segunda-feira, 4 de maio de 2009

Se me pudesses ver agora - Cecelia Ahern

Sinopse:
Elizabeth tem trinta e quatro anos e vive numa casa que ela adora e paga com o dinheiro que ganha no seu bem-sucedido negócio de designer de interiores. A vida não lhe foi fácil. Desde que a mãe os abandonara, Elizabeth acabou de se criar a si própria, enquanto criava também a irmã, Saoirse, e cuidava do pai. Aos dezasseis anos Saoirse engravida. E agora Elizabeth tem o pequeno Luke para criar, uma criança que ela teme que também venha a ser problemática, uma vez que tem um amigo imaginário. Mesmo assim Elizabeth controla tudo na perfeição. Mas agora que Ivan apareceu na sua vida, vai mudá-la de forma que ela nunca podia ter imaginado…
Um conto de fadas moderno da mesma autora de “PS: Eu Amo-te”.

Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 296
P.V.P.: € 15,75

Comentário:
A decoradora de interiores Elizabeth Egan vive em permanente aflição com a sua família. A mãe abandonou-a muito cedo e foi ela quem ajudou a criar a irmã mais nova, Saoirse, que se viria a revelar uma rebelde. Por sua vez, o pai nunca deu grande carinho e apoio às filhas, vivendo os seus dias a aguardar pelo regresso da mulher.
Saoirse engravidou aos 16 anos. A sua vida é um constante rebuliço e é a irmã mais velha que constantemente lhe vai atenuando os golpes. Sem condições quer psicológicas quer financeiras para criar o filho, é Elizabeth que assume a educação do filho de Saoirse. Certo dia o pequeno Luke começa a ter atitudes que preocupam a tia. É aqui que surge Ivan, o amigo imaginário. Quando Elizabeth julga que o facto de Luke falar e rir sozinho, exigir que coloquem mais um prato com comida à mesa (comida essa que não desaparece), são situações temporárias, a tia também é “apanhada”. Elizabeth teve o prazer de conhecer Ivan. Mas, a decoradora nunca o viu como um amigo imaginário e, no final, continua a acreditar que ele realmente existiu. Pois, além de Ivan se ter tornado o seu melhor amigo, confidente e companheiro, mudou por completo o rumo da sua vida, a relação dela com o pai e a sua postura no trabalho.
Mais uma excelente história de Cecelia Ahern que nos prende desde a primeira à última página.
É fascinante como a autora consegue transpor uma situação que habitualmente sucede no mundo dos mais novos, para o campo dos adultos. Isto só vem demonstrar o quão longe pode ir a nossa imaginação…

Excerto:
«Amigos imaginários, amigos invisíveis; chamem-nos o que quiserem. Acreditem em nós ou não. A questão é que isso não é importante. Como a maior parte das pessoas que fazem um trabalho excelente, nós não existimos para que falem em nós e nos elogiem; existimos apenas para servir as necessidades daqueles que precisam de nós. É possível que nem sequer existamos; talvez sejamos apenas uma invenção da imaginação das pessoas; talvez seja pira coincidência crianças de dois anos, que mal conseguem falar, decidirem desatar todas a inventar amigos que só os adultos é que não conseguem ver. Talvez todos aqueles médicos e psicoterapeutas tenham razão ao sugerirem que ajudamos a desenvolver a imaginação deles.
Ou então, talvez haja outra possibilidade que ainda não vos tenha ocorrido e que corrobora a veracidade da minha história. A possibilidade de realmente existirmos. Que estamos aqui para ajudar e auxiliar aqueles que precisam de nós, que acreditam em acreditar e que, por isso, conseguem ver-nos.»
[Ivan]

Classificação: 4/5

2 Comments:

Carla Martins said...

Adorooooo livros que conseguem prender o leitor logo no começo! São poucos os que conseguem, né?

Beijos!

Rosie Dunne said...

livro lindissimo. foi dos que mais gostei de ler ate hoje. e fantastico, mesmo!