segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Resultados do passatempo “A Prisão do Silêncio”

Obrigado a todos os que participaram no primeiro passatempo realizado no blogue “Leituras das Marias”, realizado em parceria com a Editorial Presença e que contou com um total de 203 participações.
Aqui fica a resposta às questões colocadas:

1 – Qual o título original do livro?
Murphy's Boy
2 – Qual o nome e idade do protagonista desta história?
Kevin e tem 15 anos
3 - O que seria necessário para o protagonista ultrapassar os muros que construiu à sua volta?
Um milagre
4 - Quantos livros já vendeu a escritora em Portugal?
100 mil exemplares

Os vencedores do passatempo “A Prisão do Silêncio” são:
52 – Isabel Matias (Amora)
114 – Ana Raquel Romana (Oeiras)
120 – Joana Pinho (Ovar)

Além do nome dos vencedores ser anunciado no blogue, os felizes contemplados foram ainda notificados via email.

Parabéns aos três vencedores!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Leituras conjuntas das Marias de Agosto II

Título: No Teu Deserto
Autor: Miguel Sousa Tavares
Ano de edição: 2009
Editor: Oficina do Livro
Encadernação: Capa mole
N.º de Páginas: 128

O novo «Quase Romance» de Miguel Sousa Tavares. Há viagens sem regresso nem repetição. “Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.» «Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.» «Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.» «Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.» «Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

A opinião de Maria Manuel
"No teu deserto", obra assumidamente autobiográfica, Miguel Sousa Tavares leva-nos em viagem pelo deserto na sua companhia e na de Cláudia, uma rapariga que conhecera pouco tempo antes, mas pela qual criou uma afinidade, que após mais de 20 anos ainda perdura. A viagem, realizada em Novembro de 1987 ao deserto do Sahara num jipe UMM seria uma espécie de uma aventura, com peripécias bastante hilariantes. Desde os acontecimentos do ferry, árabe, que os levaria a Oran, até à chegada a Argel, onde o protagonista ia sendo preso. Na obra, Miguel Sousa Tavares arrisca um romance a quatro mãos, e duas vozes, onde coloca como narradora a própria Cláudia, 15 anos mais nova, da viagem de 40 dias ao deserto. O autor viria mesmo a dizer em entrevistas que o livro «só existe porque ela morreu». O livro esteve quase para não chegar às mãos dos leitores porque esteve dentro do computador que foi roubado ao escritor, em Outubro do ano passado, isto porque numa entrevista dada a Helena Teixeira da Silva ao Jornal de Notícias, Miguel Sousa Tavares disse que durante os dois meses que esteve sem computador não escreveu uma linha. «E não, acho que não rescreveria a história, não teria força anímica para voltar atrás», adianta. No teu deserto é um livro intimista, que se lê em pouco mais de uma hora, e que faz com que o leitor entre também ele na história. Um livro diferente do que Miguel Sousa Tavares nos habituou a ler (Equador e Rio das Flores), mas que arrisco ser a sua melhor obra.

Excerto
“É por isso que não gosto de olhar para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição – quando mais não seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficámos aprisionados no tempo. Suspensos e felizes, como se a felicidade se pudesse suspender carregando no botão “pausa” no filme da vida.” “Mesmo a desordem necessita de uma ordem que lhe dê um sentido para que não seja apenas leviandade.”

Classificação: 4/5


A opinião de Maria Manuela
Na viagem que realizou ao deserto do Sahara, em 1987, Miguel Sousa Tavares conheceu Cláudia, uma jovem bonita de 21 anos. Enquanto o jornalista realizou a viagem por motivos profissionais (ia fotografar para revistas e filmar para a televisão), Cláudia tinha decidido viajar para se afastar «do outro deserto sem fundo» para onde sentia que se estava a precipitar. A jovem queria só viajar, distrair-se, conhecer o deserto e estar com amigos.
O escritor tinha então 36 anos e defende que aquele foi o ano da sua vida em que se sentiu mais novo.
“No teu deserto” revela-se uma espécie de “road-book” da viagem que realizaram juntos, das aventuras, das peripécias e contratempos que tiveram de enfrentar. O escritor conta passo-a-passo tudo o que passaram para chegar até ao deserto.
E coincidência das coincidências, quando Cláudia faleceu (não, não julguem que estou a revelar o final da história, porque é o próprio escritor que o afirma logo no início do livro), Miguel Sousa Tavares encontrava-se no deserto.
Ainda hoje, o escritor guarda religiosamente as fotos dessa aventura, nas quais se encontra Cláudia.
Um livro autobiográfico e que, de tão singelo e natural que é, nos revela uma outra faceta do jornalista/escritor bem conhecido dos portugueses. Além disso, lê-se num ápice.
De referir ainda as ilustrações pontuais que vão surgindo ao longo do livro e que engrandecem a história, já de si enriquecida, com as descrições que o autor foi fazendo dos cenários por onde passaram até chegar ao deserto.

Excertos
“Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter sentido, só resta o nada. E o nada é o nada: conforme se olha, é a ausência de tudo, ou, pelo contrário, o absoluto. Não há cidades, não há mar, não há rios, não há sequer árvores ou animais. Não há música, nem ruído, nem som algum, excepto o do vento de areia que se vai levantando aos poucos - e esse é assustador. Será assim a morte também, Cláudia?”

“Depois disso, voltei onze vezes ao Sahara. Nunca como contigo, nunca tão fundo, tão longe, tão perdidamente. Mas voltei, porque o deserto tornou-se quase um vício e a minha íntima religião, o único divino a que prestava contas e onde me reencontrava. E, de cada vez que pensei em ti e pensei como seria bom, incrivelmente bom, voltar contigo.”


Classificação: 3/5

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lídia Jorge apresenta hoje “Caídos da Mesma Árvore”

Título: Caídos da mesma árvore
Autor: Carlos Porfírio
Chancela: Saída de Emergência
N.º de Páginas: 224
P.V.P.: € 16,91

Hoje, pelas 19 horas, no El Corte Inglés de Lisboa, Lídia Jorge vai apresentar o livro “Caídos da Mesma Árvore”, da autoria de Carlos Porfírio.

Sinopse
Caídos da Mesma Árvore é um romance que gira à volta de um inconveniente encontro entre um grupo de sete amigos e um gangue acabado de fugir de um estabelecimento prisional. Tudo se passa numa quinta, algures no Alentejo, onde Mónica Francesco decide comemorar o seu aniversário. Ao mesmo tempo essa quinta foi eleita como lugar de refúgio para um grupo de prisioneiros procurados pela polícia.
A casa é apenas um cenário onde se assiste à valsa de acontecimentos e ao turbilhão de emoções que envolve dois grupos de pessoas resgatadas num espaço que se vai tornando pequeno demais à medida que as horas passam. As diferenças de cada um tendem a agravar-se nos momentos de perigo, e o medo vai realçar os traços pelos quais cada um pauta a sua conduta moral. Mais do que uma história empolgante, Caídos da Mesma Árvore é uma reflexão sobre comportamentos, sobre o exíguo conhecimento que o ser humano tem sobre si mesmo, sobre o tecido.

Carlos Porfírio
A sua estreia literária deu-se em 2005 com o lançamento do livro "Marcas de Amor". "Caídos da Mesma Árvore" é assim o segundo romance do autor, que nasceu em Lisboa e viveu repartido entre Moçambique, Angola e Portugal, até se radicar definitivamente na cidade que o viu nascer.O autor, licenciado em Economia, divide actualmente o seu tempo entre o Marketing e a Literatura, mas sonha um dia poder dedicar-se exclusivamente à escrita.

Colecção Portugal Futuro

A sala Vermelha do Teatro Aberto, em Lisboa, acolhe amanhã, pelas 21h45m, a apresentação dos três primeiros livros da colecção PORTUGAL FUTURO, dirigida por António José Teixeira. O “Elogio da Política”, da autoria do ex-presidente da República, Mário Soares, será apresentado pelo Professor José Joaquim Gomes Canotilho. “Contrato Sentimental”, da escritora Lídia Jorge será apresentado pelo Professor José Gil e “Recado a Penélope”, de Cunha Rodrigues, será apresentado pelo Professor Rui Alarcão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Leituras conjuntas das Marias de Agosto I

Título: Eu e as mulheres da minha vida
Autor: Tiago Rebelo
Data da 1ª Edição: 13/11/2003

Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 227
P.V.P.: € 14,96

Sinopse
Quem é que, tendo uma vida banal, não sonha com outra mais extraordinária? Que circunstâncias na vida de uma pessoa fazem com que esta se altere de um momento para o outro, quando já nada o faria prever? É destas e doutras perplexidades metafísicas que trata esta obra, através da história de Zé, um homem sem ambição que entra na inevitável crise dos 40, cinco anos antes de os completar. Zé é um bancário desinteressado que trabalha pela necessidade de pagar as contas e adormece a praticar zapping no sofá. Porém, um dia, tudo se altera. Uma promoção inesperada no banco e o súbito interesse por ele de Cátia, uma autêntica Mónica Bellucci, vêm revolucionar a rotina entediante em que se transformara a sua vida. Depois disto nada será como antes. Mas conseguirá Zé ultrapassar esta fase vertiginosa e recuperar o equilíbrio sem consequências dramáticas para o seu casamento? Editado inicialmente em 2003 sob pseudónimo, Eu e as Mulheres da Minha Vida é uma obra à parte na prodigiosa carreira de Tiago Rebelo, autor aplaudido por milhares de leitores e publicado em diversos países.

A opinião de Maria Manuel

Zé é o típico homem bonacheirão, o português do deixa andar. Com um emprego estável no banco, faz de tudo para nada fazer. Em casa sucede o mesmo. Casado com um filho não partilha tarefas domésticas, limitando-se a fazer zapping em frente ao sofá, até a mulher lhe dizer para mudar de canal para a sua novela preferida. Aí deixa-se dormir, ressonando até tarde, no sofá.
Até que um dia Zé é chamado à atenção que na escola o seu filho Quico deu um murro no colega por este dizer que o pai dele era melhor do que o seu. Isto não serviu para Zé mudar de atitude, mas fê-lo pensar no seu modo de ver a vida.
O aparecimento de Cátia “Bellucci” na sua vida, a boazona da contabilidade, no banco, que toda a gente cobiçava, mudou completamente Zé. Cátia começou a dar-lhe atenção e daí até terem um caso foi um passo. Nessa altura coincidiu ser promovido para director do banco em que trabalhava, sem que para isso nada tivesse feito. Ao mesmo tempo que saía com Cátia, Zé conheceu Sara que também se tornou sua amante.
Será que o casamento se manteve depois de tantas vezes fora de casa? Para isso terá de ler este hilariante livro de Tiago Rebelo, que em 2003 foi escrito sob pseudónimo, João João Tomás Belo. Segundo disse em várias entrevistas, "Eu e as Mulheres da minha Vida" era um livro escrito fora do estilo habitual e «como estava no início da carreira não queria estar a diversificar e distrair tanto o leitor». Este livro divertido sobre a guerra dos sexos mostra uma nova escrita de Tiago Rebelo.

A opinião de Maria Manuela
Tal como a sinopse de um livro, que por vezes nos engana/ilude, quer pela positiva quer pela negativa, há títulos que por vezes nada têm a ver ou em nada se identificam com a história narrada (isso já sucedeu comigo... felizmente, poucas vezes). Pois, este é daqueles títulos que se adaptam e resumem na perfeição a história do livro.
Zé é o protagonista deste romance. O enredo vai girar em torno dos seus problemas amorosos. Zé é casado com Graça, de quem tem um filho (Quico), bancário e que leva uma vida pacata e sedentária. Tudo isto muda quando, um dia, o filho se envolve numa zaragata com um colega de escola. Zé começa a pensar no tipo de vida que leva e, há situações que lhe começam a surgir (como o ser promovido no emprego) sem que ele se esforce minimamente para isso.
Mas foi, principalmente, na vida amorosa do bancário que se deu a maior reviravolta. Cátia, também funcionária do banco, era considerada a Mónica Bellucci lá do “sítio”. Mas as traições de Zé não se quedaram por aqui. Outras mulheres surgiram na sua vida, umas com um papel mais significativo que outras. Sara foi uma das que teve um papel bastante significativo na vida do bancário. E tudo piora quando Graça descobre que o marido a anda a trair…
No final… bem, no final, não contava de todo com o desfecho escolhido por Tiago Rebelo.
Este foi o primeiro livro que li deste escritor e que confirmou todas as expectativas positivas que tinha acerca do seu trabalho. “Eu e as Mulheres da minha Vida” revela-se um livro com uma leitura bastante leve e fluida, sem momentos “mortos” e com alguns pingos de humor à mistura sem, no entanto, banalizar as temáticas abordadas. Um livro que aborda temas que afectam actualmente vários casais, nomeadamente, a traição, o divórcio e respectivas consequências na vida dos filhos.
Fiquei bastante agradada com esta leitura e curiosa para ler outros livros do autor.

Classificação:
4/5

Novidades da Editorial Presença para a 1.ª quinzena de Setembro


Título: Rumores
Autor: Anna Godbersen
Colecção: Princesas de Nova Iorque
N.º na Colecção: 2
P.V.P.: € 15,00
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 288
Sinopse: Bem-vinda de volta a Manhattan, 1899. A cidade ainda chora a perda da sua «princesa» favorita, Elizabeth Holland, mas as atenções também se voltam rapidamente para quem irá ocupar o seu lugar no coração de todos - Penelope Hayes ou a irmã mais nova de Elizabeth, Diana? À medida que a linha entre amizade e rivalidade continua a revelar-se cada vez mais ténue para ambas, Nova Iorque prepara-se para assistir a nova torrente de escândalos envolvendo a nata da sua sociedade. Especialmente quando certos rumores do passado ameaçam comprometer o futuro de todos os envolvidos…


Título: O Violoncelo de Sarajevo
Autor: Steven Galloway
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 443
P.V.P.: € 12,00
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 180
Sinopse: Cerco de Sarajevo, 1992. À janela do seu apartamento no segundo andar, sob o ruído constante das balas e granadas, um violoncelista senta-se a tocar o Adagio de Albinoni. Mas lá em baixo, na rua, um morteiro mata 22 pessoas que se encontravam na fila para comprar pão. Num desafio cego e surdo ao perigo, o violoncelista decide, durante 22 dias consecutivos, sair para a rua mutilada e tocar em memória dos mortos… isto é, se conseguir sobreviver. O dia-a-dia de uma cidade sob ataque num romance escrito numa prosa despretensiosa, que nos mostra aquilo que nos mantém humanos quando parece que todos os vestígios de humanidade já se esvaíram à nossa volta.

Título: A Prisão do Silêncio
Autor: Torey Hayden
Colecção:
Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 444
P.V.P.: € 16,80
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 328
Sinopse: Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.

Título: O Professor
Autor: Frank McCourt
Colecção: Vidas d´Escritas
N.º na Colecção: 4
P.V.P.: € 14,70
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 288
Sinopse: Neste seu terceiro livro de memórias, Frank McCourt, autor de As Cinzas de Ângela e Esta É a Minha Terra, escreve uma crónica irreverente e vigorosa sobre os trinta anos durante os quais deu aulas em diversos liceus de Nova Iorque. Com o seu característico humor, ressonâncias líricas e honestidade desarmante, McCourt relembra os desafios e as recompensas com que se deparou no ensino público nova-iorquino, criando assim um relato inspirador e comovente sobre as relações humanas e sobre como aquilo que temos para dar e receber pode fazer a diferença na vida de cada um.

Título: Crónicas Politicamente Incorrectas
Autor: Fernando Braga de Matos
Colecção: Destaques
N.º na Colecção: 55
P.V.P.: € 12,50
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 156
Sinopse: Na sequência de A Bolsa para Iniciados, a Presença lança um novo livro de Fernando Braga de Matos onde se reúne um conjunto de crónicas que têm vindo a ser publicados na bem conhecida coluna de opinião «Pravda», no Jornal de Negócios, que o autor assina. Todas elas se reportam a cenários de extrema actualidade, qualquer que seja o tema abordado. A primeira parte apresenta ao leitor uma recolha de crónicas de reflexão eminentemente política e social, enquanto a segunda reúne crónicas mais direccionadas para a economia e a actividade bolsista. Em todas elas predomina o tom bem-humorado e a irreverente desmistificação do «politicamente correcto» e que tantas vezes esconde a inércia e o acomodamento da opinião em benefício dos vários poderes instituídos.

Título: 100 Perguntas para Uma Entrevista
Autor: Emanno Forni
Colecção: Novos Gestores
N.º na Colecção: 33
P.V.P.: € 13,00
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 180
Sinopse: O processo de recrutamento e selecção de candidatos reveste-se de extrema importância no contexto profissional, uma vez que pode influenciar os resultados das empresas face aos objectivos delineados. Dirigido tanto a candidatos como a recrutadores, 100 Perguntas para Uma Entrevista analisa as diversas fases deste processo, num formato de perguntas e respostas bastante apelativo. O livro inclui ainda exercícios e exemplos de entrevistas onde poderá anotar as suas reflexões e compará-las em seguida com as do autor. Um guia que lhe garantirá uma entrevista bem-sucedida e que o ajudará a tomar a decisão mais acertada.

Título: Problemas de Física 12º Ano - Resumo da Matéria - Exercícios Resolvidos
Autor: Vários autores
Colecção: Livros de Exercícios
N.º na Colecção: 12
P.V.P.: € 11,00
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 116
Sinopse: Este livro de exercícios de Física, elaborado de acordo com o programa de 12º ano de escolaridade, é da autoria de uma equipa de professores dos ensinos secundário e superior. A matéria foi revista e actualizada pelos autores de acordo com as alterações do programa. Os problemas propostos cobrem uma grande quantidade de situações físicas, tendo em vista a realização de qualquer prova, sendo adequados para a preparação para provas de ingresso no ensino superior e para as disciplinas de Física do primeiro ano de cursos superiores científicos. Para todos os problemas são apresentadas soluções, na secção respectiva. Este livro serve também de guia de estudo, já que inclui resumos da matéria muito úteis em todas as situações.

Título: Caça ao Tesouro no Espaço
Autor: Lucy & Stephen Hawking
Colecção: Diversos
N.º na Colecção: 77
P.V.P.: € 13,80
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 316
Sinopse: A melhor amiga de George precisa de ajuda. O seu pai, Eric, que é cientista, trabalha num projecto espacial - e está tudo a correr mal. Um robô aterrou em Marte, mas o comportamento dele é muito estranho. E para piorar tudo, Annie descobriu uma coisa esquisita no supercomputador do pai, o Cosmos. Será uma mensagem de um extraterrestre? E se pudéssemos falar com extraterrestres, o que havíamos de lhes dizer? Esta fantástica odisseia, que continua as aventuras espectaculares dos nossos heróis em A Chave Secreta para o Universo, não é só uma a agitada caça ao tesouro através do cosmos, mas também está CHEIA das mais diversas e RECENTES descobertas científicas sobre o nosso Universo, incluindo artigos especiais de alguns dos cientistas mais notáveis de todo o mundo.

Título: Que Cena, Professor!
Autor: Thalita Rebouças
Colecção: As Cenas da Malu
N.º na Colecção: 3
P.V.P.: € 8,00
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 172
Sinopse: Se achas que só a ti é que te calham daqueles professores que parecem saídos de um filme, então junta-te à Malu neste relato pormenorizado sobre algumas das pessoas que mais marcaram a sua vida. Desde o jardim de infância à faculdade, passando pelas aulas de ballet, de teatro, de surf ou de condução, a Malu conheceu todo o tipo de professores e tem inúmeras situações cómicas para te contar. Não percas este novo volume das suas crónicas bem-humoradas e diverte-te!

Título: Assalto à Disney
Autor: Ridley Pearson
Colecção: Estrela do Mar
N.º na Colecção: 125
P.V.P.: € 9,50
Data 1.ª Edição: 02/09/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 232
Sinopse: Finn, Charlene, Willa, Maybeck e Philby são cinco jovens que foram contratados para, através de uma tecnologia que projecta as suas imagens como hologramas, serem guias virtuais do parque da Disney World. Mas aquilo que parecia um emprego de sonho rapidamente se transforma num pesadelo quando os cinco descobrem que, à noite, durante o sono, são transportados para o parque para defenderem a Disney das forças que se estão a virar contra o seu criador. E só serão bem-sucedidos se conseguirem desvendar uma fábula deixada pelo próprio Walt Disney…

Título: Como Sobreviver Aos Melhores Anos da Nossa Vida
Autor: Ros Asquith
Colecção: O Clube das Amigas
N.º na Colecção: 1
P.V.P.: € 8,00
Relançamento
Data 1.ª Edição: 04/06/1998
N.º de Edição: 9.ª
N.º de Páginas: 260
Sinopse: Os adultos passam o tempo a dizer-nos que estes são os melhores anos da nossa vida. Grande Tanga!!! Se são, então porque é que todos as jovens se sentem constantemente atormentadas? Se vão a uma festa ou têm um encontro importantíssimo com aquele rapaz supergiro que anda no 10ºC, logo lhes rebenta um furúnculo gigantesco mesmo na ponta do nariz!!! Depois são as mãos que se lembram de desatar a suar ou a voz que decide explorar novas sonoridades por conta própria e nos faz parecer um rádio velho e rouco. A Letty também já passou por tudo isso (ela agora tem 15 anos e 2 meses, portanto sabe do que está a falar). Ela teve uma ideia genial: fez uma obra em forma de ABC das preocupações das adolescentes de hoje, uma espécie de dicionário das alegrias, dores e de todas aquelas coisas de que nunca nos falam e que são aquelas que nos fazem a vida mais difícil - o divórcio dos pais, o sexo, fumar, as drogas e o sentido da vida. Se não te queres atormentar mais, é capaz de valer a pena dares uma olhadela…

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Passatempo “A Prisão do Silêncio”

O blogue Leituras das Marias, em conjunto com a Editorial Presença, tem para oferecer três exemplares do livro “A Prisão do Silêncio” (disponível a partir do dia 2 de Setembro), da autoria de Torey Hayden.
Para se habilitar a ser um dos vencedores basta responder correctamente às seguintes questões:

1 – Qual o título original do livro?
2 – Qual o nome e idade do protagonista desta história?
3 - O que seria necessário para o protagonista ultrapassar os muros que construiu à sua volta?
4 - Quantos livros já vendeu a escritora em Portugal?

Regras do passatempo:

- Os livros serão sorteados aleatoriamente entre os participantes que, até às 23h59m do dia 6 de Setembro, respondam acertadamente às quatro questões colocadas.
- As respostas devem ser remetidas para o email leiturasmarias@gmail.com, indicando o seu nome, morada e email.
- Só serão consideradas as respostas que, além de correctas, mencionem os dados pedidos e só é válida uma participação por pessoa/email/morada.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e, os mesmos, serão ainda avisados por email.
- O passatempo é válido apenas para Portugal continental e ilhas.
- A entrega do prémio aos vencedores está a cargo da Editorial Presença.
- As participações posteriores à data de fim do passatempo não serão consideradas.

Nota: Para encontrar as respostas correctas pode, por exemplo, pesquisar o blogue Leituras das Marias.

BOA SORTE!

Novidades literárias para Setembro

BERTRAND

Testemunhos da China – Vozes de uma Geração Silenciosa

Título: Testemunhos da China – Vozes de uma Geração Silenciosa
Autor: Xinran Xue
Editora: Bertrand Editora
N.º de Páginas: 496
P.V.P.: 24,95 €
Disponível a partir de 4 de Setembro

Durante mais de 20 anos, Xinran Xue compilou uma lista de pessoas com histórias fascinantes para descobrir. Nos últimos anos, viajou pela China com uma equipa de filmagens para as entrevistar. Testemunhos da China é o resultado desse trabalho.
«Este livro é uma homenagem à dignidade dos Chineses dos tempos modernos», escreve a jornalista e escritora no início da narrativa que reúne dezenas de relatos do quotidiano, sentimentos e ideais da geração de chineses que viveram sob o governo de Mao Tsé Tung.
Ao longo do livro, Xinran revela as histórias de pessoas que sobreviveram à Revolução Cultural feita pelo antigo líder chinês e cria um panorama do país que, de certa forma, é desconhecido até para os chineses.
A jornalista entrevistou homens e mulheres de até 97 anos, numa tentativa de conseguir depoimentos francos sobre um ponto bastante obscuro da história chinesa e o resultado está à vista: Testemunhos da China é um documento valioso, único e surpreendente, repleto de depoimentos ricos e cativantes.

Sobre Xinran Xue
Xinran nasceu em 1958 e a sua primeira recordação é a da Guarda vermelha a incendiar a casa dos seus pais, no início da Revolução Cultural. Foi «reeducada» num colégio, para lhe retirarem quaisquer vestígios contra-revolucionários e, no Exército, estudou Relações Internacionais e Informática. Em 1997, abandonou a China e mudou-se para Londres, onde começou a trabalhar num livro sobre a vida das mulheres chinesas, Mulheres da China.
Desde essa altura, manteve uma coluna regular no Guardian, apareceu frequentemente na Rádio e Televisão e publicou o aclamado O Sol Cai no Tibete, além de uma compilação de textos publicados no Guardian, intitulada What the Chinese Don’t Eat. Mora em Londres mas visita regularmente a China.


GAILIVRO

As Atribulações de Jacques Bonhomme

Título: As Atribulações de Jacques Bonhomme
Autor: Telmo Marçal
N.º de Páginas: 280
P.V.P.: € 16,90

“O primeiro contacto com a prosa eficiente e económica, directa, de Telmo Marçal introduz-nos de, forma imediata, nas regras do mundo em que viemos cair: Estamos realmente na jaula de fera encurralada, mas eis que, afinal, somos nós essa fera.(…)Há, no entanto, um motivo legítimo para entrarmos assim incautos: não temos por hábito encontrar este tipo de prosa esta forma de pensarmos o mundo, na nossa literatura portuguesa. (…) Somos perfeitos na caricatura mordaz. Mas quando se trata de construir mundos racionais, ainda que fechados e claustrofóbicos como os que aqui encontrarão, de imaginar uma alternativa ao nosso presente ou mesmo ao passado histórico idolatrado por este povo(ainda que não passe de uma versão expurgada dos pecados cometidos), quando, afinal, nos negam o romance das coisas não temos grande experiência… A nossa ficção científica, quando se manifesta, apropria-se normalmente de universos alheios que encontrara nas leituras dos romances estrangeiros; quando em raras ocasiões se aventura no caminho da especulação social, fá-lo timidamente ou assente em abordagens subjectivas ou puramente pessoais.
(…) em Telmo Marçal a opressão é total, implacável, e não há forma de escapar à intensidade ao que o momento presente nos impede de olhar para o futuro e nos força a sobreviver, a não ser pela ocasional ironia.
Ao ser composto por contos , e não uma visão única, conseguimos regressar em busca da ansiada golfada de ar.(…) A sensação de no-time, no-place não surge apenas como um artifício literário, mas como uma necessidade.(…) Atribuir-lhes uma data e uma referenciação geográfica seria retirar-lhes a universalidade das observações. No que lemos, encontramos o espelho de nós todos.”

Luís Filipe Silva

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Conjura - José Eduardo Agualusa

Título: A Conjura
Autor:
José Eduardo Agualusa
Edição/reimpressão:
2008
Páginas: 160
Editor: Leya
Colecção: BIS

Sinopse:
Entre 1880 e 1911, na velha cidade de S. Paulo da Assunção de Luanda, histórias se passaram que a História não guardou. Histórias de amores e de prodígios: rumores que persistem em antigas canções. Nessa época, de turbulentos sucessos e mudanças, quando nas ruas de Luanda se cruzavam as tipóias dos nobres senhores africanos com as quibucas de escravos e os degredados víndos do Reino se entranhavam pelos matos em busca de fortuna, nessa época todos os sonhos eram ainda possíveis. A Conjura conta um desses sonhos. Talvez o maior...

A minha opinião
Foi uma surpresa este livro de José Eduardo Agualusa. Numa trama que me fez lembrar um pouco o Equador de Miguel Sousa Tavares, com um cheirinho a África, Agualusa transporta-nos para uma Angola de fins do século XIX, inícios XX, numa altura em que já se falava da independência da colónia portuguesa. Muitas histórias, divididas por seis capítulos, relatam a vivência dos senhores, dos escravos e dos criminosos vindos da metrópole, naquela época. A história de Alice cruza-se com a de Caninguili, passando por Carmo Ferreira, Severino, Afonso Vieira Dias, Saturnino… entre muitas outras. A história desenrola-se até ao fatídico dia 16 de Junho de 1911, dia da primeira tentativa falhada para obter a independência de Angola face a Portugal.

Classificação: 4/5

domingo, 30 de agosto de 2009

Os Mistérios do seu Gato - Gary R. Sampson e Dick Wolsie

Título: Os Mistérios do Seu Gato
Subtítulo:
Soluções Simples para os Problemas do Dia-a-Dia Autores:
Gary R. Sampson e Dick Wolfsie

Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Preço: 14.86€

Sinopse:
Conheça Fritz, o gato que preferia fazer as suas necessidades no fato de flanela azul do seu dono em vez de usar o caixote. Otis, que escondia os cigarros e fósforos da sua dona. E Mel, que expressava o seu aborrecimento da forma mais despropositada possível. Em Os Mistérios do Seu Gato, os donos de gatos irão aplaudir a abordagem criativa do Dr. Gary Sampson para resolver os problemas comportamentais mais «gatastróficos» possíveis. O Dr. Sampson emprega exemplos da vida quotidiana, retirados da sua experiência com o comportamento animal, para ajudar o leitor a: - Compreender os motivos por detrás do comportamento do seu gato. - Tomar medidas simples e inovadoras para corrigir o problema. - Prevenir maus comportamentos num futuro próximo. Cada capítulo tem uma lição prática que pode aplicar ao relacionamento que tem com o seu gato. Estas histórias vão fazê-lo rir e, mais importante ainda, deixá-lo um pouco mais sábio no que diz respeito a definir um comportamento apropriado para o seu melhor amigo.

A minha opinião
Comecei a ler este livro não porque a minha gata (Betinha) se porte particularmente mal, mas porque vejo na minha gata a minha melhor amiga e, como tal, adoro ler histórias sobre os felinos. Fartei-me de rir com as asneiras de Dominó, que guardava com unhas e dentes a sua casa-de-banho; Fritz que fazia questão de fazer chichi no fato do seu dono, sempre que ele chegava da missa; as chamadas de atenção de Mitzi, entre muitos outros. Para quem tem um gato em casa que faz as mais diversas asneiras, este livro ajuda a compreender melhor o seu animal de estimação. Tudo o que ele faz tem uma explicação que poderá ser solucionada para o bem de todos. Além de exemplos, Gary Sampson exemplifica o que se deve fazer mediante determinadas situações. Um óptimo livro para quem adora animais, sobretudo gatos, como eu.

Classificação:
3/5

O Assassino Inglês - Daniel Silva

Título: O Assassino Inglês
Autor:
Daniel Silva
Editora: Bertrand Editora
P.V.P. 17,96€

Sinopse:
Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio. Allon vê-se inesperadamente a braços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios - alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.

A minha opinião
Em O Assassino Inglês, Gabriel Allon é chamado a desvendar o misterioso assassinato de Augustus Rolfe. Nesta nova aventura, Gabriel é contactado pelo próprio Augustus, sobre o pretexto do restauro de um quadro de Rafael. No entanto, quando Allon chega a casa de Augustus em Zurique descobre que este foi morto com um tiro no olho e, ao mesmo tempo, toma conhecimento de que Rolfe lhe queria contar algo importante, e que esse mistério pode estar na causa da sua morte. Na tentativa da descoberta do porquê do assassinato de Rolfe, Gabriel descobre que o banqueiro suíço, além de coleccionador de arte, pode ter sido um aliado de Hitler e Himler. Será que a colecção de arte desaparecida de casa de Rolfe, no momento da sua morte, é tão legítima quanto isso? Será que esses quadros não seriam provenientes de diversos saques a que se viram sujeitos os judeus pelos nazis? Um livro muito interessante que revela muitas das crueldades impostas aos judeus por parte de Hitler e seus aliados.

Classificação: 4/5

O Leitor - Bernhard Schlink

Título: O Leitor
Autor: Bernhard Schlink
Editora: Edições Asa
N.º de Páginas: 144
P.V.P.: € 10,50

Sinopse
Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael. Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.
Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra está a ser adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio e Literatura do Die Welt.

A minha opinião
Depois do sucesso do filme, dos muitos comentários favoráveis que li sobre o livro e ainda, por o ter conseguido com um bom desconto (30%... nada mau!!), decidi comprar “O Leitor”.
O livro aborda questões importantes sobre a II Guerra Mundial inseridas num enredo com carácter de tragédia amorosa.
O jovem Michael Berg sente-se mal no meio da rua e é ajudado por Hanna Schmitz. Quando o jovem de 15 anos recupera da sua doença vai procurar Hanna, uma mulher mais velha, para lhe agradecer. Surge então um caso de paixão entre os dois, caso esse, que se manteve sempre secreto. Sempre que estavam juntos, em casa de Hanna, criaram um ritual: Michael lia para a sua amada. Aspecto que poderá parecer uma coisa banal, mas que depois, se irá verificar que é um aspecto importante e determinante no desenrolar da narrativa.
Apesar da relação intensa que viviam às escondidas, um dia, Hanna desaparece sem dizer nada ao jovem que fica com o coração destroçado.
Alguns anos depois, Michael está a estudar Direito. Juntamente com alguns colegas vai assistir a um julgamento de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis e fica estupefacto ao ver Hanna no banco dos réus. Aqui surgem as dúvidas de Michael… e surgem as nossas, porque o autor obriga-nos a reflectir sobre algumas questões morais e éticas…
Um livro com poucas páginas e que se lê rapidamente. Um livro que, por detrás de uma história de amor, nos força a reflectir sobre o Holocausto, os crimes que ali foram praticados e a posição de quem os praticou.
Foi o primeiro livro que li de Bernhard Schlink e a sua escrita cativou-me devido ao carácter poético que lhe imprime.
O desfecho da história de amor de Michael e Hanna é algo inesperado, deixando-nos a fantasiar como tudo seria se o final escolhido pelo autor não fosse este.
Resta-me agora ver o filme. Mas, até à data, todos os filmes que vi depois de ter lido o livro, nunca me agradaram muito porque, como é óbvio, a história e enredo não são tão pormenorizados como nas páginas de um livro. Por norma, o filme deixa sempre a desejar…

Classificação: 4/5

Livro póstumo “Pirate Latitudes” adaptado para cinema

Título: Pirate Latitudes
Autor: Michael Crichton
Edição: 2009
Editor: HARPERCOLLINS
P.V.P.: € 23,77

O realizador Steven Spielberg comprou os direitos para cinema da obra póstuma de Michael Crichton, ”Pirate Latitudes”. O livro será editado no próximo mês de Novembro, altura em que se assinala o primeiro aniversário do falecimento do escritor.
A história de “Pirate Latitudes” decorre em 1655 em torno de um ambicioso plano de infiltração da rica cidade de Port Royal, para roubar um galeão espanhol cheio de tesouros. A obra que versará sobre uma aventura de piratas, será publicada no próximo dia 24 de Novembro.
Esta não é a primeira vez que Steven Spielberg trabalha baseado na obra de Michael Crichton. O realizador já dirigiu as adaptações de “Parque Jurássico” e “O Mundo Perdido”, da autoria do escritor.

Michael Crichton
Michael Crichton nasceu em Chicago em 1942. Depois de ter terminado o curso de medicina da Harvard Medical School, decidiu enveredar pela carreira de escritor e realizador, carreira essa, que o celebrizou.
Vendeu mais de 150 milhões de livros em todo o mundo e é considerado o pai do género “techno-thriller”. Os seus livros estão traduzidos em 36 línguas e, 13 deles, resultaram em filmes como foi o caso de “Parque Jurássico”. É o criador da série ER – Serviço de Urgências, pela qual também foi distinguido.
Michael Crichton faleceu aos 66 anos no dia 4 de Novembro de 2008.

"Os Lusíadas" na Europeana

A cópia digital de uma edição de 1572 de "Os Lusíadas" é um dos mais de 4 milhões de objectos disponíveis na biblioteca digital multilingue da Europa, a Europeana. Essa edição da obra de Luís de Camões foi disponibilizada pela Biblioteca de Catalunha. Em Portugal, o parceiro da Europeana é a Biblioteca Nacional.
Através do endereço www.europeana.eu pode aceder-se a esses milhões de objectos, designadamente livros e mapas. Até 2010, o Executivo comunitário de Bruxelas pretende chegar aos 10 milhões de objectos.
Até à data, França foi o país que mais contribuiu para o enriquecimento da Europeana, com 47%, sendo a contribuição de Portugal, uma das mais baixas com 0,2%.

sábado, 29 de agosto de 2009

13 Gotas ao Deitar - Alice Vieira, Catarina Fonseca, Rosa Lobato de Faria, Luísa Beltrão, Rita Ferro e Leonor Xavier

Título: 13 Gotas ao Deitar

Autoras: Alice Vieira, Catarina Fonseca, Rosa Lobato de Faria, Luísa Beltrão, Rita Ferro e Leonor Xavier
Páginas: 200
Editora: Oficina do Livro
Edição: 1.ª Edição/Maio 2009
P.V.P.: 14 €

Sinopse
Quantas mulheres existem na cabeça de Maria Marina Silveira Figueiroa? Marina, que às vezes é Odete, outras dá pelo nome de Maria Eduarda e ainda responde como Francisca, é surpreendida por um telefonema do banco: tem uma dívida ao IRS e a sua conta bancária está penhorada. Desesperada e sem dinheiro, decide recorrer ao amante de Maria Eduarda, Lourenço, inspector da Polícia Judiciária, que, às tantas, deixa de atender o telemóvel e de responder às mensagens. Quando menos espera, a notícia cai como uma bomba: Lourenço é encontrado morto. Maria Eduarda é detida por suspeita de homicídio e, quando tudo parecia resolver-se, Henrique, o namorado de Marina é assassinado. Acto contínuo, os dias de Maria Marina são passados na Judiciária e é aí, entre um interrogatório e outro, que conhece D. Querida Flor Cerqueira e se apaixona por Couto Pinto. E o verdadeiro mistério começa então a desenhar-se...A história, nascida da imaginação de seis mulheres, promete personagens e uma prosa bem viva… apesar das mortes que vão ocorrendo, como é bom de ver. Este romance constitui um divertimento para as seis escritoras que se encontraram (reencontraram, num caso ou noutro) pelo prazer de dar largas à imaginação e escrever uma comédia irresistível.

A minha opinião
Maria Marina Figueiroa recebe um telefonema do banco a dizer que a sua conta foi penhorada, devido a uma dívida relativa à falta de pagamento do IRS de 2006 no valor de 5.373,43 euros. Aqui começa a incursão de Marina para tentar arranjar essa verba. Não conseguindo arranjar esse valor, Marina vê a sua vida a andar para trás e começa a mudar o seu comportamento. É então que decide fazer algo que viu numa série de televisão… aos fins-de-semana começa a adoptar uma personalidade diferente. Foram três as que adoptou: Odete, Maria Eduarda e Francisca, todas elas, com características e formas de agir e ser muito próprias. Trata-se de um caso de personalidade múltipla, uma patologia em que uma pessoa assume duas ou mais personalidades diferentes e distintas entre si. Pode muitas vezes ser considerado um estado de fuga à vida e realidade dessa pessoa, como foi no caso de Marina. O corpo era apenas um, mas a atitude, postura, forma de vestir e actuar eram várias. E, para cada personalidade estava associado um namorado.
A vida múltipla trouxe-lhe alguns momentos de gozo e satisfação, mas tudo se desmoronou quando Eduarda foi acusada da morte de Lourenço, seu namorado e inspector da Polícia Judiciária. Ainda se estava a mentalizar desta acusação quando surge logo a acusação pelo homicídio do seu namorado Henrique.
É no decorrer dos interrogatórios que vai conhecer o inspector Couto Pinto por quem se apaixona e que a vai ajudar a desvendar os mistérios.
Ao longo do enredo, vão surgindo outras personagens com um papel relevante e determinante para a trama. Como é o caso de D. Querida que, embora não sendo polícia, é esposa de um agente e vai ter um papel fulcral no desenrolar e desfecho da acção.
Muitos mistérios, segredos e intrigas caracterizam o romance escrito por estas seis escritoras, bem conhecidas dos leitores portugueses.
“13 Gotas ao deitar” é um romance que se lê num ápice e revela-se uma leitura leve que nos prende da primeira à última página.
Classificação: 4/5

“O Dia Antes da Felicidade” disponível a 4 de Setembro

A Bertrand vai lançar no próximo dia 4 de Setembro o livro “O Dia Antes da Felicidade”, um romance do escritor italiano Erri De Luca.

Título: O Dia Antes da Felicidade
Autor: Erri De Luca
N.º de Páginas: 140
Editor: Bertrand Editora
P.V.P.: € 13,50
Disponível a partir de 4 de Setembro

Sinopse
A história de uma criança nascida em Nápoles durante a Segunda Guerra Mundial.
Órfã, é adoptada e o livro segue o seu crescimento, a sua visão da guerra, do sofrimento humano mas também do amor e da possibilidade de alcançar a paz e a felicidade.

«Retomei o meu lugar à baliza. Deixavam-me jogar com eles porque ia buscar a bola aonde quer que ela fosse parar. Destino habitual era a varanda do primeiro andar, uma casa abandonada. O rumor era o de que morava lá um fantasma. Os prédios velhos tinham alçapões tapados, passagens secretas, delitos e amores. Os prédios velhos eram ninhos de fantasmas.
Percebi que o meu medo era tímido, para se mostrar precisava de estar sozinho. Ali, ao invés, havia os olhos das crianças em baixo e os dela em cima. O meu medo envergonhava-se de sair. Vingar-se-ia depois na cama, à noite, no escuro, com o rumorejar dos fantasmas do vazio.»

Opiniões
«Romance coeso e forte, como se lêem poucos nestes dias em Itália, onde até a língua áspera de De Luca parece fazer-se mais líquida.»
L’Avvenire

«O autor regressa à sua memória de infância, faz-se rapaz para criar um grande livro.»
L’Arena

«Uma grande fábula feita de uma escrita de límpida timidez.»
La Repubblica

«Acostumámo-nos, recentemente, a ler livros em que Erri De Luca, num exercício de laceração de grande valor moral, esculpe com a palavra literária histórias breves e intensas. Este novo relato, “O Dia Antes da Felicidade”, pelo contrário, nasce e move-se na abundância. (…) De Luca oferece aos leitores um sinal da dispersão que desta vez se torna matéria viva na sua narração, embora o núcleo do relato se mantenha sólido num objectivo perfeitamente atingido.»
Corriere della Sera

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

José Saramago publica novo romance

“Caim” é o título do novo romance do escritor José Saramago. Quem avançou a notícia foi a sua esposa, Pilar del Río, no blogue do escritor (http://blog.josesaramago.org/indexpor.php).
Caim é um dos protagonistas do novo romance de Saramago. Mas, Deus e a Humanidade são também protagonistas nas suas diferentes expressões.
Segundo Pilar del Rio, «“Caim” não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra. Pois bem, com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia».
"Caim" será lançado pela Editorial Caminho, no próximo mês de Outubro, na Feira do Livro de Frankfurt e, no final do mês, estará à venda nas livrarias em Portugal, Espanha e América Latina.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Expresso de Cantão - Giuliano da Empoli

Título: O Expresso de Cantão
Autor: Giuliano da Empoli
N.º de Páginas: 288
Editora: Bertrand Editora
1.ª Edição: 2009

Sinopse
1503: Giovanni da Empoli, um jovem mercador florentino, embarca nos navios que conduzem pela primeira vez o grande Afonso de Albuquerque ao continente indiano. Trata-se do início de uma aventura que haveria de durar quinze anos, durante os quais Giovanni da Empoli participaria nos eventos mais importantes da sua época e conheceria os seus protagonistas: de Savonarola a Magalhães, de Maquiavel a Leão X.
2008: Giuliano da Empoli, descendente do mercador florentino, decide seguir o trilho do seu ousado antepassado. Numa altura em que o baricentro do mundo a deslocar-se novamente para o Oriente, o autor oferece-nos um relato de viagens encantador que descreve duas frases cruciais da globalização através do olhar de dois testemunhos ligados por um fio invisível que percorre cinco séculos de História.

Sobre o autor
Giuliano da Empoli nasceu em Paris, em 1973, e é conselheiro especial do
Ministro da Cultura italiano e do vice-primeiro-ministro. É também o fundador e editor da “Zero”, uma revista de cultura e política, e colunista do diário financeiro Il Sole 24 Ore. Esteve à frente da editora Marsilio e foi director da Bienal de Veneza. É formado em Direito pela La Sapienza, de Roma, e diplomado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris. Está traduzido para várias línguas.

Navegador
Navegador: por alguma razão aquela palavra arcaica tinha despertado em mim uma saudade inesperada. Foi por isso que, mal cheguei a casa, me atirei sobre a cópia de uma velha carta datada de 12 de Julho de 1514, guardada como uma pequena relíquia entre os papéis de família. Agora, através das páginas empoeiradas, por muito inacreditável que fosse, Giovanni estava a falar para mim. A sua voz afável chegava-me de um mundo em que a descoberta não era prerrogativa de burocratas de camisas brancas, nem a aventura de estrelas do cinema com sotaque do Midwest. Um mundo em que os diletantes impulsivos ocupavam ainda o centro da cena e não tinham sido marginalizados pelas fórmulas dos especialistas. Um mundo em que uma pessoa podia embarcar para um destino hipotético com a razoável expectativa de se transformar no fundador de um império.
Giuliano da Empoli

A minha opinião
O viajante e mercador florentino Giovanni da Empoli foi um importante informador do Estado Português da Índia por altura dos Descobrimentos. Por sua vez, Giuliano da Empoli é descendente deste aventureiro que fez história no século XVI. A separá-los estão mais de 500 anos, mas em comum têm, além do parentesco, uma adoração pelo Oriente e que deu origem a esta obra.
Giuliano da Empoli foi convidado para a inauguração da Via Giovanni da Empoli. O convite foi-lhe indiferente devido à sua ignorância sobre os feitos do seu tio-avô que embarcara, nas primeiras naus portuguesas com destino à Ásia. Mas, após alguma pesquisa, e dado que a sua família é rica neste tipo de personagens e possui algumas das cartas de Giovanni, decidiu investigar um pouco mais a vida do seu tio-avô.

Ainda muito novo, Giovanni da Empoli decidiu ser monge. Nessa altura todos aqueles que, tal como Giovanni, pretendiam ser monges tinham como principal missão fundar em Florença a nova Jerusalém, o lugar a partir do qual uma vaga arrastaria a corrupta Igreja de Roma e os princípios italianos degenerados, restaurando a virtude originária de Cristo. E, o desafio dos monges começava logo por coisas simples e pequenas: o aspecto e disciplina pessoal.
Giovanni começou a aprofundar os seus conhecimentos e a cultivar a curiosidade pelo que o mundo escondia para lá da cidade. Durante muito tempo, o jovem florentino estava convencido de que Florença era a nova Jerusalém, destinada a limpar Itália dos pecados. Mas, com todas as mudanças políticas, sociais e religiosas que Florença foi sofrendo, a situação da cidade tornava-se cada vez menos próspera. A sua vocação religiosa, que consistia numa vida muito regrada e cheia de privações, dava assim origem à vida de viajante e mercador.
«A indústria da seda e da lã encontra-se carenciada, ao passo que os capitais são deslocados para lugares mais acolhedores. Por outro lado, apesar das penitências e dos jejuns impostos pelo monge, a fome e, durante o Verão, a peste propagam-se pela cidade com uma frequência crescente.»

Noutros países, forças poderosas lutavam para terminar com o domínio do monge. Depois do Verão de 1498, nada voltou a ser igual para Giovanni e este acabaria por viajar por diversos lugares do mundo, embora o seu grande propósito fosse conhecer Cantão.
«Se não é possível mudar o mundo, talvez se possa tentar mudar de mundo.»

Ao longo do livro, o autor vai também relatando e enaltecendo o importante papel e os feitos que Portugal alcançou durante a época dos Descobrimentos.
«Periférico em relação ao Mediterrâneo, Portugal está interessado em pensar fora dos esquemas, em subverter os paradigmas dominantes, em transgredir as regras. Se o resto da Europa é vítima do integralismo étnico-religioso, Portugal torna-se catalisador de todos os recursos e conhecimentos que por preconceito e ignorância, outros Estados muito mais poderosos têm ignorado por sua conta e risco.»

Giovanni da Empoli chegou a residir em Portugal, em casa do Conde Giovan Francesco degli Affaitati, um banqueiro amigo dos Frescobaldi, família que financiou a expedição de Giovanni para a Costa de Malabar.
A primeira das duas frotas militares enviadas com a tarefa de afirmar o domínio português na Costa do Malabar, foi comandada por Afonso de Albuquerque, filho ilegítimo do rei D. Dinis, de cognome o Lavrador.
Efectuaram percursos segundo as coordenadas anteriormente descobertas por navegadores portugueses, como Bartolomeu Dias e Vasco da Gama.
Foram vários os lugares por onde Giovanni passou e viveu, mas o seu desiderato era chegar a Cantão, feito que conseguiu em finais do Verão de 1517. O italiano viria aí a morrer a 31 de Outubro do mesmo ano.
«Aterrorizado pelo caos terrestre, que tinha arrastado a utopia de Savonarola, Giovanni escolheu a grande segurança do mar, graças à qual pôde levar uma vida livre de tentação, investida de uma beleza moral simples, dada a rectidão absoluta da sua vocação e da simplicidade do seu propósito. O mar foi para ele uma vocação e um renascimento.»

Cinco séculos depois, Giuliano da Empoli decide repetir os trilhos percorridos pelo seu tio-avô. No entanto, fá-lo de uma forma comparativa com a actual sociedade. No fundo, são dois testemunhos sobre o mesmo assunto mas datados com cinco séculos de distância.
É notável o trabalho de pesquisa realizado por este autor para elaborar este livro, basta atentar na longa bibliografia apresentada. Para quem gosta muito de História, designadamente da época dos Descobrimentos, este é de facto um livro aconselhável. Apesar do parentesco dos dois protagonistas, o enredo não se perde em descrições de casos e situações familiares e sim, em factos que afectaram e que dizem respeito a vários países.

Classificação: 4/5

Novo livro de Judite Sousa vai dar que falar

“A Vida é um Minuto – O Poder e a Imagem” é o título do novo livro de Judite Sousa, que será apresentado no próximo dia 2 de Setembro, na livraria Bulhosa, em Entrecampos.
O novo livro da jornalista, que será editado pela Oficina do Livro, pode vir a gerar alguma celeuma, dado que irá abordar questões e acontecimentos políticos, nacionais e estrangeiros. Situações como a demissão do ministro da Economia Manuel Pinho, caso Freeport, serão alguns dos temas abordados.
O prefácio está a cargo de dois dos actuais comentadores da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino.
Este é o segundo livro da jornalista. O primeiro, editado em 2002, tem como título “Olá Mariana - O Poder da Pergunta”.

Novidades da Gailivro para Setembro

Além de “O Nome do Vento” de Patrick Rothfuss [ver aqui], a Gailivro vai publicar em Setembro outro livro do género Fantástico… “Infecção” de Scott Sigler.

Título: Infecção
Autor: Scott Sigler
Género: Fantástico
P.V.P.: € 17,90

Por toda a América, uma misteriosa doença está a transformar pessoas normais em assassinos delirantes e paranóicos, que cometem atrocidades brutais em estranhos, em si próprios e até mesmo nos seus familiares.
A trabalhar sob sigilo governamental, o operacional da CIA, Dew Phillips, cruza o país de lés a lés, numa tentativa vã de apanhar uma vítima viva. Dispondo apenas de corpos em decomposição como pistas, a epidemiologista do CDC, Margaret Montoya, corre contra o tempo para analisar as evidências científicas, descobrindo que os assassinos têm algo em comum: foram contaminados por um parasita criado por bioengenharia, cuja complexidade vai muito além dos limites da Ciência.
Perry Dawsey – um corpulento e antigo ás de futebol americano – confinado a um cubículo e resignado à vida de assistente de informática, acorda uma manhã e descobre que tem várias tumefacções a crescerem-lhe no corpo. Em breve, ele dará consigo a agir e a pensar de forma estranha, a ouvir vozes… está infectado.
Torna-se, assim, possível que o destino da Humanidade dependa da guerra sangrenta que Perry terá de travar com o seu corpo.

Sobre o autor:
Scoot Sigler é autor de narrativas para podcasts mais bem sucedido do mundo. Sigler vive em São Francisco com a mulher, Jody, e dois cães.
Infecção é a primeira grande publicação impressa de Scott Sigler, um fenómeno da Internet cujas publicações áudio, destinadas apenas a podcasts, atraíram um número incrível de fãs, com mais de três milhões downloads de episódios individuais. Sigler assalta agora as prateleiras das livrarias com esta novela cinematográfica, de ritmo imparável, misturando e conjugando géneros, como o terror, o thriller tecnológico e o suspense. Mais informações em: scottsigler.com e infectednovel.com

Novidades da ASA para Setembro

Título: A Leste do Sol
Autor: Julia Gregson
N.º Páginas: 544
Género: Romance
P.V.P.: € 15,00

Outono de 1928. Três jovens inglesas partem no navio Kaisar-i-Hind com destino a Bombaim, na Índia. No seu íntimo, acalentam o sonho de começar uma nova vida, longe dos espartilhos morais da rígida sociedade inglesa. Viva Holloway é uma jovem aspirante a escritora em busca da Índia da sua infância. Para poder empreender a viagem, aceita ser dama de companhia da bela e ingénua Rose, que se prepara para casar com um oficial britânico que mal conhece. A acompanhá-las está também Victoria, dama de honor de Rose e sua melhor amiga, que anseia por se libertar do jugo de uma mãe dominadora.
Todas elas têm uma boa razão para deixar a pátria, mas será que estão preparadas para o que as espera?

Título: Um fogo eterno
Autor: Barbara e Stephanie Keating
N.º Páginas: 640
Género: Romance
P.V.P.: € 15,00

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.
Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris.
Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico.

Título: O Relatório de Brodeck
Autor: Philippe Claudel
N.º Páginas: 256
Género: Romance
P.V.P.: € 14,50

De regresso à sua aldeia, Brodeck retoma o seu antigo trabalho de escrivão. Um dia, um estrangeiro vai viver para a povoação, mas os seus modos e hábitos estranhos levantam suspeitas; o seu discurso é formal, faz longas e solitárias caminhadas e, apesar de ser extremamente cordial e educado, nada revela sobre si próprio. Quando o estrangeiro começa a retratar a aldeia e os seus habitantes em quadros pouco lisonjeiros mas perspicazes, os aldeãos matam-no. As autoridades, que assistiram impávidas ao linchamento, ordenam a Brodeck que escreva um relatório que branqueie o incidente.
À medida que escreve o relatório oficial, Brodeck passa também para o papel a sua própria versão da verdade numa narrativa paralela. Numa prova ponderada e evocativa, ele entrelaça a história do estrangeiro na sua própria e dolorosa história e nos segredos sombrios que os habitantes da aldeia cuidadosamente escondem.
Passado num tempo e lugar não definidos, O Relatório de Brodeck mistura o familiar com o desconhecido, mito e história, num romance poderoso e inesquecível.

Título: Uma desordem americana
Autor: Ken Kalfus
N.º Páginas: 224
P.V.P.: € 14,50

Joyce e Marshall são casados e têm dois filhos. No dia 11 de Setembro de 2001, Joyce pensa que o marido está no seu escritório, nas Torres Gémeas, quando elas caem; por sua vez, ele acha que a mulher está a bordo do voo 93 que se despenhou na Pensilvânia. Cada um fica eufórico ante a perspectiva da morte do outro. Ambos vão sofrer uma grande desilusão quando se encontram frente a frente no apartamento que são obrigados a partilhar enquanto o processo de divórcio decorre. Pior, a perspectiva de uma solução rápida para a separação complica-se devido ao clima de medo que se apodera dos americanos. Entre ameaças de ataques biológicos, bombistas suicidas e guerras no Médio Oriente, Nova-Iorque é uma cidade em estado de choque, onde, por sua vez, Joyce e Marshall travam uma batalha doméstica repleta do mesmo sentimento de perda e devastação.

Título: O corpo e o sangue do inquisidor
Autor: Valerio Evangelisti
N.º Páginas: 204
P.V.P.: € 14,50

Nicolas Eymerich, impiedoso defensor da fé cristã, gravou a sangue e fogo o seu nome na história dos nossos tempos. Autor do célebre Manual do Inquisidor, do século XIV, esta personagem verídica será durante mais de cinquenta anos o inquisidor mais poderoso e implacável do reino de Aragão. Com um rigoroso fundo histórico, as investigações de Nicolas Eymerich trazem até nós um detective do misterioso, a meio caminho entre Sherlock Holmes e Guillaume de Baskerville (de "O Nome da Rosa"), capaz de desmontar os enredos mais maquiavélicos e de arrasar todas as heresias.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Editorial Presença publica “A Prisão do Silêncio”

Título: A Prisão do Silêncio
Autor: Torey Hayden
Título original: Murphy’s Boy
Tradução: Saul Barata
N.º de páginas: 320
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na colecção: 444
P.V.P.: € 16,00

A Editorial Presença vai publicar no próximo dia 2 de Setembro o livro “A Prisão do Silêncio”, da autoria de Torey Hayden. Uma história chocante de violência e abandono pela mão da autora de “A Criança Que Não Queria Falar”.

Sinopse:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento. Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.

Sobre a autora:
Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. É professora e psicóloga em regime de voluntariado. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas.
Enquanto escritora, Torey Hayden é um êxito de vendas internacional. Só em Portugal já vendeu cem mil exemplares e, em todo o mundo, vendeu milhões de exemplares. Com um dom especial para prender a atenção do leitor, a escritora aborda assuntos e temas ligados aos problemas do universo infantil, doenças mentais, físicas ou traumas profundos.
Nesta colecção podem ainda encontrar-se os seguintes livros da autora: “A Criança Que não Queria Falar”, “A Menina Que Nunca Chorava”, “Os Filhos do Afecto”, “Uma Criança em Perigo”, “Filhos do Abandono” e “A Força dos Afectos”.

domingo, 23 de agosto de 2009

Bubok… Um livro por dia

A Bubok está desde Junho, em Portugal, a publicar livros sem quaisquer encargos para o autor. Segundo notícia publicada na edição de hoje do JN, durante o mês em curso tem sido publicado, em média, um livro por dia. A Bubok consiste num serviço de auto-publicação online que permite que qualquer pessoa possa editar e divulgar as suas obras gratuitamente, como livro de papel (através da tecnologia print-on-demand) e em formato digital (como e-book).
O formato do seu livro é escolhido pelo próprio autor, assim como, se pretende colocá-lo à venda e a que preço, recebendo depois, 80% do lucro das vendas.
Por sua vez, a Bubok tem a seu cargo a cobrança e envio dos livros aos leitores e envio mensal dos rendimentos dos livros aos escritores.

A noticia pode ser lida na íntegra em:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1342518

Site e blog da Bubok:
https://www.bubok.pt
http://www.bubok.pt/blog/