyn. Este é o sexto volume de uma das séries fantásticas mais acarinhadas pelos leitores portugueses, A Saga das Pedras Mágicas.

Nota: A Saga das Pedras Mágicas - A Sacerdotisa dos Penhascos encontra-se disponível a partir de hoje para pré-venda. A cada 2 encomendas realizadas no site da Editorial Presença, o exemplar a enviar encontra-se autografado. A editora está também a oferecer condições especiais na aquisição dos restantes títulos desta Saga de Sandra Carvalho.

Título: A Cidade das Mentiras
Autor: R.J. Ellory
Colecção: Minutos Contados
N.º na Colecção: 27
P.V.P.: 19,50 €
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 468

Sinopse
John Harper não guarda as melhores memórias da infância. Órfão desde muito cedo, foi criado por uma tia pouco afectuosa na cidade de Nova Iorque. Assim que se tornou independente abandonou a Big Apple e instalou-se em Miami, onde se tornou um escritor semi-obscuro e um repórter relativamente bem-sucedido. Mas, subitamente, um telefonema inesperado da tia vem dar um novo fôlego à sua pacata existência. O pai, que julgava morto há mais de trinta anos, encontra-se afinal vivo, embora em estado crítico num hospital de Manhattan, e é uma figura proeminente do submundo nova-iorquino. Num crescendo de ritmo e acção, Ellory confronta-nos com a realidade crua do mundo dos gangsters sem cair nos clichés e padrões óbvios deste género literário.

Título: O Fim do Alfabeto
Autor: C.S. Richardson
Colecção: Lado B
N.º na Colecção: 6
P.V.P.: 10,00 €
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 96

Sinopse
Ambrose Zephyr descobre de repente que o tempo se está a esgotar quando o médico anuncia que, devido a uma misteriosa doença, lhe resta um mês de vida. Por isso, ele e a mulher, Zappora Ashkenazi, decidem viajar para todos os sítios de que ele mais gostou ou que mais queria ver, de A a Z, começando por Amesterdão. Em Istambul, porém, Ambrose e Zappora dão ao resto do percurso um rumo inesperado, ao fazerem as pazes com o tempo perdido e as muitas perguntas deixadas para trás… O Fim do Alfabeto é uma história mágica, evocativa e inesquecível que nos leva numa viagem espiritual até às profundezas do amor, da perda e da vida.

Título: A Ilha das Vozes
Autor: Robert Louis Stevenson
Colecção: A Biblioteca de Babel
N.º na Colecção: 12
P.V.P.: € 12,50
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 144

Sinopse
A vida deste homem valoroso foi em parte também ela uma fuga, um êxodo em busca da saúde. Em 1888, a necessidade dum clima ameno conduziu-o às ilhas do Pacífico, das quais nunca mais regressou. Os nativos deram-lhe a alcunha de Tusitala, o Narrador de Histórias. Ali, em colaboração com o enteado, escreveu o menos famoso, e possivelmente o melhor, dos seus romances, The Wrecker. Deixou uma vasta obra, na qual convivem a história, o drama, o ensaio crítico ou autobiográfico, o conto, o romance e a poesia. A sua poesia é de tal modo perfeita que amiúde nos parece inevitável, senão mesmo fácil. A nostalgia levou-o frequentemente a recorrer ao dialecto da sua pátria. Morreu repentinamente em Vailima, a 3 de Dezembro de 1894.Jorge Luis Borges

Título: A Escada de Corda
Autor: Nigel Richardson
Colecção: Noites Claras
N.º na Colecção: 4
P.V.P.: € 13,90
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 280

Sinopse
Mungo adora Londres e detesta o campo. Nunca se imaginaria a viver rodeado de árvores, flores e camponeses. Mas um dia, o pai adoece gravemente e morre, deixando Mungo e a mãe numa situação financeira difícil. Sem outra alternativa, são obrigados a trocar a casa de Londres por uma casinha na província. Mungo sente-se miseravelmente. Sozinho, sem o pai, sem os amigos… É então que o insólito acontece… Mungo encontra outro Mungo em tudo semelhante a si, até no nome! Será que a chegada deste Mungo paralelo servirá apenas para duplicar o caos em que já se encontrava a vida de Mungo? Ou será que ele traz na manga um plano extraordinário para o ajudar? Tudo é possível neste romance surpreendente que mistura na perfeição fantástico, ficção-científica, thriller psicológico e universos paralelos.

Título: A Grande Árvore
Autor: Susanna Tamaro
Colecção: Estrela do Mar
N.º na Colecção: 127
P.V.P.: € 7,50
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 104

Sinopse
O protagonista desta história é um abeto que, ao longo dos séculos, venceu inúmeras adversidades e viveu momentos importantes, como o dia em que conheceu os imperadores da Áustria ou a ocasião em que o quiseram transformar em violino. Por isso, haverá para ele destino mais inglório que acabar os dias a fazer de árvore de Natal? Crik, um esquilo que nunca teve outra morada senão o abeto, não consegue compreender tamanha crueldade, e agora está disposto a fazer tudo para devolver o velho amigo ao seu habitat, nem que para isso seja preciso… um milagre. Uma fábula moderna e encantadora sobre a amizade, a natureza e o poder imenso da fé.

Título: Os Segredos de Ratázia
Autor: Geronimo Stilton
Colecção: Diversos
N.º na Colecção: 81
P.V.P.: 12,50 €
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 128

Sinopse
Depois de A Verdadeira História de Geronimo Stilton, uma nova e extra-rática aventura. Cuscacúsqui, Patati Descarado e Red Paparatz querem descobrir algum segredo da vida de Geronimo Stilton que possa constituir um «furo» jornalístico para o jornal de escândalos onde trabalham, A Boataria. É quando descobrem que o director do Diário dos Roedores vai lançar o seu último livro. E lá vão eles tentar descobrir em primeira mão de que trata o livro que Stilton vai apresentar no dia seguinte!

Título: Quero Ser Pirata!
Autor: Tony Ross
Colecção: A Princesinha
N.º na Colecção: 8
P.V.P.: 5,00 €
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 32

Sinopse
A Princesinha decidiu ser pirata, e ninguém no reino está a salvo. Afinal, os piratas são muito malcomportados e a Princesinha está decidida a ser pirata a sério! No entanto, quando descobre que também tem de comer os terríveis pratos que os piratas comem e fazer as horríveis tarefas com que os piratas se ocupam, a Princesinha já não tem a certeza de que essa seja uma ideia assim tão boa.

Título: Quero Ser Uma Menina das Cavernas!
Autor: Tony Ross
Colecção: A Princesinha
N.º na Colecção: 9
P.V.P.: 5,00 €
Data 1.ª Edição: 03/12/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 32

Sinopse
A Princesinha decide tornar-se uma menina das cavernas e viver numa caverna (bem, é apenas a casa de arrumações do jardim). É muito mais divertido do que ser princesa. Mas quando a noite cai, viver numa caverna deixa de ser tão engraçado. O que é aquele barulho? Será um elefante peludo?...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Alex & Eu - Irene M. Pepperberg

Título: Alex & Eu
Autor: Irene M. Pepperberg
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 308
Editor: Caderno
Colecção: Cadernos de Estimação

PVP: 13,50€

Sinopse:
Quando Alex morreu, aos 31 anos, a notícia correu mundo, relatada pelas rádios e televisões, evocada em obituários de publicações tão prestigiadas como a Economist ou o New York Times.


Alex, afinal, era um papagaio muito especial. Falava como gente grande, mais de 150 palavras, conhecia números, cores, formas, pensava pela sua própria cabeça, até fazia contas de somar. Tinha aprendido tudo isso com Irene Pepperberg, uma cientista brilhante que passou trinta anos ao seu lado, a ensiná-lo, a estudar-lhe cada gesto, a registar cada novo progresso.

Em Alex e Eu, Irene conta a história que nunca apareceu nos jornais. Fala da sua relação afectiva com um papagaio extraordinário, recorda um quotidiano feito de saudades, de birras, de momentos de ternura ou de ataques de ciúmes. E do modo como, todas as noites, antes de se deitar, ela perguntava ao seu amigo: "Estarás cá amanhã?" Ao que ele respondia, fielmente: "Sim, amanhã estarei aqui. Porta-te bem. Gosto muito de ti."

A minha opinião:

“Se eu tivesse escolhido um outro Cinzento, naquele dia de 1977, o Alex poderia ter passado a sua vida desconhecido e anónimo, no quarto de hóspedes de uma pessoa qualquer.”
De facto, se não tivesse conhecido Irene, talvez Alex tivesse passado despercebido como passam quase todos os animais. Pelo menos despercebidos para o grande público porque para quem gosta de animais, como é o meu caso, os animais que passaram pela minha vida nunca foram votados ao esquecimento e ainda hoje guardo saudades e boas recordações deles. Mas Alex era de facto excepcional. Não se limitava a falar cerca de 150 letras, mas davas-lhes significado, o que era espantoso. Tão espantoso que até custa a acreditar.
Mas Irene dá-nos bastantes exemplos que nos clarificam todas essas dúvidas. Além disso, Alex produzia sons que, acusticamente, são muito semelhantes aos nossos.
Com isso tornou-se evidente que os animais sabem mais do que aquilo que pensamos, “e pensam mais do que nós sabemos. Foi isso que o Alex nos ensinou.”
Para quem gosta de animais este é, sem dúvida, um livro a ler.

Classificação: 3/5

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lançamento do livro “2780 Taberna – Cozinha Experimental” conta com a presença de muitas figuras públicas

Na próxima quarta-feira, dia 2 de Dezembro, a Ler Devagar (Lx Factory) vai receber o lançamento do livro “2780 Taberna – Cozinha Experimental”.
Aquele que é considerado o acontecimento culinário do ano vai ter lugar pelas 19 horas, na presença de José Avillez e Vítor de Sousa e, claro, dos ilustres “taberneiros”. Vai haver “comes e bebes” e gelado.
Até à data, estão confirmadas as presenças de Teresa Guilherme, Herman José, Paulo Pires e Astrid, Pedro Lima e Ana Westerlund, Paula Neves, Rodrigo Soares, Jô, Nuno Romano, Sónia Balacó, Irmãos Guedes, Débora Montenegro, Bárbara Norton de Matos, Diogo Morgado, Paulo Rocha, Anabela, Manuel Moura dos Santos, Tó e Mi Romano, Swailla e José Carlos Castro, Marta Whanon, Rodrigo Contreras, Sofia Aparício, Fernando Alvim e Nuno Artur Silva.

Bertrand editou “O Assassino Cego”, que valeu a Margaret Atwood o Booker Prize

Título: O Assassino Cego
Autor: Margaret Atwood
Chancela: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 632
Tradução: Elsa T. S. Vieira
P.V.P.: € 21,95
Disponível desde 27 de Novembro

Com "O Assassino Cego", eleito recentemente um dos livros da década pelo The Telegraph, a consagrada escritora canadiana Margaret Atwood, regularmente apontada como forte candidata ao Prémio Nobel da Literatura, reafirma a originalidade da sua escrita e a enorme capacidade para dissecar as intrincadas relações humanas.
Qual boneca russa, a obra que agora se publica apresenta uma complexa estrutura narrativa em que se interligam as recordações de Iris Chase - uma anciã que conta a história da sua família ao longo do século XX, detendo-se em especial na relação desta com a sua irmã Laura (já morta) - com episódios escritos em registos tão distintos como romance ou a ficção científica.
“Todas as histórias se complementam, inclusivamente os recortes de imprensa e as passagens de ficção científica que se encontram no livro. É como uma collage em que cada tipo de representação é um desafio para as outras ainda que, no final, se obtenha uma imagem única. Há distintos níveis que se vão sobrepondo até descobrir a verdade. No romance reconstrói-se uma saga familiar ao longo do século, mas há também uma utopia negativa, uma distopia, que foi a forma utilizada no passado por alguns escritores para criticar a sociedade actual”, revelou a autora em entrevista ao El País.

No livro, chegada ao fim da vida, Iris Griffen começa a escrever a história secreta da sua família, evocando um mundo de prosperidade e miséria que se estende pelo período que separa as duas guerras mundiais. Mas o enigma central da história de Iris é a morte de Laura Chase, a sua irmã, também ela uma contadora de histórias. O único livro de Laura, um best-seller intitulado O Assassino Cego, narra o amor clandestino entre uma jovem de sociedade e um radical a monte. Mas como terá morrido Laura? Acidente ou suicídio? Quem é esse anarquista que habita as páginas de "O Assassino Cego"? E qual é a relação entre a história de ficção científica, que ele conta à amante em troca de sexo, e a realidade?

"O Assassino Cego" é na verdade dois livros (pelo menos) e um labirinto de histórias que recorrem a uma multiplicidade de géneros literários, do romance à ficção científica, passando pelo jornalismo. Todos juntos, estes retalhos de narrativas vão dando contornos a uma história única: uma saga familiar que é também a História do mundo ocidental entre as duas Grandes Guerras e uma das histórias de amor mais complexas e inesquecíveis da literatura.

Sobre "O Assassino Cego"
“Isto é a Margaret Atwood no seu melhor – notável.”
Sunday Telegraph
“Uma das mais brilhantes e imprevisíveis autoras vivas.”
Literary Review
“Imaginado com ousadia e executado com génio.”
Kirkus Reviews
“Brilhante... opulento... Atwood é uma poeta.... bem como uma geradora de ficção, e praticamente não há nenhuma frase da sua prosa, ligeira e seca apesar de ávida, que não tenha uma função na obra, conferindo valor a um retrato que se torna enorme.”
John Updike, The New Yorker
“Arrepiante... Lírico... A obra mais ambiciosa de Atwood até à data.”
The Boston Globe
“Atwood nunca escreveu com mais estilo e versatilidade do que neste romance multidimensional. Um feito brilhante.”
Sunday Times
“Intenso e perturbador.... Um romance com uma prosa luminosa, revelações minuciosas e personagens fortíssimas... O novo livro de Atwood é tão seguro, elegante e de uma inteligência incandescente que deixa todos os seus contemporâneos na sombra.”
The Atlanta Journal Constitution
“Uma façanha.”
Chicago Tribune
“Brilhante.”
Publishers Weekly
“As histórias entrelaçam-se com outras histórias neste romance hipnotizante: uma história de avareza, amor e vingança. As descrições metafóricas de Atwood e as suas elegantes caracterizações são de uma beleza e de um impacto de tirar o fôlego.”
Booklist

Sobre Margaret Atwood
Margaret Atwood nasceu em Otava em 1939. É a mais celebrada autora canadiana e publicou mais de quarenta livros, de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Arthur C. Clarke, o Booker Prize, o Governor General’s Award e o Giller Prize, bem como o prémio para Excelência Literária do Sunday Times (Reino Unido), a Medalha de Honra para Literatura do National Arts Clube (EUA), o título de Chevalier de l’ Ordre des Artes e des Lettres (França) e foi a primeira vencedora do Prémio Literário de Londres. Está traduzida para trinta e cinco línguas. Vive em Toronto com o escritor Graeme Gibson.