quarta-feira, 27 de maio de 2009

"Voo final" - Ken Follett

Voo final

Sinopse:
Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da RAF. Uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães, numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante e complexo, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.


Editora: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
N.º na Colecção: 427
Data 1ª Edição: 07 de Abril de 2009
N.º de Edição: 2.ª
N.º de Páginas: 368
P.V.P.: 20,00 €

Excerto:
«Os nazis descobriram uma arma capaz de vencer a guerra. Julgámos que estávamos anos à frente deles com o radar, e sabemos agora que também o têm, e que o deles é melhor do que o nosso!»
[Digby Hoare]

A minha opinião:
1941… parte do velho continente europeu encontra-se sob ocupação nazi. A Grã-Bretanha é o único país que pode fazer frente aos alemães mas, inexplicavelmente, os aviões britânicos são constantemente abatidos pelos esquadrões germânicos… um mistério!
Winston Churchill estava inquietado com a possibilidade do seu país perder a Guerra, sobretudo quando os Serviços Secretos Ingleses interceptaram uma mensagem que revelava que os germânicos tinham desenvolvido um sistema de radar melhor que o dos Aliados. Assim, era preciso encontrar esse sistema e obter fotos para que conhecessem melhor as estratégias dos adversários.
Esta aventura baseada em factos verídicos, gira em redor das aventuras e desventuras vividas pelas personagens na senda do radar utilizado pelos germânicos para detectar os aviões inimigos. O objectivo era perceber como funcionava esse sistema de radar e tentar conceber uma forma de o anular e salvar a vida de milhares de aviadores.
O jovem Harald Olufsen trabalhou como operário no início da construção da base alemã na ilha dinamarquesa de Sande, sem imaginar sequer o que ali seria depois instalado pelos germânicos.
Num dia à noite, em que chovia torrencialmente, para cortar caminho até casa passou pela base e conseguiu ver que os alemães ali tinham instalado uns equipamentos que nunca tinha visto nada do género na sua vida. E, logo ele, que era todo interessado e mostrava algum jeito para a maquinaria e mecânica. Apesar de não ter conseguido logo decifrar o que viu, ficou intrigado.
Mais tarde, numa aula experimental de avião, foi o jovem Harald que informou o piloto Poul Kirk sobre o que tinha visto na base alemã.
Poul Kirk, elemento dos Guarda-Nocturnos, descobria assim a localização do radar alemão.
A partir daqui as personagens sucedem-se, assim como uma série de viagens e peripécias, de disfarces e mentiras, de segredos e de mortes, que tinham apenas um propósito… arranjar uma forma de fotografar o equipamento criado pelos alemães. Isto, sem serem apanhados pelos alemães ou pelo agente Peter Flemming, que em nada facilitou a vida a Harald e ao seu irmão Arne, por pura vingança à família Olufsen, devido a acontecimentos passados.
“Voo final” revela-se uma história empolgante e com muito suspense à mistura. Embarcamos nesta aventura com ritmo e, com ele, permanecemos até ao final da narrativa. Não há lugar para tempos “mortos” e monótonos durante a leitura, tal é a envolvência da escrita e da narrativa e porque, ao longo da obra, o autor não se perde com muitos rodeios e enredos.
O livro revela-se ainda rico em informações e dados históricos que o autor vai apresentando, demonstrando assim, um grande trabalho de consulta e pesquisa aquando a feitura do livro. O mesmo se passa com as descrições e conhecimentos pormenorizados que Ken Follett faz dos aviões e, consegue fazê-lo, sem ser de forma maçadora.
Fascinante! Adorei!

Classificação: 5/5

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Bertrand lançou “O Homem de Sampetersburgo” de Ken Follett

Sinopse:
1914: a Alemanha prepara-se para a guerra e os aliados constroem as suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia. O Duque de Walden e Winston Churchill planeiam, em total segredo, uma aliança russa mas um homem infiltra-se em Inglaterra com a intenção de deixar a sua marca na História e deixar o país a seus pés...

“O Homem de Sampetersburgo”, o novo romance de Ken Follett, chegou às livrarias na passada sexta-feira e, em menos de uma semana, é já considerado um sucesso de vendas. O primeiro romance de Follett a ser editado pela Bertrand é mais do que um livro repleto de suspense, luxúria e mentiras. "O Homem de Sampetersburgo” é, na verdade, dono e senhor de uma identidade muito própria.
Tendo como palco a Londres vitoriana, “O Homem de Sampetersburgo” é simultaneamente um romance sobre um revolucionário russo que viaja até Inglaterra para tentar criar um incidente internacional e uma (despretensiosa) lição de História.
Estamos em 1914. Na história (real), a época vitoriana vive os seus dias de glória, nasce uma nova ordem política, o prelúdio do comunismo, e o sufrágio feminino já não é uma utopia.
Na história ficcionada por Follett, a Alemanha prepara-se para a guerra e os aliados constroem as suas defesas. Ambos precisam da Rússia. Desenham-se estratégias, cerram-se fileiras. E nisto, o revolucionário russo Feliks chega a Londres com o intuito de cometer um crime que haveria de mudar o curso da História. Muitas são as armas que este mestre da manipulação tem nas suas mãos, mas as mais perigosas são o amor de uma mulher inocente e a paixão insaciável de outra. Contra si erguem-se as forças policiais britânicas, um lorde abastado e influente e o jovem Winston Churchil. Qualquer homem teria sido detido, com excepção do homem de Sampetersburgo…

Ken Follett
Ken Follett, nasceu a 5 de Junho de 1949, em Cardiff, Wales. Formado em Filosofia, é considerado um autor de grande sucesso que vê os seus livros darem regularmente origem a filmes ou séries televisivas.
A sua primeira obra foi publicada em 1978 sob o título Eye of the Needle, um thriller que venceu o Edgar Award e deu origem a um filme. Em Portugal, Os Pilares da Terra é a obra por que é mais conhecido.
Traduzido em dezenas de línguas, atingiu os lugares cimeiros das tabelas de vendas logo após a sua publicação, tendo registado um total de 26 semanas de permanência entre os mais vendidos do "The New York Times".
O seu espólio está armazenado numa colecção exposta na Saginaw Valley State University, nos Estados Unidos e inclui notas, esboços, manuscritos e correspondência. Follett é um grande apreciador de Shakeaspere e um músico amador. É casado com Barbara Follett e tem dois filhos. Vive em actualmente em Inglaterra.

Opiniões:

“Um thriller soberbo e um romance excelente… consegue eliminar qualquer competição!”
Newsday
“Carregado de suspense… provavelmente, um dos seus melhores até à data.”
San Diego Union

Chancela:
Bertrand Editora
N.º páginas: 352
P.V.P.: 18,50 €
Data de edição: Maio de 2009