sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Amor em minúsculas - Francesc Miralles
Autor: Francesc Miralles
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 240
Editor: Edições Contraponto
Sinopse
Samuel é um professor universitário que vive no mais perfeito isolamento. Desperdiça os seus dias em idas e voltas entre o seu apartamento, onde se refugia em horas de leitura e música, e as entediantes aulas na Universidade de Barcelona, que o fazem sentir-se ainda mais desligado do mundo. Um dia, um inesperado visitante interrompe a sua solidão…
Quando um gatinho aparentemente abandonado lhe entra pela casa a dentro, tem início um elaborado enredo de coincidências escritas pelo destino. A «bolinha de pêlo» leva-o a conhecer várias personagens insólitas - o seu vizinho, um coleccionador de sabedorias do mundo; um estranho pseudoprofeta num café, obcecado com uma viagem à Lua; uma veterinária com dotes de psicóloga -, e até a redescobrir um amor de infância perdido. Enquanto Samuel vai abrindo as portas à vida, o leitor acompanha-o numa viagem pela história da arte, do cinema, da filosofia e da literatura, numa descoberta constante da beleza do quotidiano e do espanto pela vida. Um romance mágico e comovente, com ecos de Alice no País das Maravilhas e de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que nos recorda como basta uma minúscula dose de amor para dar cor e música à vida…
A minha opinião
Confesso que comprei este livro com o intuito de ler acerca das peripécias do gato Mishima, um gato que adoptou Samuel no primeiro dia do ano. No entanto, e para desgosto meu, o livro não coloca o gatinho como personagem principal. Ou melhor, Samuel quase nunca se refere ao felino que faz com que ele mude completamente a sua forma de estar na vida. Antes de Michima, Samuel é um homem que vive isolado do mundo que o rodeia. Afastado da sua irmã e cunhado, Samuel não convive com quem quer que seja, limitando-se a dar aulas de filologia na universidade. Mas quando Mishima aparece, Samuel conhece Titus, o vizinho do andar de cima, que o faz ver uma outra realidade, uma realidade do conhecimento de outras pessoas, do não isolamento. A partir daí conhece Valdemar, um homem estranho que passa os seus dias na esplanada de um café, a veterinária de Mishima, e Gabriela, um amor de infância. Apesar de não ser o que estava à espera, não posso dizer que a obra não me agradou, muito pelo contrário.
Classificação: 4/5
Publicada por Maria Manuel Magalhães à(s) 21.8.09 1 leituras
Etiquetas: Francesc Miralles
domingo, 31 de maio de 2009
"O melhor lugar do mundo é aqui mesmo" - Francesc Miralles e Care Santos
O melhor lugar do mundo é aqui mesmo
Sinopse:
Escrito a quatro mãos, este é um livro que nos dá um pequeno curso sobre a felicidade quotidiana. Francesc Miralles e Care Santos contam a história de Iris, uma mulher na casa dos 30, que vive só e trabalha como telefonista numa companhia de seguros. Desde a recente morte dos pais num acidente de viação, nada tem que a prenda a este mundo, e perdeu por completo a capacidade de sonhar. É então que, num domingo cinzento, quando o desespero mais profundo lhe ensombra os pensamentos, Iris entra por curiosidade num café com um nome invulgar: O Melhor Lugar do Mundo é Aqui Mesmo. É neste café que Iris conversará com um misterioso estranho chamado Luca, e este guiá-la-á, durante seis tardes consecutivas, ao longo de uma incrível e mágica experiência introspectiva que lhe permitirá redescobrir-se. Uma obra reconfortante e inspiradora que nos convida a meditar e a sintonizarmo-nos com a nossa essência mais profunda, pois só assim podemos valorizar o presente e ultrapassar o passado.
Editora: Editorial Presença
P.V.P.: 12,50 €
Data 1ª Edição: 19/05/2009
N.º de Edição: 1.ª
N.º de Páginas: 144
Opinião:
Após o falecimento dos pais num acidente de viação Iris perde a vontade de viver. Sem irmãos nem outros familiares decide cometer suicídio. Mas, no dia em que estava previsto cometer tal loucura, algo sucede e a sua vida ganha um novo rumo e dinamismo.
Um espaço que até então nunca tinha reparado surge na zona onde vive. Trata-se de um café com um nome bastante peculiar: “O melhor lugar do mundo é aqui mesmo”.
Iris decide entrar no café e vai ser aqui que, ao longo de seis dias, se vai desenrolar a aventura principal desta narrativa. E é aqui que ela vai conhecer Luca, uma pessoa muito reservada, misteriosa e por quem ela acaba por se apaixonar.
Em seis dias e de forma enigmática, Luca vai tentar alterar a monotonia em que se tornou a vida de Iris, principalmente, após a morte dos pais.
Mas afinal quem era Luca? Como é que ele surgiu repentinamente na vida de Iris? Seria possível Iris viver a sua paixão com o enigmático Luca? Será que aquele café com um nome tão sugestivo alguma vez e existiu?...
No final, e apesar de todos os mistérios e dúvidas que foram surgindo, Iris que até ali pensava pôr termo à sua vida monótona e enfadonha, conseguiu efectivamente mudar o rumo do seu destino...
“O melhor lugar do mundo é aqui mesmo” é um livro que se lê rapidamente, porque além de conter poucas páginas, revela-se uma leitura fluida. Mas, apesar de ser uma leitura leve, o seu conteúdo revela-se algo profundo e valioso. Ao longo de toda a história os autores vão-nos fazendo pensar e reflectir no que realmente pretendemos e ambicionamos para a nossa vida.
Excertos:
“O sabor está no presente mas, no acto de comer, a cozinha pertence ao passado e a digestão ao futuro.”
“A vida compreende-se olhando para o passado, mas só pode ser vivida olhando para o futuro.”
“Não chores porque as coisas chegaram ao fim; sorri porque elas existiram.”
Classificação: 4/5
Publicada por Maria Manuela à(s) 31.5.09 0 leituras
Etiquetas: Care Santos, Francesc Miralles
