sexta-feira, 6 de março de 2009

Sextante edita «O Gato de Uppsala», de Cristina Carvalho

O protagonista da história «O Gato de Uppsala» é, como o próprio nome indicia, um gato. Um gato sem nome, mas com uma história de amor enorme. Esta é uma história de amor entre dois jovens, Elvis e Agnetta, uma história feliz de iniciação, de descoberta e sonho: a viagem, a pé, desde Uppsala até Estocolmo, movidos pelo desejo de descobrir o mistério do mar e de ver uma das maravilhas do seu tempo – o grande e rico Vasa – navio de guerra mandado construir por Gustavus II Adolphus, rei da Suécia. Quis o destino que, no dia 10 de Agosto de 1628, dia da viagem inaugural, a vida de Elvis e Agnetta fosse salva por um gato.
Cristina Carvalho nasceu em Lisboa, a 10 de Novembro de 1949. Durante a sua actividade profissional, contactou com milhares de pessoas e visitou inúmeros países sendo a Escandinávia e o Oeste português as regiões que mais ama e que mais influência exercem sobre a sua personalidade enquanto transitório ser humano do sexo feminino, habitante do planeta Terra e por acaso, escritora. Publicou até à data 4 livros: Até Já Não é Adeus (Signo); Momentos Misericordiosos, Ana de Londres e Estranhos Casos de Amor (Relógio D’ água).

quinta-feira, 5 de março de 2009

Leitura de poesia no Metro do Porto este fim-de-semana

O Metro do Porto vai promover, entre amanhã e sábado, a sessão de leitura de poesia de diversos autores intitulada «Um Porto de Poesia no Metro».
Autores como Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Camilo Castelo Branco, António Gedeão ou Álvaro Barciela, são os nomes que vão ser ‘lidos’ por Maria de Lourdes dos Anjos, Jorge Vieira ou Castro Reis, que também irão ler alguns dos seus trabalhos.
Na sexta-feira, a sessão terá lugar a partir das 18:00 horas, na ligação entre a Estação da Trindade à Estação da Póvoa de Varzim, na Linha Vermelha (B). O evento prosseguirá na viagem de regresso, culminando na Trindade.
No sábado, a sessão decorrerá a partir das 10:30 horas, num metro que faz o percurso Trindade/Matosinhos Sul, na Linha Azul (A).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Novidades Saída de Emergência

Para este mês a Saída de Emergência lançou várias novidades interessantes, entre as quais:


Lorenzo e Biagio Millefiori são dois irmãos luso-italianos proprietários de uma casa de antiguidades no Chiado. Órfãos desde a adolescência, aprenderam a viver de uma forma tão sintonizada como aquela representada pelas figuras chinesas de porcelana, os gémeos imortais da harmonia, que são os laughing boys. Tais comparações entre peças de arte e situações do quotidiano passam a ser recorrentes do vocabulário de Lorenzo, e essa obsessão pelas antiguidades fará com que este inicie um tratamento de psicoterapia com Sara Rocha. A vertigem começa com a descoberta de um caderno escrito por Bianca, a mãe, ainda em solteira.




Viera para Nova Iorque para ser polícia pois acreditava na ordem. Precisava dela para sobreviver. Tinha tomado as rédeas da sua vida, transformara-se em Eve Dallas.
Mas dali a algumas semanas já não seria apenas a tenente Eve Dallas do departamento de homicídios. Seria a esposa de Roarke. Infelizmente os seus planos de casamento terão de esperar quando a sua vida profissional entra em rota de colisão com a vida pessoal.
A vítima, na sua mais recente investigação de homicídio, é uma das mulheres mais requisitadas do mundo. Uma top model a quem ninguém impede de ter o que quer... nem que seja o homem de outra mulher. O suspeito principal de Eve é a outra mulher desse triângulo amoroso... a sua melhor amiga, Mavis.
Por trás da fachada de glamour, Eve descobre que o mundo da moda vive de uma paixão por juventude e fama, onde as drogas podem satisfazer qualquer desejo, por um preço...

Numa obra-prima da fantasia histórica, Jack Dann recria a magia da Itália Renascentista e oferece a sua própria história secreta de um ano na vida de Leonardo da Vinci...
Florença do século XV. Numa cidade governada pelos Médicis, num tempo em que a magia e a ciência eram uma só, irrompe o génio de Leonardo Da Vinci. Rodeado de figuras brilhantes maiores do que a vida como Sandro Botticelli e Niccòlo Machiavelli, Leonardo vive a vida prestigiada de um artista e ama uma mulher arrebatadoramente bela. Mas um inimigo implacável conspira a sua queda. E cedo este grande artista inventor será forçado a abandonar a cidade onde nasceu, para dar início a uma viagem mística para um destino - e uma aventura - que poderiam ter sido realidade.

terça-feira, 3 de março de 2009

Conferência sobre Isaiah Berlin

O Governo Civil de Aveiro realiza amanhã, dia 4 de Março, uma conferência no âmbito do centenário do nascimento do filósofo britânico Isaiah Berlin (1909-1997). O evento vai decorrer no Salão Nobre do Governo Civil, a partir das 18 horas e destina-se ao público em geral.
Esta conferência tem como objectivo contribuir para a divulgação do pensamento deste importante filósofo britânico do século XX.
Nascido em Riga, em 1909, no seio de uma família de abastados mercadores de madeira, de origem judaica, Isaiah Berlin viveu a sua infância numa zona de confluência russa e alemã. Aquando do início da I Guerra Mundial a sua família mudou-se para Petrogrado, onde continuou a sua aprendizagem do Talmude, alicerçada na Enciclopédia Judaica, e se iniciou na leitura dos grandes clássicos russos e alemães. Em 1921 a família Berlin muda-se novamente, desta feita para Londres. A aprendizagem da língua inglesa torna-se necessária e, com ela, Isaiah Berlin começa a sua familiarização com a tradição britânica.
Figura maior da filosofia inglesa do século XX, Isaiah Berlin ocupou a cátedra de Teoria Social e Política da Universidade de Oxford. Foi, aliás, nesta universidade que se formou, leccionou e viveu a maior parte da sua vida adulta. Notabilizou-se pela conquista do prémio John Locke em filosofia.
A II Grande Guerra viria interromper o percurso académico de Berlin conduzindo-o aos Estados Unidos onde, por cerca de cinco anos, ficaria ao serviço do Foreign Office. Durante este período, as suas funções diplomáticas levaram-no a travar conhecimento com as elites políticas e intelectuais americanas, e a qualidade dos relatórios que enviava regularmente para Whitehall despertou a atenção do próprio Winston Churchill. Uma vez finda a Guerra, Isaiah Berlin manteve-se ao serviço da diplomacia inglesa acabando por ser colocado em Moscovo por um ano onde procurou entrar em contacto com o que restava dos círculos intelectuais moscovitas. Isaiah Berlin acabaria por tornar-se bastante próximo de Boris Pasternak – tendo sido dos primeiros a ler o manuscrito de Doutor Jivago -, e de Anna Akhmatova – que lhe dedicaria o Cinque.
Regressado a Oxford, Berlin retoma a docência e escreve dois dos seus ensaios mais importantes: Political Ideas in the Twentieth Century e Historical Inevitability. É também durante este período que recupera e solidifica o seu interesse pela história das ideias e se inicia no estudo de Vico e Herder – personagens centrais no universo filosófico de Berlin e determinantes no desenvolvimento da sua filosofia pluralista.
Como oradores, vão estar presentes na conferência os professores universitários João Carlos Espada, João Pereira Coutinho e José Tomaz Castello Branco.

OS ORADORES

João Carlos Espada
Doutorado pela Universidade de Oxford e professor catedrático de Estudos Políticos, bem como Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Dirige a revista trimestral Nova Cidadania e preside à secção portuguesa da International Churchill Society. É membro fundador da direcção da European Partnerhsip for Democracy e do conselho editorial do Journal of Democracy, bem como do comité executivo da Michael Oakeshott Association. Desde 2006 que exerce as funções de consultor para assuntos políticos do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, tendo desempenhado funções similares no primeiro mandato presidencial do Dr. Mário Soares (1986-1991).

João Pereira Coutinho
Formado em História, na variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, doutorou-se em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, onde também ensina como professor auxiliar convidado. Colabora regularmente com a imprensa nacional e estrangeira. Publicou os volumes de crónicas Vida Independente (2004) e Avenida Paulista (2007; edição brasileira pela Record em 2009).

José Tomaz Castello Branco
Licenciado em Direito, pela Universidade Lusíada, é mestre em Ciência Política e Relações Internacionais, pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (Dissertação: Liberdade vs. Pluralismo: O Pensamento Político de Isaiah Berlin na Génese de um Novo Conceito de Liberdade), encontrando-se em fase de conclusão do doutoramento. É bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. É docente no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, onde lecciona Teoria Política Contemporânea e Regimes e Sistemas Políticos.

A Papisa Joana – Donna Woolfolk Cross



Muitos negaram, ao longo dos séculos, a sua existência, mas é ainda considerável a quantidade de documentos que referem a sua passagem pelo trono papal. A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos, do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Na galeria das mais extraordinárias e controversas figuras do Ocidente, a papisa assume contornos enigmáticos e fascinantes.


Esta é a história de uma mulher que nasceu fora do seu tempo. Uma mulher inteligente, lutadora, forte, numa altura em que isso não se pedia das mulheres. Do sexo feminino apenas se pedia que tivessem muitos filhos, sobretudo varões, e que arrumassem a casa. Por isso mesmo, nem lhes davam mais liberdade para fazer qualquer outra coisa. Joana quis ir mais além, sobretudo no conhecimento, na resposta aos seus porquês. Com o seu irmão mais velho aprendeu a ler e a escrever e mais tarde com um preceptor acabou por aprender latim e grego fluentemente (o que nem todos os eruditos sabiam). Mas o facto de ser mulher as portas estavam fechadas para ela. No entanto, bafejada pela sorte, Joana consegue entrar numa escola, onde ela é a única rapariga. Aí tem à sua disposição vários livros para se cultivar ainda mais. Mas também é aí que se apaixona, embora seja um relacionamento sem futuro. Quando a terra onde estava foi atacada pelos normandos Joana ficou sozinha e foi aí que decidiu fazer-se passar de homem. Joana sente que esta poderá ser a única oportunidade de seguir com o que mais gosta: o conhecimento.
E de Joana passou a João Anglicus.
Mais tarde, os seus vastos conhecimentos em medicina depressa chegam aos ouvidos do Papa Sérgio e acabam por abrir-lhe as portas por ser o seu braço direito. Daí a tornar-se Papa foi um salto. No entanto, Joana nunca esquece o seu grande amor e uma noite de loucura acaba por resultar numa gravidez, que viria a resultar na sua própria morte, dois anos após ter sido eleita Papa, em 853.
A história da Papisa Joana surpreendeu-me embora já tivesse umas ‘luzes’ sobre o assunto. Acredito piamente que tenha existido um Papa que tenha sido mulher, até porque há e houve sempre muitos segredos dentro do Vaticano que nunca serão revelados. Segundo um cronista do século XIII, Joana ocupou o cargo durante dois ou três anos, entre o Papa Leão IV e o Papa Bento III (anos de 850 e 1100).
Uma das evidências mais interessantes a respeito da existência de Joana é o decreto que foi publicado pela corte de Roma, proibindo que se colocasse Joana no catálogo dos papas: "Assim, acrescenta o sensato Launay, não é justo sustentar que o silêncio que se guardou sobre essa história, nos tempos que seguiram imediatamente o acontecimento, seja prejudicial à narrativa que mais tarde foi feita. É verdade que os eclesiásticos contemporâneos de Leão IV e de Bento III, por um zelo exagerado pela religião, não falaram nessa mulher notável; mas os seus sucessores, menos escrupulosos, descobriram afinal o mistério..." Isso vem provar que possa realmente ter existido uma mulher Papa.


Classificação: 4/5

domingo, 1 de março de 2009

Tudo por amor - Jodi Picoult

Sinopse
Nina Frost é delegada adjunta do Ministério Público, acusa pedófilos e todo o tipo de criminosos que destroem famílias. Nina ajuda os seus clientes a ultrapassar o pesadelo, garantindo que um sistema criminal com várias falhas mantenha os criminosos atrás das grades. Ela sabe que a melhor maneira de avançar através deste campo de batalha vezes sem conta, é ter compaixão, lutar afincadamente pela justiça e manter a distância emocional.
Mas quando Nina e o marido descobrem que o seu filho de 5 anos foi vítima de abuso sexual, essa distância é impossível de manter e sente-se impotente perante um sistema legal ineficiente que conhece demasiado bem. De um dia para o outro o seu mundo desmorona-se e a linha que separa a vida pessoal da vida profissional desaparece. As respostas que Nina julgava ter já não são fáceis de encontrar. Tomada pela raiva e pela sede de vingança, lança-se num plano para fazer justiça pelas próprias mãos e que a pode levar a perder tudo aquilo por que sempre lutou.

Críticas de imprensa:
“Os personagens de Picoult são tão absorventes que o leitor espera poder encontrá-los de novo.”
USA Today

“Picoult tem uma escrita fina, atenção ao pormenor e uma grande compreensão da delicadeza e complexidade das relações humanas.”

“Tudo por Amor, em última análise, é um romance sobre a maternidade e todas as suas complexidades… explora com grande sentimento a profunda crise moral de uma mãe.”


Comentário:
Uma história fascinante que mostra o que uma mãe e um pai podem fazer para demonstrar o amor que sentem pelos seus filhos e lutarem pelos seus direitos e segurança.
Nathaniel, filho de Nina e Caleb Frost, deixou de falar. Os seus pais estranharam a situação e começaram a investigar os motivos das mudanças comportamentais da criança. Descobrem que o filho foi vítima de abuso sexual. A partir daí, a advogada Nina Frost não descansa enquanto não descobre o responsável.
As interrogações e dúvidas começam. Quando o possível culpado é descoberto, Nina Frost, toma uma atitude que vai determinar o restante desenrolar da história. História esta que, até ao seu final, não pára de surpreender o leitor com as constantes novidades e factores que a autora vai acrescentando ao enredo. Já para não falar das explicações constantes e verídicas que justificam os factos do caso.
O final, tendo em conta a trama, revela-se inesperado.
Como agora é muito frequente adaptar livros ao cinema, este livro de Jodi Picoult daria certamente um excelente enredo para um filme.

Classificação: 5/5

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Coraline e a Porta Secreta - Neil Gaiman

Sinopse: Na nova casa de Coraline Jones existem vinte e uma janelas e catorze portas. Treze podem-se abrir livremente e uma está sempre fechada. Certo dia, Coraline decide investigar o que existe para lá desta porta misteriosa e descobre uma passagem secreta para outra casa exactamente igual à sua, contudo muito diferente... Nesta casa encontra uma série de coisas muito, muito estranhas, e, outros pais na aparência exactamente iguais aos seus... Esta brilhante história, referida por muitos como uma versão moderna de Alice no País das Maravilhas deu origem a uma empolgante adaptação cinematográfica.



Coraline é uma jovem rapariga e, como todos os jovens, anda à procura de novas aventuras. Então decide atravessar uma porta secreta, existente na sua nova casa. Lá descobre uma outra versão de uma outra vida, que poderá ser a sua. Descobre outros pais que, apesar de serem fisicamente parecidos, no resto nada são iguais. À primeira vista, aquela realidade parece mais atractiva à jovem Coraline. Ali os animais falam, a mãe apenas faz refeições que Coraline gosta, as duas vizinhas são novas e bonitas… No entanto, a jovem começa a descobrir que a sua outra mãe a quer a todo o custo, nem que para isso prenda os seus pais verdadeiros para todo o sempre. A salvação deles está dependente de Coraline, que munida de uma grande determinação e coragem, vai conseguir salvá-los e voltar de novo para casa.

Coraline é um livro que retrata as relações entre pais e filhos e mostra que a comunicação entre ambas as partes é essencial. Na sua vida presente, os pais não têm muito tempo para ela, mandando-a, muitas vezes, brincar sozinha, deixando-a com as suas próprias explorações. O livro mostra o quanto é importante estabelecer relações de afecto entre pais e filhos. Um livro para ler e reler em família.


Classificação: 3/5



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Prémio


1 – Ambas as Marias são jornalistas.
2 – Ambas as Marias adoram livros.
3 – As estantes das duas Marias estão-se a tornar exíguas para os muitos livros que têm.
4 – A Maria Manuel é coleccionadora de canetas e relógios e a Maria Manuela de globos de água.
5 – A Maria Manuel adora gatos e a Maria Manuela se puder evita-os…
6 – A Maria Manuela adora comer e a Maria Manuel está a fazer dieta.

Quanto à atribuição do prémio a outros blogues, as Marias decidiram dedicar o “Prémio 66” a todos aqueles que visitam o nosso cantinho dedicado ao mundo dos livros.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Arte de Matar – Jonathan Santlofer


Sinopse:
Há muito que Kate McKinnon trocou o seu trabalho como detective da Polícia de Nova Iorque pela sua paixão pela história da arte. Mas quando uma pintura que doara ao Museu Modernista aparece vandalizada e outros crimes relacionados, incluindo homicídio, se sucedem, Kate sabe que pode combinar a sua experiência e os seus conhecimentos de ambos os mundos para ajudar a descobrir quem é o responsável. A Arte de Matar inclui ilustrações do autor que traçam um percurso de crescente suspense e que, combinadas com um enredo que retrata o submundo do meio artístico nova-iorquino, criam um novo thriller magistral.Jonathan Santlofer é um artista plástico muito conhecido e respeitado cujos trabalhos se encontram expostos, entre outros, no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, e no Institute of Contemporary Art, em Tóquio. Um incêndio numa galeria de arte em Chicago há alguns anos destruiu-lhe um grande número de obras, o que o levou a procurar refúgio criativo na escrita. Actualmente é considerado um dos escritores mais inventivos e originais do género e os seus livros encontram-se publicados em treze países.

Comentários:

Maria Manuela

Ok, eu confesso que a outra Maria já terminou de ler o livro há dez dias e que esteve a aguardar que eu terminasse para apresentar o seu comentário juntamente com o meu. Ela ADORA este género de literatura e, a mim, também não me desagrada de todo.

“A arte de matar” revelou-se um livro bem interessante com uma componente histórica em termos do mundo da Pintura bastante forte. Trata-se de uma história que parte de factos reais, como a existência da Escola de Nova Iorque, e que com o constante desenrolar dos acontecimentos prende o leitor.
Kate McKinnon pretendia escrever um livro sobre essa Escola e, de um momento para o outro, vê-se envolvida num novo processo policial envolto de roubos e crimes ligados ao mundo artístico.
Inicialmente, o objectivo do “Esfaqueador” passava apenas por destruir algumas obras dos pintores da Escola de Nova Iorque, mas depressa, as vítimas passaram a ser também os compradores e os autores dessas obras.
Trata-se de um livro que possui um enredo bem delineado, bem conseguido e com um final surpreendente em que, a cada momento, o leitor julga que já descobriu quem é o culpado. Mas, logo um novo facto surge ou acontece e tudo muda.
De referir que as imagens que ao longo do livro vão ilustrando a história, tornam-na ainda mais enriquecedora e cativante.
O envolvimento de Kate McKinnon na investigação policial teve que ser conciliado com a confusão de sentimentos que vivia na altura devido ao falecimento do marido Richard, também ele um apreciador de arte.
Este foi o primeiro livro que li de Jonathan Santlofer confesso que gostei.

Quanto à outra Maria, peço-te desculpa por ter demorado tanto tempo a terminar a minha leitura do livro.
Prometo que numa próxima leitura conjunta vou tentar ser mais célere :)

Maria Manuel
Kate Mckinnon há muito tempo que se tinha afastado do seu trabalho na polícia de Nova Iorque. Mas depois de um misterioso caso de destruição de uma tela de Willem de Kooning, que tinha doado ao Museu Modernista, e outra de Franz Kline, propriedade dos amigos Nicholas e Marci Starrett, muda de ideias e decide fazer parte da investigação. A destruição do quadro de Franz Kline faria ainda uma vítima, Nicholas Starret, que apanhara o criminoso em flagrante delito.
Assim, deixa a pacata vida de historiadora de arte, apresentadora de um programa na televisão e escritora, e passa a fazer parte da equipa de investigação.
A arte como pano de fundo, artistas da Escola de Nova Iorque, como Jackson Pollock, Franz Kline, Gorky, Philip Zander, Kate começa a desvendar o misterioso criminoso. Primeiro descobre que os assassinatos e destruição das telas estão todos relacionados com a Escola de Nova Iorque, o mais importante grupo americano expressionista abstractos, curiosamente o grupo sobre o qual ela própria estava a escrever. Depois constata que antes do acto, o criminoso enviava telas com pistas sobre as suas próximas vítimas.
Não li a Anatomia do Medo, um livro bastante publicitado e do mesmo autor, mas fiquei com uma grande curiosidade de ler mais sobre Jonathan Santlofer. A sua escrita é bastante interessante e a ideia de colocar os esboços das telas sobre as quais incide a investigação é bastante original e dá mais fôlego à trama.
Maria estás perdoada :) A leitura deve ser feita com calma e quando nos dá prazer. Além disso, de certeza que tive mais tempo para o ler do que tu. Outras leituras virão.
Classificação: 4/5

Livros apreendidos… onde pára a liberdade de expressão?

A PSP de Braga apreendeu esta semana numa Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições alguns exemplares de um livro sobre pintura por, alegadamente, considerar a sua capa pornográfica e pelo facto de esta se encontrar exposta publicamente. Capa essa que mostra a imagem de um dos quadros do pintor Gustave Courbet, em que se vê uma mulher nua.
Courbet, um socialista convicto, ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, com o quadro "A Origem do Mundo" abalou o meio artístico, tendo a sua exposição pública sido proibida na época. Hoje, pelos vistos, a censura continua…
Será que as livrarias que têm o livro à venda também o devem ter escondido? Ou no caso de o terem exposto estão sujeitas a que os agentes de autoridade apreendam esses exemplares?
O quadro de Gustave Courbet, pintado em 1866, encontra-se exposto no Museu D'Orsay, em Paris. Eu questiono: será que naquele Museu é permitida a entrada a menores de 18 anos?Melhor do que este caso, só mesmo o da Ministra da Educação ter censurado a utilização de imagens de mulheres, numa sátira ao computador “Magalhães”.
Mas afinal em que sociedade vivemos? Onde é que está a liberdade de expressão?
É pena que considerem criminoso uma capa que exibe o corpo de uma mulher, quando o corpo da mulher é por diversas vezes e em inúmeras situações tão banalizado… e sem que ninguém faça nada.
Se a lei portuguesa impede a exposição em praça pública de objectos de conteúdo pornográfico, por que razão é que é permitido nos canais de televisão portuguesa esse tipo de conteúdos?!?! Quando não são conteúdos bem piores, como os filmes que incentivam à guerra e à morte!!!!
Ah! Pois… a famosa bolinha vermelha!!! Se tiver a bolinha vermelha então já pode ser exposto/visionado publicamente.
Pronto! Está aí a solução… Faça-se uma nova edição do livro com a capa do quadro de Courbet, mas com uma bolinha vermelha num dos cantos superiores.Isto, já para não falar no caso dos conteúdos que podem ser facilmente encontrados na Internet… e de fácil acesso a menores de 18 anos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Rapaz do Pijama às Riscas - John Boyne



Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas.
Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…

15 de Abril de 1934. O destino de duas crianças traça-se logo à nascença. Um rapaz de uma família poderosa e com influência na Alemanha, filho de um militar nazi; e um rapaz, filho de um relojoeiro Polaco, que tem a ‘má’ sorte de nascer judeu, na era do holocausto.
No início da sua vida são ambos crianças felizes, embora vivam em mundos completamente diferenciados. Bruno tem três amigos com quem gosta muito de brincar e Shmuel vivia num pequeno apartamento na Polónia juntamente com os pais e o seu irmão Josef.
Até que um dia tudo muda na vida destas duas crianças, quando têm precisamente nove anos de idade. Bruno muda-se, juntamente com a restante família para uma casa isolada, situada mesmo ao lado de um campo de concentração na Polónia e é aí que conhece Shmuel, um rapaz que está do outro lado da rede, e anda sempre com um fato às riscas, parecido com um pijama.
Aos olhos de Bruno, que se vê cada vez mais entediado naquela casa sem as condições que tinha em Berlim, o mundo é muito melhor para o seu amigo. Uma das razões é que ele não está sozinho, tem muitos amigos para poder brincar, enquanto que ele não tem ninguém daquele lado da rede, excepto a companhia da sua irmã Gretel. Este livro é feito através dos olhos e da inocência de um rapaz que não se apercebe da tão crua realidade à sua volta e que sem maldade acaba por ser por vezes insensível para com o seu amigo judeu. No entanto, também será essa amizade que vai mudar completamente a vida de Bruno e o resto da sua família. Um final surpreendente.

«Quem são aquelas pessoas lá fora? […] As pessoas que eu vejo da minha janela. Lá ao longe, nos barracões. Todas vestidas de igual.[…] ah, essas pessoas […] Essas pessoas… bem, nem sequer são pessoas, Bruno.»


«De qualquer maneira, não percebo porque é que estás tão ansioso por vires para este lado – disse Shmuel – Isto aqui não é nada agradável. […] Não sabes o que é viver na minha casa – disse Bruno. – Para começar, não tem cinco andares, tem só três. Como é que alguém pode viver num sítio tão pequeno?»


O Rapaz do Pijama às Riscas foi originalmente publicado no Reino Unido em 2006, simultaneamente em edições para jovens e para adultos. Encontra-se actualmente traduzido em 36 línguas e vendeu até à data mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.
Esteve 76 semanas no 1.º lugar da lista de bestsellers da Irlanda, foi o livro mais vendido de Espanha em 2007 e 2008, e figurou em dezenas de listas de bestsellers um pouco por todo o mundo, incluindo a prestigiada lista do New York Times, onde alcançou o 1.º lugar em Novembro de 2008. Foi vencedor de dois prémios literários na Irlanda (o “Children’s Book of the Year” e o “People’s Choice Book of the Year”), bem como do “Bisto Children’s Book Award” e foi nomeado para mais 15 prémios literários internacionais.

Classificação: 5/5

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Morreu escritora Isabel Paço d`Arcos


A escritora Isabel Paço d'Arcos, de 56 anos, especializada em temas relacionados com o esotérico, faleceu hoje de madrugada no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa.
Isabel Paço d'Arcos, irmã do também escritor Carlos Paço d’Arcos, escreveu diversos ensaios e livros sobre o esotérico, dos quais o mais conhecido é "Um amigo no Além", editado pela Pergaminho.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Morreu o poeta Fernando Pinto Ribeiro



O poeta Fernando Pinto Ribeiro, autor de várias letras para fado, morreu em Lisboa, aos 80 anos, vítima de doença prolongada. Nascido em 1928 na Guarda, começa a rimar desde muito jovem, tendo escrito o seu primeiro soneto a que dão título “Soneto dos 15 anos”.
Colaborou nas revistas Flama, Páginas Literárias e Panorama, em jornais como o Diário de Notícias, Diário Ilustrado e em vários jornais regionais. Foi ainda director da Revista de Letras e Artes “Contravento”, em 1968, da qual apenas saíram 4 números.
Escreveu para diversos cantores portugueses de fado e de música popular, como Ada de Castro, Anita Guerreiro, Simone de Oliveira, António Mourão, Tonicha, Arlindo de Carvalho, Artur Garcia, Beatriz da Conceição, Lenita Gentil, Pedro Moutinho e Tristão da Silva.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Ano tem Doze Homens – Martina Paura



Da calma aparente de uma Dona de Casa Desesperada à vida de glamour de O Sexo e a Cidade bastou uma conjugação astrológica muito especial…

Pia escreve horóscopos para uma revista feminina e tem uma vida confortável ao lado do seu namorado Stefan. Mas o dia de Natal tem para a jovem planos muito diferentes daqueles que ela traçara; planos que incluem um relógio frito, um anel inoportuno e uma intempestiva saída de casa. Tudo piora quando Stefan se apaixona por outra mulher. Pia decide então reinventar-se. Para isso, faz uma aposta com a sua melhor amiga: Pia, a astróloga, envolver-se-á com um representante de cada signo; está, contudo, proibida de se apaixonar… o que não é assim tão simples, porque encontros de uma noite podem ser mais do que mera diversão. Além disso, os sentimentos de Pia têm sempre a mania de se meter pelo meio. Depois de doze meses de astrologia romântica, as estrelas parecem estar finalmente bem posicionadas e, nessa altura, Pia vai ter de tomar a mais importante decisão da sua vida.

Após Stefan ter terminado o namoro, Pia uma jovem pacata, tímida, decide mudar de vida.
Na passagem de ano Pia aposta com a sua melhor amiga Tanja que, até ao fim do próximo ano vai ter na cama pelo menos um homem de cada signo, excepto Capricórnio, signo do seu ex-namorado.
A partir daí, todos os meses, Pia conhece homens com personalidades completamente diferentes, que a marcam positiva ou negativamente. Desde um físico que só a quer apenas para passar umas boas noites de sexo (e por quem ela quase se apaixona) até a um jardineiro extremamente romântico que lhe enche a casa de flores e poemas e que ela tem de inventar uma falsa gravidez para se ver livre dele… ou o leão masoquista que apenas quer ser castigado, Pia encontra de tudo. No entanto, todos estes homens não a fazem esquecer o seu amor por Stefan.
Em cada mês Pia encontra uma situação quase sempre hilariante. O livro fez-me rir por várias vezes, devido às situações estranhas e engraçadas pelas quais a protagonista passa constantemente.

Classificação: 3/5

Mastroianni… nome virou adjectivo

"O Dia Mastroianni" é o segundo romance do brasileiro João Paulo Cuenca.No seu novo romance, o nome do actor italiano Marcello Mastroianni é “transformado” em adjectivo para caracterizar 24 horas na vida de dois rapazes que vagueiam por uma cidade. “Mastroianni” revela-se o símbolo de uma forma de fruir a vida.O livro foi publicado pela editorial Caminho. Sinopse:«Como se pode viver assim, sem poder distinguir o verdadeiro do falso?», interroga, e interroga-se, um dos personagens de “O Dia Mastroianni”.Relatando 24 horas da vida de Pedro Cassavas e Tomás Anselmo, João Paulo Cuenca faz o retrato de uma geração. Como observou Fabrício Carpinejar, «o problema hoje não é não ter assunto para escrever, é não ter vida para definir e fundamentar uma história.A partir das 24 horas de peripécias dos amigos Pedro Cassavas e Tomás Anselmo, Cuenca cria um romance picaresco. [...] Os parceiros circulam do arrebatamento ao nojo e vice-versa. Volúveis, voláteis. Ao mesmo tempo em que alfineta a ausência de atitude e engajamento da nova geração, que prefere ficar em casa dos pais e casar tarde, Cuenca indica um alto grau de cumplicidade que anula o moralismo. Critica e se diverte (e não deixa de se inserir como vítima da própria crítica)».

Se fosse um livro qual seria...

As Marias aceitaram o desafio da Rádio Comercial "Se fosse um livro qual seria...".
Eis os resultados:

Maria Manuela




Maria Manuel

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Albatroz lança “Lágrimas do Darfur”



Para lançar a sua nova chancela, a Albatroz, a Porto Editora publicou o livro "Lágrimas do Darfur" de Halima Bashir, que está disponível a partir de hoje (19 de Fevereiro), pelo preço 13,90 euros.

Sinopse:
Como será viver na pele os horrores do genocídio?
“Lágrimas do Darfur” é uma extraordinária e poderosa descrição das barbaridades que estão a ser cometidas no Oeste do Sudão; o primeiro relato escrito de uma mulher africana que sobreviveu ao inferno do Darfur e que chegou a desejar a própria morte.
Nascida numa pequena aldeia do Sul do Darfur, no seio de uma família abastada, Halima Bashir - apesar de ter sido vítima de um dos mais bárbaros costumes tribais, a excisão, a que foi submetida com apenas oito anos - viveu uma infância feliz e despreocupada. Graças ao apoio do pai, prosseguiu os estudos e formou-se em Medicina aos 24 anos, no ano em que o conflito étnico ganhou forças.
Longe iam os dias de coexistência pacífica entre Árabes e Africanos; no seu lugar estava agora um mundo de brutalidade, terror e morticínio patrocinado pelo governo sudanês. Quando a escola da aldeia para onde foi transferida em serviço é atacada e crianças entre os 8 e os 13 anos são selvaticamente violadas pelas milícias Janjaweed, enquanto os soldados governamentais impedem as famílias de as socorrerem, Halima denuncia ao mundo tamanho horror.
Este foi o seu delito, pelo qual pagou um preço terrível - foi presa e durante dias torturada e violada, uma táctica comum nesta região, considerada pelas Nações Unidas um crime de guerra e um crime contra a Humanidade.
Este documento de Halima Bashir é um grito de alerta contra o esquecimento e um despertar das consciências para um dos maiores dramas do século XXI.

Marias recebem e retribuem prémios





Prémio "BLOG DE OURO"

Obrigada ao blog Chocolate para a alma
(http://chocolateparaalma.blogs.sapo.pt/)



Prémio "VALE A PENA ACOMPANHAR ESTE BLOG"

As Marias agradecem aos blogues:
Viajar pela leitura
(http://viajarpelaleitura.blogspot.com/)
Floresta das leituras
(http://florestadasleituras.blogspot.com/)
Mil livros, um sonho
(http://viagemnasleituras.blogspot.com/)
Conta-me histórias
(http://contamehistorias.blogspot.com/)
Livros e leituras
(http://olharoslivros.blogspot.com/)





Prémio "DARDOS"

As Marias agradecem ao blog Mil livros, um sonho
(http://viagemnasleituras.blogspot.com/)





Obrigada a todos pela atribuição dos prémios.

Depois de muito ponderarem, as Marias chegaram à conclusão que não iriam estar a seleccionar blogues para atribuir estes prémios, tal como é previsto.
Assim, as Marias decidiram que estes prémios devem ser partilhados com todos aqueles que diariamente visitam o blog "Leituras das Marias", que com elas partilham o gosto e a paixão pela leitura e que divulgam o que de melhor ela tem nos seus blogues.
Por isso, PARABÉNS A TODOS os blogueiros literários e esperamos que continuem a visitar o nosso cantinho dedicado aos livros e seus afins!

As Marias


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Caminho edita "Canta o galo gordo"

Para incentivar os pequenotes à leitura, Inês Pupo e Gonçalo Pratas escreveram e compuseram "Canta o galo gordo". Trata-se de um livro/CD com 16 poemas musicados que a Caminho acaba de editar.
"Canta o galo gordo - poemas e canções para todo o ano" é um livro para crianças, com ilustrações de Cristina Sampaio, que conta histórias sobre a família, as estações do ano, festividades e tradições.
O livro é acompanhado de um CD, no qual Gonçalo Pratas interpreta cada um dos 16 poemas/histórias, acompanhado por convidados como Cristina Branco, Celina Piedade, Filipe Raposo, Francisco Santos e João Pupo, Luís Peixoto e Vasco Casais.
Gonçalo Pratas é professor num jardim infantil em Lisboa e Inês Pupo é psicóloga e psicoterapeuta.
Destinado a um público até aos seis anos, o livro inclui poemas sobre as férias, os avós, os meses e as cores, mas também sobre o Natal, o São Martinho e o Pão por Deus.
Gonçalo Pratas e Inês Pupo trabalham na área da infância há cerca de dez anos, tendo editado já o projecto "Buscapólos", com música para poemas de José Jorge Letria.
"Canta o galo gordo – poemas e canções para todo o ano" será apresentado a 3 de Março no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.

Morreu o escritor sudanês Al-Tayyeb Salih

O escritor Al Tayyeb Salih faleceu hoje em Londres, aos 80 anos, após doença prolongada. O romancista sudanês tornou-se um dos nomes mais consagrados da literatura árabe.
Oriundo de uma família de agricultores, a sua intenção era seguir as pegadas do pai. Contudo, licenciou-se em Literatura e especializou-se na área do jornalismo. Após um breve período em que trabalhou como professor, mudou-se para Londres onde trabalhou na BBC, no Serviço Árabe daquela estação. Na sua carreira profissional exerceu ainda os cargos de director geral de informação no Qatar, no Golfo Pérsico, e representou a UNESCO também no Golfo Pérsico.
De Al-Tayyeb Salih está traduzido em português, pela editora Cavalo de Ferro, o romance "Época de migração para norte", que o tornou mundialmente conhecido e que a UNESCO integrou na sua Série de Obras Representativas da Humanidade.
Em 2001, “Época de migração para norte” foi seleccionada por um painel de escritores e críticos árabes como o romance árabe mais importante do Século XX, sendo ainda hoje uma obra proibida em diversos países do Médio Oriente e de África, por alegadamente conter cenas sexualmente explícitas.

"O último voo do flamingo" de Mia Couto vai ser adaptado ao cinema

O romance "O último voo do flamingo" do escritor moçambicano Mia Couto, vai ser adaptado para o cinema pela Fado Filmes. As filmagens começam a 18 de Março em Marracuene (Moçambique) e a realização estará a cargo do moçambicano João Ribeiro, que com esta obra se estreia na longa-metragem.
A escolha dos actores está a ser feita em Portugal, no Brasil, Moçambique e Angola e o filme deverá estar concluído antes do final do ano.
Para concretizar este projecto a produtora Fado Filmes conta com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), da RTP, VídeoFilmes (do realizador brasileiro Walter Salles) e da Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE).

Novidades Ministério dos Livros





Durante o mês de Fevereiro o Ministério dos livros, Grupo Saída de Emergência, na compra de dois livros oferece "Os dias do amor", recolha, selecção e organização de Inês Ramos e Prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho.
Das novidades para o mês de Fevereiro destacam-se os títulos: Hitler - O Sonho do Führer, O Pesadelo do Mundo, de Giulio Ricchezza; A Vida Dramática dos Reis de Portugal, de José Brandão; Perdidos na Amazónia, de Stephen Kirkpatrick e Marlo C. Kirkpatrick; No Me Callo!, de Hugo Chávez; António A Biografia do Santo do Amor, de
Fernando Nuno; O Julgamento de Inês de Castro, de Artur Pedro Gil; Abraão O Pai das Três Religiões, de Bruce Feiler; e Kalevala (Ellias Lönrott.

Obra completa de Lopes-Graça em livro

“Tábua póstuma da obra musical de Fernando Lopes-Graça” é o nome do livro, com cerca de 440 páginas, que foi posto recentemente à venda e que inclui todas as obras do compositor português falecido em 1994.
O referido livro foi iniciado pelo próprio músico e concluído por Romeu Pinto da Silva, e inclui fotos inéditas. Pode ver a notícia na íntegra no JN de hoje.

Autor do livro "Guia da Barcelona de Carlos Ruiz Zafón" em entrevista ao JN

Sergi Doria escreveu "Guia da Barcelona de Carlos Ruiz Zafón", um itinerário sobre os locais e as personagens dos livros do escritor espanhol mais popular de hoje. Pode ver a entrevista na íntegra aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

“A solidão dos números primos” no cinema

Especialista em Física de Partículas, Paolo Giordano decidiu escrever um livro aos 27 anos. “A solidão dos números primos” foi um livro escrito com base em histórias resultantes de amigos e pessoas próximas ao autor.
O que Paolo Giordano não contava é que o seu livro fosse o vencedor da 62.ª edição do Prémio Strega e recebesse uma menção honrosa no Prémio Campiello. Ambas as distinções ocorreram em 2008.
Agora, o livro do licenciado em Física vai ser adaptado ao cinema. Os direitos para a adaptação da obra ao cinema já foram vendidos e a rodagem do filme vai começar ainda este ano. A realização estará a cargo de Saverio Costanzo, o mesmo de "Private", obra premiada na edição de 2005 do Indie Lisboa.

Sinopse: “Alice é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva, mas um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre.
Mattia é um menino muito inteligente cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la. Estes dois episódios irreversíveis marcarão a vida de ambos para sempre. Quando estes “números primos” se encontram são como gémeos, que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender.”

Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar novo livro de Lobo Antunes a publicar em Outubro

«…acabam os romances, acabam as crónicas, acaba tudo e não publico mais nada. A minha voz falada ou escrita já não se ouvirá mais.» Em entrevista ao jornalista do Diário de Notícias, Lobo Antunes refere que daqui a dois anos não publica mais livros. Pode ver a peça na íntegra aqui.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cotovia com livros em saldo

Para assinalar os seus 20 anos, as Edições Cotovia, estão a realizar descontos na aquisição de livros novos ou manuseados.
Os livros do catálogo encontram-se com descontos de 20 a 40%. Podem ainda ser adquiridos livros manuseados a €1, €2, €3, €4 e €5.A iniciativa decorre até ao próximo dia 14 de Fevereiro. Os livros podem ser adquiridos na livraria das Edições Cotovia, na Rua Nova da Trindade, n.º 24 em Lisboa, de segunda a sexta das 9 às 20 horas e, aos sábados, das 10 às 18 horas.

Frente e Verso com a revista Visão

A partir de hoje, dia 12 de Fevereiro, a revista Visão, à semelhança do que vem acontecendo com a Sábado, lança a colecção Frente e Verso. São oito livros contendo dois títulos em prosa e verso de autores portugueses. O primeiro livro é grátis e os restantes têm um preço simbólico de 50 cêntimos. Os autores e livros escolhidos pela revista são:


• Manuel Alegre - A terceira Rosa (prosa) / Livro do Português Errante (poesia) - dia 12 de Fevereiro;
• Nuno Júdice - O Anjo da Tempestade (prosa) / Pedro, Lembrando Inês (poesia) - dia 19 de Fevereiro; Mia Couto - O Fio das Missangas (prosa) / Raiz de Orvalho e Outros Poemas (poesia) - dia 26 de Fevereiro;
• Maria Teresa Horta - Antologia de Contos (prosa) / Só de Amor (poesia) - dia 5 de Março;
• Mário Cláudio - O Anel de Basalto (prosa) / Dois Poemas (poesia) - dia 12 de Março;
• Ondjaki - O assobiador (prosa) / Há prendisajens com o Xão (poesia) - dia 19 de Março;
• João Melo - The serial Killer (prosa) / Auto-Retrato (poesia) - dia 26 de Março;
• Fernando Pinto do Amaral - Contos (prosa) / Poemas Escolhidos (1990-2007) (poesia) - dia 2 de Abril.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O carteiro de Pablo Neruda - António Skármeta

Sinopse: A vida na Ilha Negra é demasiado aborrecida para Mario Jimenez, um jovem pescador que procura uma forma de subsistir sem ter de se dedicar à pesca, como a maior parte dos habitantes da ilha.
Mario decide abandonar o seu ofício para se converter no carteiro da ilha, onde só Pablo Neruda recebe correio. Mario e o poeta entabulam uma singular relação. Mario aprende com Neruda o que é uma metáfora e pede-lhe ajuda e conselhos para conquistar a jovem Beatriz. Entretanto, Salvador Allende ganha as eleições e as mudanças políticas sucedem-se vertiginosamente no país até acabarem por afectar gravemente as vidas dos habitantes da Ilha Negra.

Há já alguns anos que tinha assistido ao filme “O carteiro de Pablo Neruda” e recordo-me que na altura gostei.
Decidi ler o livro. Confesso que ao contrário do que costuma suceder (em que prefiro o livro à versão cinematográfica), não apreciei muito o livro.
Trata-se de um livro com poucas páginas, que facilmente se lê e, no início, ainda dá um ar da sua graça principalmente nos diálogos entre o carteiro Mario e Pablo Neruda. Mas, à medida que a história vai avançando, essa graça vai-se perdendo.
Apesar da desilusão que tive ao ler o livro, esta leitura suscitou-me a curiosidade para ver de novo o filme que tanto apreciei…

Classificação: 2/5

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Um Amor Assassino - Julie Garwood



A inversão dos instintos, a ausência de afectos. Jill abandonou a filha com apenas três anos de idade. Diabólica sedutora tenta, mais tarde, raptar a própria filha, Avery, assassinando a avó que tomara conta dela. Essa menina, amada e abandonada, disputada, sobrevive tornando-se uma arguta analista criminal do FBI. Por incrível que pareça a filha de uma sociopata cresce equilibrada, justa. Mas o passado persegue ainda Avery. O desaparecimento da tia - que tanto ama - levam-no a um perturbante encontro com a mãe e um vicioso assassino. A vingança de Jill ainda não terminou. Terá uma filha de sujar as mãos com o sangue da mãe? Ou será Jill capaz de tirar a vida àquela que viu nascer?
Inteligente, ponderada, atenta a cada detalhe. Avery Delaney é uma das melhores analistas criminais do FBI. Recolhe as provas com rigor, decifra-as, traça o perfil do criminoso, não teme a verdade. A vida testou-a, afinal, desde criança. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó e pela tia. Quando tinha 11 anos de idade a mãe, e o seu amante, tentaram raptá-la acabando por assassinar a avó e ferindo Avery. Ela sobreviveu, mas as marcas ficaram.
Aliciada para umas férias nas montanhas do Colorado, a sua tia, Carolyn, desaparece misteriosamente. O seu coração dói de tanta preocupação, mas Avery tem, mais uma vez, de agir com racionalidade e usar todos os seus recursos de criminalista para descobrir o paradeiro da tia. Cruza-se então com um antigo agente da CIA, John Renard, que segue no encalço de um perigoso assassino conhecido por Monk, o monge. John sabe exactamente o tipo de crueldade de que ele é capaz e quando descobre a sua parceria com uma mulher de nome Jill Delaney - a mãe de Avery - decide avisá-la do perigo... Irá ainda a tempo?
Um intenso thriller de suspense e crime, condimentado a romance e emoção. Julie Garwood, autora norte-americana com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, alia, com especial talento, acção e intimidade, medo e coragem. Em «Um Amor Assassino» conta a história de um estranho e perigoso amor entre mãe e filha.

Com uma história à partida interessante, parti para a leitura deste livro com expectativas demasiado elevadas. Isto porque, tendo em conta a sinopse achei que iria defrontar-me com um policial com suspense, e cheio de surpresas. Mas quando entrei a meio do livro nada disso estava a acontecer. A história começou a parecer-me demasiado previsível, sem grandes surpresas e com um enredo muito pobre. Pareceu-me mais uma história de amor do que propriamente um policial.

Classificação: 2/5